Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 1: Estádio do Fluminense

Desde que ganhei este livro (editado pela Maquinária Editora – www.maquinariaeditora.com.br ), no final de 2011, vinha pensando em como conheço pouco o futebol carioca…

Estava torcendo para ter uma oportunidade de ir ao Rio pra poder pesquisar e conhecer ao vivo um pouco do futebol local. E nesse último feriado de maio, consegui enfim realizar esse plano.

Livro e mapa em mãos, fizemos um rolê de 3 dias misturando o futebol aos locais turísticos e, claro às praias!

A ideia dessa visita era conhecer os estádios clássicos do futebol carioca. E o primeiro local visitado foi a sede do Fluminense, o Estádio Manoel Schwartz, mais conhecido como Estádio das Laranjeiras, devido ao bairro, mas também chamado antigamente de Estádio de Álvaro Chaves, pelo nome da rua onde está. O nome “Estádio das Laranjeiras” sempre povoou meu imaginário fosse pelas figurinhas, ou pelas narrações de jogos. Estar no estádio do tricolor carioca foi uma realização bem legal pra mim. Foi nas Laranjeiras que o Fluminense conquistou diversos títulos e mandou muitos dos seus jogos.

A construção do Maracanã acabou diminuindo bastante o seu uso, até que em 2003, infelizmente o campo deixou de ser usado para partidas profissionais, tornando-se o campo de treinamentos e eventos.

Estávamos em um time completo nessa visita: eu, a Mari e meus pais!

Sabíamos que estávamos em solo sagrado para aqueles que amam e respeitam o futebol. Foi aqui que as coisas começaram…

Além do campo de jogo, o ambiente está repleto de homenagens para a memória dos atletas do Fluminense, como o busto do goleiro Castilho.

Achei um vídeo histórico do estádio, um Fla x Flu mais antigo do que a maior parte dos torcedores de atualmente.

Mas não foram apenas os títulos que marcaram o estádio, quem se lembrava disso:

O bairro das Laranjeiras é um lugar legal, com muito verde e áreas residências que fazem a gente lembrar da Mooca, em São Paulo, por exemplo.

Mas diferente da Javari, o entorno do estádio ainda se parece muito com o que se via antigamente. Olha quantas árvores!

O Estádio recebeu o nome de Manuel Schwartz, vitorioso ex-presidente do Fluminense na década de 1980. Foram disputadas nesse estádio 839 partidas, com 531 vitórias, 158 empates e 150 derrotas, sendo que o último jogo foi em 26 de fevereiro de 2003, um 3×3 contra o Americano, pelo Campeonato Carioca. Tradição que teve seu início em 1904, quando foi realizado o primeiro jogo no Campo da Rua Guanabara, que ficava no mesmo local do Estádio de Laranjeiras. Aquele primeiro jogo foi assistido por 806 sócios e 190 não-sócio. Em 1905, foram construídas as primeiras arquibancadas.

Em 1919, o Estádio de Álvaro Chaves, propriedade do Fluminense era inaugurado. A primeira partida do Fluminense no Estádio, foi na vitória por 4 a 1 sobre o Vila Isabel em julho de 1919. O recorde de público pagante deste estádio foi na partida Fluminense 3 x 1 Flamengo, em 1925, com 25.718 torcedores.

As arquibancadas são de um modelo antigo, dando ainda mais charme ao estádio!

Achei alguns detalhes e mensagens curiosas pelas paredes…

Foi sem dúvida uma visita inesquecível a um estádio de tantas histórias e tanta tradição.

E pra completar o passeio, ainda tem a loja do Flu, que fica lá, cheia de coisas ligadas ao time.

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Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 4: o futebol em Resende

Ah, a estrada. Estar em movimento é manter a mente afiada, em busca do novo, descobrir outros caminhos, se superar a cada momento, sem jamais aceitar o marasmo.

Ops, mas lá vem a placa que indica nosso próximo destino: a cidade de Resende!

Pra quem não conhece, Resende é uma cidade do Rio de Janeiro, ali na “beira” da Dutra, uns 160km antes de chegar na capital carioca.

A cidade é conhecida por ser a sede da Academia Militar dos Agulhas Negras, além de abrigar a Indústria Brasileira de Energia Nuclear que promove enriquecimento de Urânio… Muita gente nem sabe disso e acha um absurdo quando o Irã vem tentar fazer o mesmo.

Mas pra mim, o mais legal da cidade é o Rio Paraíba do Sul, que margeia a cidade!

A ideia era conhecer um pouco da cidade e o Estádio do Trabalhador.

É aqui onde o Resende Futebol Clube manda seus jogos. O time foi fundado em 6 de junho de 1909:

Resende Futebol Clube

O Resende FC também tem um campo em sua sede, na Praça da Concórdia, no centro da cidade.

Mas é importante lembrar que o futebol da cidade já teve outros representantes como o Resende Esporte Clube, fundado em 2 de julho de 2003:

E mais recentemente o Academia Pérolas Negras (criada no Haiti como um projeto social e que chegou ao Rio de Janeiro em 2016, participando da Federação Carioca em 2017):

Oficialmente chamado de Estádio Municipal de Resende, ele é mantido pela prefeitura, mas pertence ao SESI.
AmÉrica e Fluminense fizeram a partida inaugural do Estádio do Trabalhador, em Resende (0X0) em 1º de outubro de 1992.
Olha aí a bilheteria!

Aqui, a “Geral”:

Atualmente, possui capacidade para pouco mais de 10.000 torcedores.

O campo possui arquibancada apenas de um lado e dá pra ver a cidade crescendo do outro lado.

O Estádio fica na região central da cidade, no meio de muitos prédios, árvores e clubes.

Um rápido vídeo que fizemos lá:

A arquibancada é bem bonita, mas não é daquelas que ficam em cima da linha lateral. Como tem uma pista de atletismo, existe um espaço interessante entre ela e o campo.

Um olhar por trás do gol!

Aqui, com a tal da função panorâmica, um olhar completo da arquibancada e do campo.

Resende Futebol Clube manda a maior parte dos seus jogos aí, menos os clássicos, que ocorrem em Volta Redonda.
É aí que eles enfrentam, por exemplo, o Americano F.C., seu maior rival.

A inauguração do estádio foi em 1992, com o jogo Fluminense x América/RJ e teve recorde de público.

O site do Resende é http://www.resendefc.com.br.

Como o campo é do SESI, olha ali onde eles ficam.

Aqui dá pra ver a distância que eu me referi entre a arquibancada e o campo.

Hora de fechar os portões e seguir viagem.

Fica o obrigado ao pessoal que estava por lá trabalhando e que me deu uma força pra entrar e conhecer o lugar.

Em 2022 voltamos ao Estádio para acompanhar a estreia do Santo André pela Série D do Brasileiro contra o time do Pérolas Negras (confira aqui como foi).

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86- Camisa do Americano F.C.

Camisa do Americano

A 86ª Camisa da coleção vem da cidade de Campos dos Goytacazes, maior cidade do interior do Rio de Janeiro, com mais de 430 mil habitantes.

O time dono da camisa é o Americano Futebol Clube, fundado em 1 de junho de 1914, numa reunião na joalheria dos irmãos Suppa.
O primeiro nome do time deveria ser América Football Club, sugestão de Belfort Duarte, que tinha a mania de fundar novos Américas por onde ia, entretanto quando foi embora os irmãos uruguaios “Bertoni”, renomearam o time e assim nascia o Americano F.C. .

Logo de cara o time superou as dificuldades e em 1915 conquistou o Campeonato Campista, contra os tradicionais Rio Branco, Goytacaz, Aliança e o Luso-Brasileiro.

Em 1922, o Americano teve dois jogadores convocados para a Seleção Brasileira: Soda e Mario Seixas.
Ainda em 1922, disputou uma partida amistosa contra a forte seleção do Uruguai, placar: Americano 3×0 Uruguai.
De 1967 a 75, somou nove títulos seguidos.
Em 1975, tornou-se o primeiro clube do interior do novo Estado do Rio de Janeiro a participar do Campeonato Brasileiro.
No ano seguinte disputou seu primeiro Campeonato Carioca, pouco antes da fusão entre os dois Estados brasileiros (Rio de Janeiro e Guanabara).
Na década de 80 fez várias excursões pelo exterior.
Em 1987, representou o Estado do Rio de Janeiro no Campeonato de Seleções Estaduais, sagrando-se campeão, contra a Seleção de São Paulo que possuía cinco jogadores da Seleção Brasileira.
Atuou 7 vezes na Série A, 18 na Série B e 5 na Série C.
Em 1986, foi vice-campeão da Série B, em 1987, foi campeão do Módulo Azul 1987 (equivalentes à Série B).
É o único clube, fora os quatro considerados grandes do Rio de Janeiro, que nunca disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão.

Foi também a primeira equipe do interior a vencer a Taça Guanabara e a Taça Rio. Nos anos 2000 se especializou em atrapalhar a vida dos grandes do Rio, como mostra a matéria da Globo:

É incrível como é difícil achar fotos do time, no máximo as mais recentes, como essa do time de 2007:

E essa que a wikipedia disponibiliza, que é de 2008:

Em 2009, eliminou nos pênaltis, o Botafogo, em confronto válido pela segunda fase da Copa do Brasil de 2009. Em 2010, escapou do rebaixamento nas últimas rodadas da degola pelo campeonato carioca.
O Americano manda seus jogos no Estádio Godofredo Cruz, com capacidade para 25 mil espectadores. É o segundo maior estádio do interior do estado do Rio de Janeiro.

O estádio foi fundado em 1954 e até hoje é a casa do time. O recorde de público foi de 22.853 pagantes pelo brasileiro de 83, num jogo contra o Flamengo, que acabou em 2×2.
Em 19 de fevereiro de 2014 foi iniciada sua demolição, em troca, a Imbeg, empresa de Campos especializada em construções civis, custeou a edificação do novo centro de treinamento do clube e de um estádio que até 2024 não havia sido inaugurado.

O mascote do time é o “Mancha Negra“:

O time possui muitas torcidas, das quais destacam-se a Império e a Garra Alvinegra.

Seu maior rival é o outro time da cidade, o Goytacaz, com quem faz o clássico Goyta-Cano.

O clube também mantinha grande rivalidade contra o Campos e o Rio Branco, contra quem fazia o chamado “Clássico do Barulho”.

O Americano segue lutando contra seus adversários e contra o futebol moderno que insiste em fechar os times de cidades do interior.

Sendo assim, merece o respeito até mesmo de seus maiores rivais. Para maiores informações, o site oficial do time é www.americanofc.com.br

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Respeite seus adversários em campo, o verdadeiro inimigo fica atrás de uma mesa…