Já no caminho de volta pra casa, fomos conhecer um pouco da história do futebol em Álvares Machado e do Estádio do Paulista e é o que veremos neste post!
Álvares Machado é uma pequena cidade que está praticamente colada a Presidente Prudente com uma população de pouco mais de 25 mil pessoas.
Como todas as cidades do oeste paulista, a história de Álvares Machado começa com a ocupação indígena que ocorria há muito tempo e que viu o seu fim com a chegada dos bandeirantes. Aquela área selvagem, rodeada pela floresta do Vale do Paranapanema com seus córregos e ribeirões foi aos poucos vendo a chegada das novas famílias, expulsando (muitas vezes matando) os indígenas locais, que reagiram com bravura, mas não foram capazes de brecar este movimento.
Considera-se o fundador de Álvares Machado, Manuel Francisco de Oliveira, que chegou ao local, na época conhecido como Brejão, comprando terras da viúva de Manuel Pereira Goulart e construindo sua casa. Aos poucos o local passou a atrair outros moradores.
Em 1919, a Estrada de Ferro Sorocabana chegou à região, com a estação ferroviária de Brejão que mudaria de nome para Álvares Machado. Foto do site Estações Ferroviárias:
O futebol na cidade se iniciou com a criação do Paulista Futebol Clube em 1943. Distintivo do site Escudos Gino:
Esse é o time de 1943:
Em 1944, disputa o Campeonato Paulista do Interior na 17ª região, ao lado do rival local EC Bandeirantes. O grupo tem como campeã a AA Venceslauense.
Em 1945 mais uma disputa e o campeão do grupo foi o FADA:
Em 1946, não disputa o Campeonato do interior, mas no ano seguinte, em 1947, sagra-se campeão do seu grupo (o setor 22):
O Paulista FC enfrenta então os campeões da Zona 5, e a AA Botucatuense sai vitoriosa classificando-se para a próxima fase e chegando até a final do campeonato, da qual o Rio Pardo FC sagrou-se campeão!
Também disputou o Campeonato amador de 1950.
No site Osmardeamigos encontra-se essa foto do time de 1973:
Aqui, o time de 74:
Fiquei um pouco decepcionado por chegar ao estádio e ver que o tempo foi impiedoso com ele… A começar pela sinalização que foi apagada pelo tempo e pelas reformas.
Pelo Google Maps ainda encontrei uma imagem que mostrava o nome do time nos muros do local, diferente da realidade atual.
Navegando pelo Facebook encontrei essa imagem interna que mostra uma estrutura com toda a identificação do time.
E também uma imagem interna do campo.
Além do Paulista e do já citado Bandeirantes, nos anos 70 ainda existiu o time do Estudantes:
Nos anos 80 ainda havia o Machado Atlético Clube, o MAC que jogava no Campo Municipal do Paulista. Nessa foto, dá pra ver que existia uma arquibancada coberta lá:
E destaque também para o time do Avaí:
Nos dias atuais, sequer conseguimos entrar no campo, e só deu pra registrar o campo lá de fora.
Agora é a hora de dividir um pouco sobre o futebol de Ourinhos!
Diferente dos posts anteriores, Ourinhos é uma cidade de maior porte, com mais de 115 mil habitantes. Surgiu na década de 1910 e seu nome é uma referência ao antigo município de Ourinho (atual Jacarezinho, no Paraná).
Ourinhos tem sua história muito próxima das demais cidades da região: até o fim do século XIX era habitada por indígenas kaingangues que de repente viram seus piores pesadelos se tornar viram realidade: foram invadidos pelos produtores de café e algodão.
A cidade também teve grande influencia da estrada de ferro (chegou em 1908), e mais uma vez apresento uma imagem da Estação do site Estações Ferroviárias
Atualmente, a cidade conta com um forte comércio e se tornou uma referência regional.
Assim como em outras cidades, também se encontram construções antigas que reforçam seu passado ferroviário.
Aliás, aproveitaram parte dos antigos galpões da ferrovia para construção de um espaço turístico com museu, uma locomotiva antiga aberta à visitação e assim um ambiente bem legal. Pena que no feriado a cidade estava mais vazia e essa estrutura fechada
Desce daí, garoto!
Falando um pouco do futebol da cidade, além de várias importantes equipes no futebol amador, Ourinhos teve 4 times disputando o futebol profissional:
Comecemos falando do mais tradicional: o Clube Atlético Ourinhense.
Dos times que disputaram o profissional, o Clube Atlético Ourinhense é o mais antigo, tendo sido fundado em 5 de junho de 1919, e há algumas décadas tem seu lindo estádio junto ao clube social.
Dessa vez, a primeira coisa a fazer foi registrar o pórtico de entrada do estádio, que esquecemos de fotografar na outra visita…
Infelizmente, parece que o clube social teve graves problemas financeiros piorados com a pandemia do Corona e … Não existe mais…. Restou apenas o campo, e com ele as lembranças …
Que sorte! Não apenas estava rolando um jogo como era do próprio CA Ourinhense!!!
O CA Ourinhense começou disputando tinha uma série de partidas amistosas (os times aproveitavam da estrada de ferro sorocabana para facilmente chegar à cidade) e o Campeonato Municipal (do qual seria campeão em 1942, 43, 48, 50 e 51). Veja a lista de jogos de 1939:
Divido algumas fotos que o blog “Ourinhos” apresenta como sendo dos anos iniciais do time:
A partir de 1942, o CA Ourinhense disputa o Campeonato do Interior, na 14ª região (Piraju), sendo campeão do grupo e sendo eliminado na fase seguinte pela Ferroviária de Botucatu (4×1, em Botucatu).
Em 1943, viu o outro time local participar do Campeonato, mas novamente sagrou-se campeão do grupo e perdeu a fase seguinte pra a Ferroviária de Botucatu (1×1, 1×1 e 2×0 no jogo desempate).
Neste ano, o Corinthians da capital veio a Ourinhos inaugurar uma sub sede e disputou um amistoso (com seus atletas amadores) do qual venceu por 2×0.
Não disputa a edição de 1944, e em 1945 vê o CA Farturense sagra-se campeão do grupo.
Em 46, também não se classificou para os mata-matas.
E novamente em 1947, não consegue ser o campeão do grupo.
A partir da edição de 1948, o Campeonato do Interior passa a ser amador, já que surge a segunda divisão, mas o CA Ourinhense segue disputando.
Em 1950, um amistoso com o XV de Piracicaba:
Em 1951, o CAO inaugura o seu estádio (antes dele, mandava seus jogos em um campo que ficava próximo do atual camelódromo da cidade):
Em 1952, um ato de grande ousadia de sua diretoria, o CAO se credencia a disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, mas faz uma campanha fraca. Alguns resultados encontrados: 31/8- Bauru AC 3×3 CA Ourinhense 14/9- CA Ourinhense 0x1 São Bento 28/9– AA Ferroviária (Assis) 5×1 CA Ourinhense 12/10- CA Ourinhense 2×2 Noroeste 19/10- Garça EC 1×0 CA Ourinhense 2/11- CA Ourinhense 3×1 AA Ferroviária (Botucatu) 9/11- CA Ourinhense 4×1 Corinthians PP 23/11- CA Ourinhense 1×0 Bauru AC 7/12- São Bento 5×0 CA Ourinhense 21/12-CA Ourinhense 6×2 AA Ferroviária (Assis) 3/1- Noroeste 1×0 CA Ourinhense 11/1- CA Ourinhense 0x3 Garça EC 25/1- AA Ferroviária (Botucatu) 2×1 CA Ourinhense 1/2- Corinthians PP 2×5 CA Ourinhense
Ainda em 1952, o time recebeu o São Paulo em um amistoso perdendo por 4×0 (ainda que todos os gols tenham saído apenas no segundo tempo):
Em 53, o CAO não disputa o profissional, mas faz um amistoso com o Palmeiras, sendo derrotado pelos visitantes por 2×1:
Ainda em 53, incrível vitória contra o Fluminense em um quadrangular que constava ainda com Jacarezinho (venceu o CAO por 2×1) e com o Cambaraense.
O CA Ourinhense permanece nas disputas do amador do interior, e até ensaia um retorno à Terceira Divisão em 1955, mas acaba desistindo e só em disputa em 1961, fazendo uma boa primeira fase (série pecuária):
Já na fase dois, o time da Usina São João falou mais alto…
Em 1962, mais uma boa primeira fase:
A segunda fase foi levada pelos vizinhos de Santa Cruz do Rio Pardo…
Em 1963, mais uma primeira fase terminada na liderança!
Novamente o time da Usina São João levou a segunda fase…
Em 64 e 65 bate na trave e não se classifica para a segunda fase.
Em 1966, volta a se classificar na liderança do seu grupo.
A segunda fase foi, mais uma vez, decepcionante…
Em 1967 desiste do profissionalismo e desde então apenas utiliza seu lindo estádio para as competições amadoras, como essa que estava rolando no momento da nossa visita.
Ali no chão, encontrei uma pequena lembrança do dia-a-dia do clube. Hoje pode ser apenas um pedaço de papel, mas logo se tornará lembrança.
O Estádio está sem grandes cuidados, com exceção ao campo, que tem a grama bem aparada. Essa é o gol da esquerda, tendo ao fundo a linda arquibancada coberta:
Aqui, o meio campo. Vale lembrar que antigamente aquela arquibancada era beeeem vermelhinha e tinha o distintivo do clube pintado no meio dela.
E aqui o gol da direita, olha onde a arquibancada termina. Ali atrás, ficava o clube social, ainda mais para a direita.
Aqui é a lateral de onde eu estava, e dá pra ver um pouco do clube social à frente e à direita:
Aqui o banco de reservas.
A passarela ligava a entrada do clube social a vários salões (olha que linda a inscrição do inesquecível CAO!) e servia de arquibancada local.
Se fora de campo o futuro do CA Ourinhense parece tenebroso, em campo sua camisa segue sendo usada com respeito e orgulho pelo time dos veteranos.
Um detalhe que poderia passar desapercebido… A bandeira de escanteio!
Os tuneis para os vestiários parecem um pouco mais esquecidos…
E no céu, o sol… Na verdade é só o flash do celular porque fiz essa última foto já dentro do carro hehehehe
Seguindo pela idade, o segundo time mais antigo de Ourinhos é o EC Operário (o site História do Futebol produziu os antigos distintivos do time):
Segundo Euclides Rossignoli, no livro Ourinhos, Histórias e Memórias, o campo do Operário ficava entre as Ruas Duque de Caxias e Dr Antonio Prado, em frente o camelódromo.
Interessante que, atualmente, ao lado esquerdo existe um grande campo de futebol.
Antes do estádio atual, o campo do CA Ourinhense ficava bem próximo do campo do Operário. O site contratempo fez uma imagem mostrando os dois rivais nos anos 40:
Essa arquibancada foi inaugurada em 1926, mas caiu durante um vendaval nos anos cinquenta.
O nascimento do EC Operário foi quase uma resposta das camadas menos favorecidas da cidade (a turma que morava pro lado debaixo da linha do trem) ao surgimento do CA Ourinhense, a própria ideia do nome, remete à essa ideia.
E assim, logo começam os derbis, aqui, um noticiado em 1922:
O futebol tinha uma grande força local, na cidade mesmo, por isso os primeiros anos foram marcados por campeonatos locais. Já em 1939, os times da região passam a ser os adversários.
Esta e outras fotos podem ser encontradas no site do Jornal Biz.
Em 1943, faz sua estreia no Campeonato do Interior, no mesmo grupo do CA Ourinhense (que saiu campeão, como vimos antes), e em 1944, sagra-se campeão do grupo (perderia o primeiro mata-mata da Ferroviária de Botucatu).
Aqui, um dos times do início dos anos 40:
A questão de se chamar “Operário” sempre foi colocada como certo ruído entre time e a população de Ourinhos, por isso, em 1944, o time passa a adotar o nome de EC Olímpico e adota um novo escudo:
Assim, como EC Olímpico, disputa o Campeonato do Interior de 1945 (a Farturense ganha o grupo).
Em 1946, vence a “zona” (o grupo) mas perde as finais da região para a Botucatuense, que venceu a zona vizinha. Era tudo uma grande zona kkk
O dérbi daquele ano nem chega a terminar pelo quebra quebra em campo.
Em 1947, mais uma vez o EC Olímpico sagra-se campeão da sua zona:
Assim, vai disputar com os campeões de outras zonas próximas (AA Botucatuense, AA Ferroviária de Assis, A Prudentina de EA e Paulista FC de Álvaro Machado), e quem sai campeão é a AA Botucatuense.
Aqui, o time de 1949, com uma faixa de campeão, mas não encontrei a confirmação de qual campeonato seria:
Em 1950, os gestores do clube decidem retornar ao nome tradicional. Alguns anos depois, em 1954, o time se inscreve no futebol profissional e disputa a Terceira Divisão.
O time volta ao amadorismo por 3 anos e retorna à Terceira divisão em 1958.
Esse foi o time daquele ano.
Depois dessas atuações no profissional, o EC Operário volta ao amadorismo e… Desaparece… Falemos então do terceiro time da cidade em ordem cronológica: o Esporte Clube Gazeta.
O time foi fundado em 7 de setembro de 1948 como homenagem a equipe de futebol do jornal A Gazeta Esportiva de São Paulo que foi até Ourinhos disputar uma partida amistosa com o E. C. Operário. Tomaz Mazoni (diretor da Gazeta Esportiva) topou colaborar com os uniformes do novo time com a condição de que o nome da equipe fosse “Esporte Clube Gazeta Esportiva” em homenagem ao jornal.
O time é conhecido como “O Líder das Excursões” graças às partidas disputadas fora de casa. Aqui, o time de 56:
Esse é o time de 1958:
Mas com a saída do Clube Atlético Ourinhense, do Esporte Clube Operário e do Esporte Clube União Barra Funda (já vamos falar deles abaixo) do profissionalismo, coube ao EC Gazeta disputar o Campeonato Paulista e em 1979, fez sua estreia na 5a divisão.
O time classifica-se para a fase seguinte, mas acaba eliminado nas quartas de final para a Jalesense.
Com a reorganização do futebol paulista passou a jogar a terceira divisão em 1980, mas não se classifica para a próxima fase:
Não se classifica também em 1981 nem em 82 e se licencia do profissionalismo. Volta apenas em 2000, na 5a divisão (série B2). Em 2001 e 2002, joga a 6a (série B3) com péssimas campanhas, afastando-se definitivamente do futebol profissional.
Por fim, o último time a ser fundado: o Esporte Clube União Barra Funda, fundado em 23 de março de 1972.
O time disputa o amador mas em 1978, disputa a 5a divisão do Campeonato Paulista.
Por fim, menção especial ao novo time da cidade, o Grêmio Esporte Clube de Ourinhos, fundado em 1 de Agosto de 2015.
O time jogou a Taça Paulista de Futebol, tem um perfil sempre atualizado no Insttagram (veja aqui) e tem trabalhado bem as categorias de base.
O Grêmio Esporte Clube de Ourinhos tem mandado alguns de seus jogos no Estádio Municipal Djalma Baía.
O nome é uma homenagem ao jogador nascido na cidade e que acabou indo para Portuguesa, e que faleceu em um acidente de carro, jovem ainda.
Esse já é um estádio mais novo, do início dos anos 90 e que além do Grêmio, tem atendido ao futebol amador da cidade.
Ainda que seja mais acanhado, tem uma ótima estrutura, esse é o gol do lado direito.
A arquibancada deste lado de onde faço as fotos é descoberta mas tem lindas árvores (entre elas uma mangueira) oferecendo boa sombra.
Aqui o lado esquerdo da arquibancada e o gol ao fundo.
E lá no meio campo, está a arquibancada coberta.
Fomos até lá pra também registrar mais este espaço.
Olhando lá da arquibancada coberta, esse é o gol da esquerda:
O meio campo:
E o gol da direita.
Até uma pequena cabine de rádio existe no estádio.
Ufa…. Quanta história, quanto futebol… Espero que o futuro possa desenhar novidades para o futebol de Ourinhos…
No feriado de 15 de novembro de 2022, fizemos um incrível rolê de Santo André até Bataguassu,
no Mato Grosso do Sul. Entre as centenas de quilômetros percorridos,
registramos 20 estádios que receberam partidas profissionais e amadoras
em diferentes cidades.
Bernardino de Campos tornou-se município, legalmente, em 9 de outubro de 1923, mas a história da região também passou pelas diferentes fases com ocupação indígena até a chegada dos portugueses, e depois uma aceleração com a chegada da ferrovia (Foto do site Estações Ferroviárias).
Encontrei esse galpão, achando que foi o que sobrou da estação.
Até o fim do século XIX, o local era um pequeno povoado conhecido como “Douradão”, que depois foi chamado de “Figueira” até finalmente se oficializar como “Bernardino de Campos” em homenagem ao político que presidiu o estado de São Paulo por duas vezes.
Bernardino de Campos tem como base da economia a agricultura e teve início com o café e o algodão, mas com o tempo, grande parte do cultivo foi dedicado a pastagens e canaviais. Atualmente, sua atuação está focada em gado de leite, gado de corte, cana-de-açúcar, milho e soja, além de um pequeno comércio e serviço.
Demos um rolê rápido pela cidade e deu pra sentir que o lugar ainda é bastante tranquilo. Por lá, vivem cerca de 12 mil pessoas.
Estivemos na cidade para conhecer e registrar o atual Estádio Municipal de Bernardino de Campos, que por muitos anos foi conhecido como o Estádio do Esporte Clube Ferroviário.
Fiquei triste de ver a pintura mal cuidada… No passado essa entrada era assim:
O Esporte Clube Ferroviário foi fundado em 16 de agosto de 1947, pelos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana.
Olha aí a imagem de um goleiro que defendeu o clube no passado.
Como a maioria dos times, o EC Ferroviário começou no futebol amador e nessa fase, seu principal adversário era o outro time da cidade: a Associação Atlética Bernardinense, fundado em 13/08/1925.
Já em 1931, os jornais noticiavam partidas da AA Bernardinense:
A AA Bernardinense disputou o Campeonato Paulista do Interior em 1947:
Aqui, o time juvenil de 1957:
E o principal do mesmo ano:
Em 1956 e 58, rolou o derbi pelo Amador do Estado daquele ano.
E a vitória foi da Associação, mesmo jogando no campo do Ferroviário!
E também no jogo de volta…
O campo da Associação fica na Av da Saudade. O Estádio foi construído no início dos anos 30!
Aqui, uma imagem da torcida do EC Ferroviário no campo da Associação em 1978:
Aqui, uma matéria na Gazeta Esportiva falando sobre um amistoso disputado em Palmital:
Mas, em 1965, desafiando a lógica, o EC Ferroviário fez sua estreia no futebol profissional na 4ª do Campeonato Paulista, terminando a primeira fase de grupos em 8º lugar.
O time manteve no profissional em 1966, novamente com uma campanha muito ruim, terminando na última colocação.
O EC Ferroviário volta às disputas amadoras.
Com a crise na Ferrovia, o clube também passou por problemas e em 1994 a Prefeitura assume a gestão do time e do estádio, mas a sua memória segue por lá, nas paredes…
Vamos dar uma olhada em mais este templo do futebol:
Aparentemente, o time voltou a usar o estádio jogando partidas amadoras.
Suas cores seguem na pintura da arquibancada.
E nos olhos sonhadores da molecada que segue frequentando o campo e jogando bola lá, sonhando em quem sabe ser um jogador, ou simplesmente curtir os seus 90 minutos de craque local.
A pequena arquibancada segue lá, na lateral do campo. Dá pra ver que ela é feita em tijolos, uma construção para durar muito tempo.
O gramado cresce bonito aproveitando os nutrientes da famosa “terra roxa”.
Antes de ir embora, o registro do meio campo, com destaque para um detalhe que eu aprendi a observar com o historiador “seo” Adalberto, aqui de Santo André: perceba o que está sendo usado para segurar o alambrado.
Veja aqui, o gol da direita enquanto eu te respondo o que são esses “falsos” postes: na verdade são pedaços de trilhos, que provavelmente sobraram nos depósitos da época da Ferrovia.
E o gol da esquerda:
Um grande orgulho poder pisar e registrar o Estádio do Clube Ferroviário e de ter conhecido a bela e pacata cidade de Bernardino de Campos.
Olha a gente aí de novo! 11 anos depois de nossa primeira visita à cidade (veja aqui e confira como foi o rolê) estamos de volta a Bebedouro, após passar por Guariba e Monte Alto em um rolê que cortou o noroeste paulista em busca de estádios!
Já conhecíamos a cidade, mas dessa vez pudemos aproveitar um pouco mais os detalhes, visitar o Sebo da Cultura e simplesmente relaxar passeando pelo centro…
Dei uma passada na praça onde está o Monumento aos construtores de Bebedouro, onde pude conversar um pouco sobre a Inter com o pessoal da velha guarda que se reúne ali.
A estação ferroviária já se encontra desativada há um bom tempo, mas pelo menos transformou-se em uma área de cultura.
Assim como as demais cidades do Noroeste paulista, Bebedouro tem sua história ligada à expansão da Cultura do café e à chegada da Ferrovia.
Como nossa última visita a Bebedouro foi quase que exclusivamente dedicada ao Estádio Sócrates Stamato, dessa vez arrumei um jeito de ir até o antigo “Estádio da Rua Valim“, depois chamado de Estádio Arnoldo Bulle, que em 2021 completa seu centenário!
O EstádioArnoldo Bulle foi a primeira casa da Associação Atlética Internacional. (Distintivos do site escudos Gino):
A AA Internacional foi fundada em 11 de junho de 1906 (o que faz com que muitos a considerem o time mais antigo do interior de São Paulo) e se filiou à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) em 1909.
O Estádio Arnoldo Bulle foi criado em 1921, na época como o “Estádio da Rua Valim” ou ainda como “O Estádio da Internacional“. Aqui, uma foto rara (do site Campeões do futebol) do estádio nos seus tempos de “século XX”:
A página Bebedouro Arts comparou a imagem do antigo estádio com a atual área que faz parte do centro esportivo da UNIFAFIBE, faculdade referência na região:
Com a construção do estádio, logo a Inter deixou de se dedicar apenas a amistosos e a partir de 1924 começou a disputar as competições amadoras até 1947, quando adentrou ao profissionalismo. Aqui, o grupo da 1a região do Campeonato do Interior de 1930 (foto do livro “Os esquecidos”):
A Inter jogaria ainda o Campeonato do Interior de 1942 , 43, 44, 45, 46 quando chegou à fase Inter-regional e em 47 quando foi campeão do seu setor.
Nesse período enfrentou outros times de Bebedouro: o Botafogo FC, o EC Paulista, o EC São Paulo – Goiás, o Santa Cruz FC, o Vasco da Gama entre outros. O distintivo abaixo é do Escudos Gino:
Em 1948, passou a disputar o Campeonato Paulista profissional na segunda divisão, relembre (graças ao livro História da 2a Divisão no Futebol Paulista, de Júlio Bovi Diogo e Rodolfo Pedro Stella Jr) a campanha da Inter no primeiro campeonato:
Foram 36 temporadas disputadas aí, com destaque para a campanha de 1956, quando a AA Internacional sagrou-se campeã da Série Pecuária, sendo eliminada apenas na segunda fase. O presidente deste ano era o senhor Arnoldo Bulle, que daria nome ao estádio.
Em 1960, acabou disputando a 3a divisão, onde sagrou-se campeão da Série Paulo Machado de Carvalho e retornou à segunda divisão em 1961.
O site do Milton Neves “Que fim levou?” apresenta uma foto do atleta Willian Gamboni em 1973:
Em 1982, a AA Internacional esteve perto de chegar à elite mas perdeu a decisão do grupo vermelho para o CA Taquaritinga, na melhor de 3 jogos: 1×1 em casa, 2×2 em Taquaritinga e derrota de 4×2, em campo neutro (Ribeirão Preto, no Estádio Santa Cruz). Foto do facebook da Inter:
A Inter mandaria seus jogos no Arnoldo Bulle até 1990, mas mesmo 31 anos depois, passeando pelo entorno, ainda é possível encontrar vestígios dos seus tempos de glória.
O pessoal da UNIFAFIBE foi muito gente boa ao nos receberem e mostrarem o quanto conheciam da história do lugar!
Essa é a imagem do meio campo, em 2021:
O gol do lado direito:
E o do lado esquerdo (ali ao fundo um incrível ginásio esportivo da faculdade):
E existe um detalhe importantíssimo nesse estádio: foi o primeiro estádio do interior a receber sistema de iluminação (permanece lá até hoje):
Ali na lateral, a arquibancada que ainda resiste ao tempo e que tantas glórias acompahou, entre elas o amistoso contra o Penarol, do Uruguai.
Do outro lado pode se ver parte importante da estrutura da UNIFAFIPE.
Se for pro gol, me chama que eu vou! Fiquei muito feliz de poder registrar
Claro que não resistimos e demos um pulinho no Estádio Sócrates Stamato…
Como gostaríamos de comprar um ingresso e assistir um jogo da Inter….
Que baita estádio… Capacidade para mais de 15 mil torcedores.
O estádio foi inaugurado em 9 de fevereiro de 1956 no jogo Internacional 2×1 XV de Jaú.
O Estádio conta com uma pequena área das arquibancadas cobertas bastante charmosa.
E olha aí o novo reforço da Inter!!!
Atualmente a Inter está disputando a Segunda Divisão do Campeonato Paulista que equivale à quarta divisão estadual (no momento em que escrevo esse post a Inter vence o América de Rio Preto por 4×0!!!).
A torcida local apoia bastante o time, dentro e fora de casa (já assistimos a Inter como visitantes contra o São Carlos e contra o São Vicente).
E se até o sol termina seu ciclo, nos despedimos de Bebedouro para quem sabe um dia retornar para assistir uma partida da Inter…
24 de outubro de 2020. É dia de conhecer mais um templo do futebol do interior de São Paulo: o Estádio Municipal Massud Coury, na cidade de Rio das Pedras!
A cidade fica bem próxima de Piracicaba e se você perceber, ela tem uma guardiã logo na entrada…
Uma simpática coruja que nos deu as boas vindas a este lugar tão importante para o interior de São Paulo.
Andar por essas bandas é reviver a história de locais por onde viviam, num primeiro momento, os índios e, na sequência, tropeiros / bandeirantes em busca de pedras preciosas e também na tentativa de escravizar esses indígenas locais. Esse é um assunto pouco falado no Brasil, que merece sempre uma lembrança, usando essa pintura de Jean-Baptiste Debret:
Como tudo era feito na caminhada, locais para descanso eram estratégicos, e logo a casa de uma família de lavradores ficaria conhecida como “Pouso do Rio das Pedras“.
Mas o tempo é o senhor da vida e tão rápido quanto os índios locais foram expulsos, escravizados ou exterminados, o progresso chegou materializado na Ferrovia. Nascia a Estação Rio das Pedras que segue por lá…
A estação colaborou para a chegada de mais pessoas criando um povoado que daria origem à Freguesia do Senhor Bom Jesus de Rio das Pedras, porque além de eliminar a cultura indígena, nosso povo sempre deu um jeito de incluir a religião na história.
Essa é a Paróquia Senhor Bom Jesus De Rio Das Pedras:
A qualidade das terras trouxe a cafeicultura para a região, e com ela escravizados africanos num primeiro momento e imigrantes (principalmente italianos), a partir da proibição da escravização.
O crescimento populacional fez a freguesia se tornar distrito do Município de Piracicaba, depois, elevado à Vila de Rio das Pedras, e finalmente à categoria de cidade em 19 de dezembro de 1894.
O declínio do café trouxe a cana-de-açúcar como acultura dominante da região para atender as Usinas que ali se estabeleceram (Usina São José, Usina Nova Java e Usina Santa Helena).
Claro que a Raizen já chegou por ali e dominou a produção local.
Atualmente, além das usinas, novas empresas tem se estabelecido na região, como a Hyundai. Assim, a cidade segue seu rumo ao futuro… Sem esquecer do seu passado.
E um olhar pro passado não pode ser feito sem deixar de se lembrar do futebol local.
Passaram pela cidade 5 times usando o nome “Riopedrense“.
O primeiro deles a Associação Atlética Riopedrense foi fundada na década de 20.
O time jogou diversas competições municipais e também com times da região. Encontrei essa foto na Fanpage “Rio das Pedras antiga”. Seria do time de 1934:
Nestas primeiras décadas de existência, jogadores como o goleiro Civolani e o zagueiro Dito Boi (nos anos 20), Lio Roncato (nos anos 30) e Luis Paris e Osvaldo Miori (nos anos 40) entraram para a história local. Esse foi o time de 1940:
A partir de 1942 passou a disputar a 15a região do Campeonato do Interior, até 1944. O time nunca chegou a se classificar para a segunda fase, já que essa era uma das regiões mais difíceis, visto que jogavam os times de Piracicaba, Santa Bárbara do Oeste, Capivari e Indaiatuba.
Só nos anos 50 o time realizou campanhas expressivas, como o bicampeonato da “Liga de Capivari”, a “Ituana“, que era a primeira fase, regional do Campeonato do Interior, de 1953 e 1954:
Em 1954, após ser campeão da “Ituana”, foi jogar a final da região com o XI de Agosto de Tatuí e sagrou-se campeão na melhor de 3 partidas (derrota por 4×1 em Tatuí, vitória de 3×1, em Rio das Pedras e 2×0 no jogo decisivo, dia 4 de abril de 1954). Destaque para os jogadores Áureo, Rugia e Joãozinho Migriolo e Antonio Furlan.
Leia mais sobre essa época no site de Luiz Barrichelo, um apaixonado pela cidade pelo time!
Outra boa matéria sobre a época saiu na “Revista Nossa“, lá de Rio das Pedras mesmo.
Mas, a AA Riopedrense acabou fechando suas portas e o time a representar a cidade no futebol a partir de 24 de junho de 1968, passou a ser o Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge.
Era o time formado pelo pessoal da própria Usina São Jorge, que hoje se encontra em ruínas…
Mais do que manter o futebol ativo, o time da Usina São Jorge levou a cidade ao futebol profissional pela primeira vez na história, disputando a série A3 em 1975 e 76.
O amigo Roberto (pesquisador do time do Primavera de Indaiatuba) nos enviou um belo registro do empate em 1×1 entre o São Jorge contra o Primavera de Indaiatuba, em Indaiatuba, pelo campeonato de 76:
Ainda segundo as pesquisas do Roberto, o resultado do jogo de volta, em Rio das Pedras, no dia 3/10 foi um novo empate: Usina São Jorge 0 x 0 Primavera.
O resultado mais desastroso foi: A.E. Laranjalense 7×1 Usina São Jorge. Assim, compunha o seu grupo:
Com o fim do Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina São Jorge, surge o segundo time homônimo: a Associação Atlética Riopedrense.
Se por um lado, os dois times homônimos não guardam nenhuma relação entre eles, a população local acabou abraçando de coração esta segunda agremiação, fundada em 7 de junho de 1977, por Antenor Soave.
Iniciou sua história disputando o Torneio Alfredo Metidieri, naquele mesmo ano de 1977.
A então “refundada” Associação Atlética Riopedrense também levou a cidade ao futebol profissional!
A sua estreia aconteceu no quarto nível do futebol paulista (a atual série B) de 1977, que teve o Primavera de Indaiatuba como campeão. Aliás, obrigado ao Roberto e ao Michael por passarem os resultados:
No ano sequinte jogou o quinto nível do Campeonato Paulista (o que um dia foi a série B2) de 1978. Este campeonato era chamado de “Terceira Divisão“, mas acima dela existiam 4 outros níveis: o Campeonato Paulista de Futebol, a Divisão Intermediária, o Campeonato Paulista da Primeira Divisão e o Campeonato da Segunda Divisão.
Veja como foi a boa participação na estreia do time:
Classificado para o octogonal decisivo (o Dracena foi eliminado), o time terminou em 3o lugar!
Nesse ano, a rivalidade com a Saltense foi elevada à décima potência, já que a vitória sobre eles no último jogo, quando lideravam o Grupo, deu o título ao Cruzeiro. Olha que bela história contada por um torcedor da época:
“O primeiro jogo foi em Salto, e junto ao time, uma pequena torcida se deslocou para aquela cidade. A torcida da Saltense, pra ajudar o time, naquele dia humilhou e maltratou o nosso time e também a nossa pequena caravana de torcedores
Voltamos derrotados e humilhados a Rio Das Pedras.Jogo de volta, o troco. Sem ninguém combinar nada, a cidade se uniu em dar uma recepção melhor a que tínhamos recebido lá em SaltoDia do Jogo!!!!!!!!!! Horas antes do jogo, o povo de RdP já estava em peso na frente do Estádio. E sem nenhum líder, fez um grande corredor Polonês a espera de “nossos convidados”. E eles todos chegaram, o time e mais de dez ônibus de torcedores, isso fora uma caravana de automóveis, seguramente mais de 400 pessoas.Pois bem…..Hora do troço………. Conforme iam chegando, tinham que passar pelo corredor montado pelos Riopedrenses, e aí uma chuva de tapas e tabefes e alguns chutes no bum-bum. Apanharam, antes, durante e depois do jogo, em que o Cacique da Ituana (a AA Riopedrense) saiu vencedor.Terminado o jogo, os torcedores da Saltense se recusaram a sair do Estádio, pois o corredor novamente estava a sua espera, e somente com a chegada do Batalhão de Choque e do Canil da PM de Piracicaba, enfim deixaram o Campão em segurança, e lógico que com alguns pneus furados e algumas portas amassadas. Nem o Riopedrense e nem a Saltense, se sagraram campeãs naquele ano, mais o jogo entrou para a história. O TROCO FOI DADO.”
Em 1979, mais uma disputa da quinta divisão, classificando-se para a 3a fase!
Chegamos a 1980 e as mudanças na estrutura do futebol paulista levam a AA Riopedrense a disputar o terceiro nível do futebol paulista, a atual série A3, que tem o CA Lemense como campeão.
Em 21 de novembro, ainda foi disputado um amistoso: AA Riopedrense 1×4 Comercial (Ribeirão Preto).
Jogou a A3 ainda em 1981, que teve o Cruzeiro FC como campeão. Mais uma vez as pesquisas do amigo Roberto e do Michael nos ajudaram a dividir com você, os resultados:
Em 1982, mais uma A3, com o Barra Bonita campeão. E a AA Riopedrense realizou uma boa campanha!
Chegou a disputar a segunda fase do campeonato…
E em 1983, com o CAL Bariri campeão, a AA Riopedrense termina aí sua participação no futebol profissional.
Além das 2 AA Riopedrense, outros 3 times mais recentes resgatam o nome e o futebol local.
Este é o Clube Atlético Riopedrense, fundado em 10/07/2013 e que tem jogado o amador.
Outro, também dedicado ao futebol amador é o Clube Riopedrense de futebol.
E por fim a Associação Olímpica Riopedrense:
E a casa do futebol local em Rio das Pedras desde tempos antigos até hoje é o Estádio Municipal Massud Coury!
Mais uma bilheteria pra nossa conta!
O Estádio segue muito bem cuidado, com sua bela arquibancada coberta!
Pra se ter ideia geral do campo, olhando da arquibancada, esse é o gol esquerdo:
Aqui o meio campo, onde podemos perceber o sistema de iluminação.
E aqui, o gol do lado direito:
Vamos experimentar um role entrando no estádio desde a rua:
Aqui, uma visão do lado oposto, para se admirar a lindíssima arquibancada coberta!
A visita a um estádio como esse dá uma sensação muito bacana… Muita energia boa envolvida, muitas imaginações e imagens vêm à minha cabeça, como eu costumo dizer “saudades do que eu não vivi”.
E ao mesmo tempo me sinto honrado em poder estar num estádio que teve tanta história no passado e que ainda tem feito a alegria de quem gosta de futebol em Rio das Pedras.
Olha os bancos de reserva ali atrás, que bacana!
Tentei registrar o estádio no maior número de ângulos possíveis pra tentar dividir com quem não conseguiria viajar até Rio das Pedras, mas que adoraria saber como é andar por ali…
Aqui, eu estou atrás do gol, e se você estivesse ali e se virasse para olhar pra traz, veria que ao fundo do estádio está o ginásio de esportes da cidae, que aliás estava em reforma.
Ali, aparentemente estão os vestiários em azul.
Enfim, só nos resta admirar a vista do Estádio Municipal Massud Coury, sonhando com alguma iniciativa meio doida de levar novamente o futebol da cidade ao profissionalismo. Quem sabe com um dos times que jogam por lá atualmente…
Vamos embora, levando no coração e na memória um pouco de tudo isso que ouvimos, que vimos e que lemos…
Tremembé é uma cidade que sempre chamou minha atenção, embora eu não tenha nenhuma grande memória com o futebol local, mesmo sabendo, agora, de sua tradição.
Localizada na região Metropolitana do Vale do Paraíba, Tremembé é a casa de quase 40 mil pessoas.
Seu nome é de origem tupi: “Tirime’mbé”, que entre outros significados pode ser compreendido como “Escoar Molemente”, uma ligação com os vários rios e riachos presentes em seu território, com destaque para o Rio Paraíba.
Em 1877, a ferrovia chegou à região e a estação de Tremembé foi inaugurada em 1914, mas, teve vida curta… A linha entre Pindamonhangaba e Taubaté foi desativada em 1951, eliminando a estação de Tremembé, restando à população local a nova estação de Engenheiro Cotrim que ficava fora da cidade. Em 1970, o prefeito tentou derrubar a estação abandonada para construir o paço municipal, porém o povo não deixou e o prédio continuou ali, até hoje.
O futebol na cidade tem uma série de times que fizeram (e fazem) a alegria dos tremembeenses, mas dois times representam verdadeiros patrimônios para o futebol. Um deles é o Clube Atlético Tremembé, o “CAT”!
Fundado em 18 de julho de 1921, o CA Tremembé brilhou nas disputas municipais e regionais. Esse é um dos primeiros times da história do clube:
O CA Tremembé fez história ao disputar o Campeonato do Interior de 1942, no grupo da 24ª Região, que teve o EC Taubaté como campeão.
Vale reforçar que em 1942, o Maristela FC, também de Tremembé, participou do Campeonato do Interior. (Distintivo refeito por Victor Nadal):
Em 1943, o CA Tremembé jogou mais uma vez o Campeonato do Interior, e novamente teve o EC Taubaté como campeão do grupo.
Em 1944, novamente disputou a 24ª Região, com novas equipes, mas novamente com o EC Taubaté campeão.
O CA Tremembé também participou do campeonato de 45 e mais uma vez teve o EC Taubaté campeão!
Em 1946, o time não disputou o Campeonato do Interior, voltando apenas em 1947, quando disputou o Setor 2 da Zona 1, tendo como campeão a AE Guaratinguetá.
Pra quem gosta de boas imagens do passado, a Fanpage “Tremembé das antigas” disponibiliza uma série de fotos da cidade e também do time do CA Tremembé, como essa, justamente de 1947:
A mesma fanpage ainda disponibiliza (sem a menção à data) outras fotos lindas, do time.
E uma imagem de 1955, mostra que o futebol sabe ser “gente boa” quando quer
O CA Tremembé mandou e manda seus jogos no Estádio Amèrico Texeira Pombo, a “Arena Atlético Tremembé”!
Como a pandemia tirou o futebol do dia a dia, o estádio acabou um pouquinho descuidado, mas vale mostrar como eraa faixa antes desse período:
O Estádio fica no meio da cidade, na Rua André Geraldo da Silva e além da entrada mostrada nas fotos acima, também tem esse portão com o distintivo do clube.
O pequeno portão dá entrada a um mundo mágico, mas a pandemia parece nos impedir de conhecê-lo internamente…
A menos que… A vizinhança dê uma força para conhecer a “Arena Atlético” por dentro de seus muros.
Sem dúvida que a parte mais charmosa e que parece transparecer muita história é a arquibancada coberta!
A mensagem na arquibancada é clara: “Aqui é Atlético!“
Várias árvores ao redor das arquibancadas dão uma cara ainda mais legal pro campo e pra arquibancada.
Esse é o gol da entrada:
Ainda existe uma estrutura bem bacana de bar, vestiário e tudo o que precisa para seguir levando o futebol amador!
Esse é o gol do fundo, com vários eucaliptos dando uma refrescada pro goleiro:
Tem até uma área para a imprensa:
E aqui dá pra ver como o estádio é literalmente “colado” às casas da vizinhança:
Mas… Algumas pessoas do futebol local dizem que o Estádio Américo Texeira Pombo também teria participado do futebol profissional, graças a uma participação especial do segundo time da cidade na 3a divisão de 1957. Trata-se do CREIX!
Esse é o distintivo mais difundido, mas as fotos mostram que o distintivo usado pelo time era outro:
O Clube Recreativo e Esportivo da Indústria do Xisto foi um clube de vida efêmera na cidade de Tremembé, que nasceu para servir aos operários locais.
O time foi fundada em 1956 e disputou a série A3 de 1957.
Segundo nos contaram, embora o CREIX tivesse um campo de futebol, onde atualmente fica localizado o Fórum de Tremembé, eles teriam disputado algumas partidas da A3 de 57 em cidades vizinhas, como comprova a nota da Gazeta Esportiva que o amigo Ivan Gotardo localizou…
E aqui, o amigo e pesquisador do futebol de Taubaté, Moacir (autor do blog https://moataubate.com) me enviou uma matéria sobre o jogo entre o CREIX e a Ferroviária de Pindamonhangaba comprovando que o campo do CA Tremembé foi também a casa do time na série A3 de 1957!
Então… voltemos a olhar o Estádio Amèrico Texeira Pombo, agora dando lhe os devidos créditos de ter recebido jogos da série A3!!
Esse foi o time que disputou a A3 em 1957:
No ano seguinte, o CREIX voltou a disputar amistosos, como em 13/04/1958, quando venceu o Instituto de Reeducação por 3×0 (informação do incrível site História do Futebol.)
A fanpage “Tremembé das antigas” guarda outras fotos do time do CREIX, sem identificação da data:
Aqui uma foto da viagem do time do CREIX para Piquete:
Mais uma cidade com bastante história no futebol paulista que segue se mantendo no amadorismo mas que sem dúvida poderia voltar a se arriscar no profissional!
Pra quem gosta de estádios escondidos, taí um que a gente achou e que pouca gente conhece ou já ouviu falar. Fica na bonita e simpática cidade de Pederneiras, ali numa saída da estrada que liga Bauru a Jaú.
Trata-se do Estádio Antonio Ruiz Romero, projetado por Wilson Ruiz Fernandes e pelos engenheiros João Silveira Filho e Celso Antonio Rugai, inaugurado em 24 de abril de 1955.
A cidade nunca teve um time nas disputas profissionais, e o estádio servia aos campeonatos amadores para times como a Associação Atlética Pederneiras:
Aqui, o time de 1946:
Veja a matéria da Gazeta Esportiva, sobre o bom momento no Campeonato do Interior de 1955, um ano mágico que já tinha visto a inauguração do estádio:
Mas a AA Pederneiras havia nascido muito antes, em 25 de dezembro de 1933 e disputou por muitos anos o Campeonato Amador do Estado, sagrando-se campeão do seu setor em 1956.
O Estádio Antonio Ruiz Romero foi construído para substituir o antigo estádio da cidade. O antigo estádio da rua 15 de Novembro era chamado de Dr. Joaquim Cortegoso, desde 1941 e acabou incorporado a uma importante indústria cerâmica, que em troca doou recursos para a construção de um novo estádio, o Estádio Antonio Ruiz Romero.
Na inauguração do Estádio aconteceu a partida entre a seleção dos Veteranos Paulistas, da Federação Paulista de Futebol e a equipe da Associação Atlética Pederneiras.
Outros times da cidade que também utilizara o estádio: Corinthians Pederneiras Futebol Clube, Ford Futebol Clube, Esporte Clube Comercial e Paulista Futebol Clube.
Aqui, um detalhe que eu acho muito bacana dos estádios do interior, a bilheteria com as grades formando o brasão do time!
Não foi fácil fotografar o estádio, uma vez que o mesmo estava fechado…
Mas, no fim das contas, terminamos mais uma visita… em paz!
Uma olhadinha final nas arquibancadas que foram a casa de tantos torcedores locais…
Ah, que rolê incrível! Pra quem acha que o futebol de verdade neste ano de 2013 é a Copa das Confederações, recomendo uma voltinha pelo interior paulista.
É muita história, muitos times e muitos estádios. Saímos de Regente Feijó e fomos para Rancharia!
Rancharia é uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes.
A cidade foi fundada em 1916 e está a pouco mais de 520 km de São Paulo.
Rancharia tem na produção agropecuária e no Algodão suas principais atividades econômicas, e como toda boa cidade do interior, tem uma igreja ali no centro!
Eu não imaginava, mas Rancharia é o 6º maior município do estado de São Paulo, e tem como motivo de orgulho o Estádio Francisco Franco, na Rua Adhemar de Barros, 750, onde a A.A. Ranchariense mandava seus jogos!
Você pode estar se perguntando por que eu estava olhando para o lado. A resposta está aí embaixo.
Um novo amigo do blog, ainda que em forte momento alcoólico, fez questão de sair na foto!
Outro amigo foi a Mari que fez!
Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio!
O Estádio Francisco Franco tem capacidade para mais de 4.600 pessoas.
O futebol em Rancharia teve seu auge nos anos 40, quando surgem a A.A. Ranchariense e a A.A. Matarazzo, para disputar o Campeonato do Interior da Federação Paulista.
O time do Ranchariense só foi se profissionalizar em 1978 .
Olha aqui a campanha da Ranchariense na 5a divisão de 1979:
Aqui, uma outra bela campanha do time, dessa vez, pela Terceira Divisão de 1985:
Olha aí que presente do amigo e leitor do blog Fabio Teixeira: fotos de 1988, contra a Chavantense:
Rancharia tem mesmo uma relação bem apaixonada com o futebol!
O gramado está em perfeitas condições!
Belas arquibancadas que viram desde 1978 a equipe da Ranchariense representar a cidade no Campeonato Paulista de Futebol.
No momento da nossa visita, um rachão com cara de peneira entre uma molecada da cidade rolava no campo.
O Estádio está em obra na arquibancada atrás do gol.
A arquibancada é aquelas de cimento, old school.
Junto do estádio tem uma pequena estrutura com algumas salas.
Homenagem ao pessoal do Juventus!
E dá lhe a molecada jogando!
Uma visão de dentro do campo.
Aí está um time que eu gostaria muito de ver jogar…
Mais uma vez, ficamos orgulhosos de poder entrar em um estádio que está na história o futebol brasileiro.
Setembro de 2009. Com o sol nos animando, seguimos para o litoral sul buscando um pouco de descanso e um rolê tranquilo. Domingo (6 de setembro) o Santo André jogaria em casa contra o Atlético MG, ou seja, nossa viagem tinha data de volta já acertada. Sábado, tivemos um dia perfeito, com sol, praia, caminhada e corrida, trilhas, comida gostosa na beira do Rio Itanhaém, mas… Faltava algo… Já que estávamos ali, por quê não visitar um estádio ainda desconhecido? E lá fomos nós, para Mongaguá conhecer o Estádio Silvano Ribeiro Diroz.
Quem já foi para o litoral sul de São Paulo (Mongaguá, Itanhaém ou Peruíbe), com certeza já passou em frente ele, afinal o Estádio fica na beira da estrada Padre Manoel da Nóbrega.
Eu achei que o Estádio estivesse abandonado há alguns anos, mas para minha surpresa uma partida estava sendo disputada.
O time mandante era o tradicional o “Mongaguá Praia Clube“, fundado em 26 de março de 1946, na época com o nome de “Praia Grande FC” (até 1959, quando foi emancipado, Mongaguá, pertencia à Praia Grande), como mostra o Jornal de Santos, de 1969:
Somente em 1991, o time adotou o nome de Mongaguá Praia Clube.
O time é conhecido como “Praia” e já conquistou o campeonato municipal da 1ª Divisão por 10 vezes, além de ter levantado o título da Série Padre José de Anchieta (Litoral) do Campeonato Amador do Interior por 3 vezes (65/66/67), ainda com o nome de Praia Grande. Aqui, matéria do Jornal A Tribuna de 1965, falando da final daquele ano contra o São Paulo de Itanhaém:
E aqui, o time campeão daquele ano:
Por uma outra matéria, fica registrado que a torcida do time comparecia!
Matéria falando da final (que pelo visto teve encrenca hehehe):
O Jornal de Santos de 1968 cita uma homenagem aos campeões de 1967:
Ok, o campo tem seus buracos, falta grama aqui e acolá, mas lembre que se trata de um Estádio para o futebol amador, de uma cidade litorânea, que sequer possui um time profissional, ou seja… Excelente!
Eu e a Mari, como sempre, não resistimos a eternizar nossa passagem por mais um templo perdido do futebol nesse Brasil tão grande e tiramos uma foto nossa em frente à cancha…
A Mari me chamou a atenção para a faixa colocada na frente do estádio convocando os jovens para participar do time. Depois, já em casa, comentei com meu pai sobre como falta a essa região do litoral um clube disputando a série B do Paulista.
Ao fundo do campo, o belo morro que esconde índios, rios e muitas lendas que correm por Mongaguá e pelo litoral. O Estádio Silvano Ribeiro Diroz fica no bairro Pedreira, e tem capacidade para 3.300 torcedores e possui sistema de iluminação.
E já começando a dar o ar da graça a Neblina, anunciando o frio e a chuva que chegaria à região, no dia seguinte.
E seguindo os passos dos amigos fotógrafos, agora eu comecei a buscar ângulos diferentes de arquibancadas…E deu nisso:
Ah, o prazer de estar em um estádio pela primeira vez e ainda poder acompanhar ao fundo uma partida da equipe local… Não tem comparação, é quase que uma coleção de imagens e momentos que ficam em minha mente e que tento reproduzir e compartilhar com vocês aqui no blog.
Um último olhar no estádio, no campo, no jogo… E até uma próxima vez!
Aqui, o time de 2022 (da fanpage do Jornal Bola na Rede) que conquistou a 1ªdivisão do amador da cidade:
Voltei para Itanhaém, e depois para Santo André, onde acompanhei a derrota do Ramalhão para o Galo. Boa sorte ao Mongaguá Praia Clube, espero ver o time no profissionalismo um dia.
A 39ª camisa da coleção é uma das que considero especiais. Acho até que pessoalmente, é a de maior valor histórico das que eu tenho.
Pertence à já extinta Associação Ferroviária de Assis:
E a considero histórica, primeiro porque, embora seja o uniforme número 2 (o número 1 é vermelho com os destaques em branco) é uma camisa oficial e foi usada em partidas oficiais na década de 70, pelo time da cidade de Assis, onde meu pai passou boa parte da infância.
Além disso, como parte da família trabalhava na Estrada de Ferro Sorocabana, meu tio “Zé”, na época conhecido como Alemão, jogou na equipe. Olha ele aí numa “clássica” 3×4:
Olha ele aí agachado (o 3º da direita pra esquerda):
A Associação Atlética Ferroviária de Assis (AAFA)foi fundada em 1927, sendo mais uma linda história de amor entre o futebol e a ferrovia. Miguel Belarmino de Mendonça foi o primeiro presidente do clube.
Até o início dos anos 40, o time se manteve na disputa de amistosos e de torneios regionais, sempre jogando com a casa cheia!
Mas em 1942, fez sua estreia no Campeonato do Interior, sendo campeã da 13a região e chegando até a 2a eliminatória (equivalente às quartas de final).
Em 1943, a Vermelhinha novamente foi campeã da 13a região e chegou à 3a eliminatória (também equivalente às quartas de final), sendo eliminada pelo Noroeste, que seria campeão:
Chegou 1944 e a AA Ferroviária se consolidou como força da região sendo campeã pelo terceiro ano consecutivo da sua região e avança até a fase inter regional do campeonato, sendo eliminada pela Ferroviária de Botucatu:
Adivinha o que houve em 1945? Mais uma vez a AA Ferroviária vence o seu grupo! Mas mais uma vez um time de Botucatu elimina a vermelhinha…
Chegamos a 1946 e como já esperado a AA Ferroviária sagrou-se campeã do seu grupo, classificando-se para a próxima fase, que também foi um grupo e mais uma vez, sendo vencido pela Botucatuense.
Aliás, vasculhando pelas redes sociais da cidade de Assis, achei uma foto muito bonita do time, de 1946:
Em 1947, disputou novamente o Campeonato do Interior, novamente chegando até a fase regional e sendo eliminado pela Botucatuense.
Por conta do endereço de seu estádio e da cor da sua camisa, o time era apelidado de “a vermelinha da Rua Brasil“.
O nome oficial do estádio é Dr. Adhemar de Barros e sua construção foi gradativa: primeiro o campo, depois as arquibancadas, os vestiários e por fim a iluminação. (Veja maiores detalhes do estádio no post sobre minha visita recente à Assis).
Aqui, o estádio nos anos 50:
Por fim, o acolhedor e ao mesmo tempo intimidador Estádio Dr. Adhemar de Barros estava pronto, como podemos ver nessa foto do site www.umdoistres.com.br, de Assis:
Foi nele que o time mandou seus jogos e até hoje, ele segue ali na Rua Brasil, não muito diferente do que era na época.
Esta é a charmosa arquibancada, parcialmente coberta que fez parte da infância e da juventude de quem amava futebol nos anos 50 e 60…
Sua capacidade era de pouco mais de mil torcedores que ali estiveram para apoiar times como esse:
Aqui, o gol do lado da Rua Brasil:
E o “gol dos fundos”:
Deu até pra gente bater uma bola…
Lembrando que essas traves já foram defendidas por ninguém menos que o goleiro Jefferson, que chegou a atuar pela seleção brasileira, mas ficou famoso jogando pelo Botafogo do RJ.
Também conhecida como a “Veterana“, o time da Ferroviária marcou época e entrou pra história ao disputar a série A2 de 1949 até 1952, quando foi rebaixada pela lei que exigia que as cidades tivessem um mínimo de 50.000 habitantes.
Essa foi sua campanha em 1949, quando não passou da primeira fase, a “Série Preta”:
Aqui, a campanha de 1950, e mais uma vez, não passou da primeira fase, a “2a Série”:
Aqui, a campanha de 1951:
E esta a de 1952:
Disputou a série A3 de 1953 até 1957, com destaque para o empate conquistado em 1957 contra o Tricolor Paulista que visitou Assis sem grandes pretensões, mas não conseguiu vencer a vermelhinha!
Retornou à segunda divisão em 1958 e 1959. Em 1958 fez uma campanha bem ruim, terminando em último do Grupo Verde:
Em 1959 mais uma campanha ruim…:
Voltou a jogar a A3, a partir de 1960, aqui, uma foto do time dessa época:
Mesmo em alta, o time via-se atolado em dívidas, o que obrigou o presidente da época, Joãozinho Maldonado a tentar vender “Mingo” o maior de seus craques à Portuguesa.
Pra piorar, a Lusa achou que o valor era alto demais e não comprou o jogador que preferiu ficar trabalhando na Estrada de Ferro.
Infelizmente, em 1967, o clube perde uma partida decisiva em Marília e licencia-se, iniciando-se uma crise, que foi agravada ainda mais com a ascensão de outro time da cidade, o VOCEM (veja a camisa dele aqui). Foto do amigo Luciano Mendes, que lembrou que nesse ano a equipe disputou com Palmital, Bauru AC, Dracena, Garça, Piraju, Veracruzense, Guarani de Adamantina e São Bento de Marília:
E assim como a Estrada de Ferro começava a perder a atenção para as grandes autopistas, em 1976 a Ferroviária disputa seu último campeonato profissional, em detrimento do futebol moderno e caro.
Mesmo fim de muitos times importantes do interior fizeram e ainda estão fazendo hoje em dia. Uma prova viva do desinteresse cada vez maior do brasileiro pelo futebol. Mas aí vão mais algumas fotos do passado para quem sabe calentar os corações que podem ter se congelado: