Domingo, 2 de fevereiro de 2025. O Santo André segue vivendo um pesadelo, mas a gente ainda acredita. Rumamos até a apaixonante Piracicaba para assistir mais uma partida do Ramalhão.
Times em campo, é hora de por frente a frente os dois maiores campeões da série A2!
Vale tudo, foco, força e fé!
Em campo, as coisas pareceram diferentes, o time se postou melhor e começou jogando de igual para igual com o líder do Campeonato.
Aliás, o XV vive ótima fase e jogou frente a mais de 3 mil torcedores, o Estádio Barão da Serra Negra estava lindo, com bastante gente nas cadeiras cobertas…
E também na arquibancada descoberta, onde fica o pessoal da Torcida Esquadrão e a ARXV:
Nho Quim estava feliz!
Não sabe quem é o Nho Quim? É o mascote do XV.
Mesmo em má fase, o EC Santo André mais uma vez não jogou sozinho e contou com o apoio de sua torcida…
Eae o pessoal da Fúria e o jovem Ovídio, sempre presente!
E o time visitante apresentou um futebol melhor do que o que vinha jogando…
O Santo André e sua torcida acabaram vendo sua dedicação cair por água no segundo tempo, com o XV voltando melhor e encontrando o seu gol…
Depois o líder da A2 soube se fechar, deixando para a torcida ramalhina mais uma derrota.
Mesmo perdendo, o time parece ter se encontrado melhor. Será o início de uma nova fase?
Segunda feira, 13 de janeiro de 2025. Dia de mata mata, expectativa de muita emoção. É hora de se escrever a história no Estádio Bruno José Daniel.
Um belo duelo pela fase “32 avos de final” que despertou grande atenção no público local, lotando o a arquibancada destinada à torcida do Ramalhão no Estádio Bruno José Daniel!
Mas, pô, como a tarde logo se tornou triste… Depois de um baita jogo contra o Corinthians, o Ramalhão nem bem entrou em campo e levou 1×0 do Vila Nova aos 2 minutos para a tristeza da torcida local…
Nem deu pra sentir o gol que tomamos, e… penalty para o Vila Nova, mas o goleiro Renan defendeu a cobrança deixando claro que o jogo estava aberto!!
Que legal poder ver a população de Santo André abraçar o time novamente… Queria que fosse sempre assim!
A copinha serve também pra gente reencontrar os amigos, mesmo os que estão morando longe e que aproveitam o período de férias pra voltar pra Santo André.
Independente do resultado, a torcida apoiou como sempre (antes, durante e depois do jogo).
A Ramalhão Store estava por lá vendendo a nova camisa a R$ 199.
Embora quente, hoje o céu estava encoberto diminuindo o sofrimento de quem vai pro jogo e não tem um único espaço com sombra pra relaxar.
Os 90 minutos passaram e foi como se estivéssemos anestesiados pelo resultado…
Fim de jogo e só restou aplaudir os meninos pelo desempenho no campeonato, ainda que nossa eliminação tenha sido bastante prematura… Obrigado e que possamos vê-los nos times de cima!
O Estádio Municipal de Santo André foi construído pela Júlio Neves (até hoje eles citam o projeto no site deles) e inaugurado em 15 de novembro de 1969, com um amistoso entre o Santo André FC e o Palmeiras, mas, até então, o Estádio possuía apenas sua arquibancada coberta:
A construção da tradicional arquibancada descoberta, de pé até os dias atuais, se iniciou em 1976, e somente no ano seguinte foi finalizada.
Assim, em 1977 um novo amistoso foi agendado para inauguração das suas arquibancadas e o jogo foi simplesmente entre o Santo André e a Seleção da Bulgária!!!
No dia da partida, 30 de janeiro, mais uma vez a torcida Ramalhina compareceu, desta vez para conhecer sua nova arquibancada e apresentar a ela nossas bandeiras!
O time foi para o jogo com o goleiro Paulo, César Cachiumbo (improvisado na lateral direita), Tito, Santana e Antonio Carlos na outra lateral; Fernandinho, Souza e a foto com Miguel (nosso eterno massagista), Santana, Tito, Souza, Vicente (Bona) e Mazzola; Tulica (Ribamar) e Bugre (Arnaldo, ele mesmo, o Arnaldinho estreando pelo profissional), destaque na foto abaixo para os dois mascotes (quem serão??) e para o massagista Miguel de Oliveira.
A Seleção Búlgara entrou com Krastev, Tchalev, Dezenov, Samatoviks e Delev; Nikolov e Rainov; Simonov (Kostev), Grigorov (Kabranov), Petrov e Ivanpetrov (Kirakov). O treinador era Stoyan Ormandzhiev. Foi bacana todo o cerimonial antes da partida, com direito a hino nacional e tudo o que vale!
A partida terminou em 0x0 e foi marcada pela forte marcação de ambos os times.
Esta foi a seleção que disputou o mundial daquele ano, aparentemente não eram os mesmos que vieram a Santo André:
Esse post foi feito com base em um texto produzido por um grande torcedor e ex-presidente do EC Santo André: Sidnei Riquetto.
O Estádio Distrital do Jaçatuba foi construído pela Prefeitura Municipal para servir ao futebol amador e ser utilizado alternativamente pelo Esporte Clube Santo André. Atualmente é a sede do clube poliesportivo e fica localizado à rua dos Ramalhões, 126.
É lá que você encontra a loja oficial do clube:
Seu nome oficial é Estádio Distrital do Jaçatuba, tal como consta na Lei nº. 6.288, de 24/12/1986, que autorizou a sua cessão ao Esporte Clube Santo André, pelo prazo inicial de 30 anos, posteriormente alterado para 99 anos, pela Lei nº 9.057, de 25/06/2008.
Vale destacar que, conforme artigo 2º, item 6, da Lei nº 6.288, o Esporte Clube Santo André era obrigado a manter o campo de futebol apenas até o dia 31 de dezembro de 1987, mas a Diretoria do clube optou pela sua preservação até os dias atuais. Estive lá acompanhado do Marques, outro apaixonado pelo Ramalhão, para ver como está o Estádio em pleno 2023.
Dê uma olhada no visual:
O Estádio esteve envolvido em uma história curiosa: em meados de junho de 1975, a imprensa esportiva noticiava a existência de um movimento para a criação de um novo clube de futebol profissional em Santo André. O ex-dirigente do Santo André FC, Geraldo Novaes trabalharia para a fundação do Utinga Futebol Clube. Como existia um movimento separatista onde Utinga queria sua emancipação, surgiram sugestões de novos nomes (Comercial FC, Industrial FC e Operário FC). A questão é que o futuro time alvi rubro desejava mandar seus jogos no novo Estádio do Jaçatuba que estava prestes a ser inaugurado e que mantém se vivo até os dias de hoje. Aqui, o meio campo, lá ao fundo está a Avenida do Estado.
O gol da esquerda (é o lado de Mauá):
E o gol da direita (sentido da capital e de Utinga):
O projeto ruiu em 7 de setembro de 1975, que seria adotado como a data de fundação do time e que foi quando perceberam que não havia coesão suficiente para isso. Já no final daquele ano, em 17/12/1975, em uma quarta feira a noite, o Estádio do Jaçatuba foi inaugurado com o amistoso Santo André 0x0 Palmeiras e as suas arquibancadas ficaram lotadas!
O jogo contra o Palmeiras, em 1975, teve tripla finalidade: serviu para a comemoração do título da primeira divisão (equivalente a atual A2), com a entrega das faixas de campeão ao elenco do Santo André; homenageou o centenário da imigração italiana ao Brasil e marcou a inauguração do Estádio.
Os times foram a campo com: EC Santo André: Ronaldo, Roberto, Rodolfo, Flávio e Luiz Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Mota (Luizinho Gaúcho), Vicente Cruz (Fernandes), Tulica e Rômulo. SE Palmeiras: Leão (Bernardino); Valdir, Arouca, Alfredo (Jair Gonçalves) e Donizetti; Dudu e Didi; Zuza (Zé Mário), Erb (Fedato), Mário (Itamar) e Toninho Vanusa.
Embora há muito tempo não se tenha uma partida oficial, o campo segue com muitos cuidados, como o distintivo do Ramalhão, ali na área onde ficam as bandeiras.
Santo André, a cidade e o clube, já faziam por merecer um estádio à altura de seu potencial. Assim, no dia 14 de novembro de 1975, foi assinado o Edital de Concorrência nº 218/75, para a construção de arquibancadas com capacidade para mais de 13 mil pessoas no Estádio Bruno José Daniel.
Assim, o Estádio do Jaçatuba foi extremamente importante para o Ramalhão porque em 1976, o Estádio Municipal Bruno José Daniel passou por uma primeira grande reforma de ampliação e não pode ser utilizado no Campeonato Paulista daquele ano.
O Estádio Distrital do Jaçatuba foi utilizado pelo EC Santo André no Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1976 (equivalente à série A2 atual). A campanha como mandante foi incrível: 10 vitórias e 3 empates. Invicto no Caldeirão do Jaçatuba!
O Estádio recebeu ainda 18 partidas amistosas, com destaque para o então campeão mundial de clubes e também hexa campeão da Libertadores: CA Independiente da Argentina, realizado em 11 de março de 1976.
Jogando um futebol exuberante, o esquadrão ramalhino liquidou os argentinos por impiedosos 4 a 0 (gols de Celso Mota, Roberto, Vicente Cruz e Rômulo). O time argentino podia ser imbatível em seu continente, mas no Bruno Daniel ou no Jaçatuba, o imbatível era o Santo André. EC Santo André: Ronaldo (Molina); Roberto, Rodolfo, Flávio (Tito) e Luiz Augusto (Luizinho Maia); Fernandinho e Souza; Celso Mota, Vicente Cruz (Muró), Tulica e Rômulo (Luizinho Gaúcho) CA Independiente: Pogani; Lencina, Armendari, Villaverde (Trossero) e Bertoli; Palomba, Sagioratto (Rodrigues); Arroyo, Perci Rojas (Soria) e Brites (Pavoni)
Outro importante amistoso foi um 0x0 contra o Santos, para inaugurar os refletores do Estádio Jaçatuba em 21/01/1976, quarta-feira, à noite.
EC Santo André: Ronaldo; Robertão (Tito), Rodolfo, Flávio e Luisinho; Vicente e Messias; Luizinho Gaúcho, Muró (Celso Motta), Tulica e Rômulo. Santos FC: Wilson Quiqueto; Zé Carlos, Lazinho, Marçal (Ney) e Fernando; Clodoaldo, Léo Oliveira (Didi) e Babá (Alceu); Totonho, Da Silva (Tostão) e Mazinho.
Ainda em 1976, o Estádio recebeu a primeira partida do “Troféu Grande ABC“, um confronto entre o EC Santo André e o Saad em duas partidas: a primeira no Estádio do Jaçatuba (um 0x0 que saiu faísca de tanta porrada em campo) e o segundo em São Caetano (também marcado pelos pontapés e que foi decidida na prorrogação: 3×1 pro Ramalhão e mais uma taça pra coleção!). No jogo no Jaçatuba, o Santo André jogou com Ronaldo, Roberto, Rodolfo, Flavio e Luiz Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Mota (Luizinho Gaucho), Vicente, Tulica e Rômulo. O Saad jogou com Leonetti, Mingo, Celso, Nega e Walter; Serelepe, Toninho I (Nascimento) e Henrique; Toninho II, Wanderlei e Wagner.
Pra terminar, um registro que encontrei no Facebook: uma foto do festival Rock in ABC, realizado no Estádio do Jaçatuba, evento foi em 87 teve a presença dos Titãs, Beto Guedes, Sandra de Sá e Capital Inicial!
Foto disponível no Museu de Santo André:
Aqui, uma foto tirada no dia 07/09/1988 após o último jogo de Luiz Pereira pelo EC Santo André, no EstádioJaçatuba.
E um abraço ao companheiro de arquibancadas, Marques por estar junto em mais uma aventura!
25 de agosto de 2023. Uma sexta feira que em outros momentos, seria uma tarde de mobilização. Falamos de um dérbi cheio de rivalidade, há tantas partidas já… Mas a realidade de 2023, encontra nessa Copa Paulista os dois times em maus momentos. E por isso, a mobilização foi pequena…
Apenas cumprindo tabela nesta reta final de Copa Paulista, pelo Grupo 3, as bilheterias tiveram pouco trabalho…
Ingresso em mãos (R$ 10 a inteira e R$ 5, a meia), vamos a la cancha!
Times em campo, e aí, pra quem está na arquibancada a fase é deixada pra lá, a posição no campeonato é minimizada e tudo o que importa é… vencer o rival!
Muito triste ver a bancada do São Caetano assim vazia…
Do nosso lado, sendo visitantes, pelo menos tivemos o comparecimento das organizadas e de algumas dezenas de torcedores autônomos.
Sente a vibração:
Aqui, uma boa alma fez uma foto de dentro do campo da turma do Ramalhão!
Aí, o pessoal do São Caetano. Como sempre reforço, pra mim, o rolê é rivalidade sempre, inimigos, nunca!
O amigo Barata, da Comando Azul mandou uma foto pra mostrar a rivalidade do lado de lá com a faixa do Somália fazendo a dancinha em frente à torcida do Ramalhão, num 3×0 que o São Caetano fez em 2007.
Em campo, uma boa surpresa, o Santo André entrou voando! E logo aos 4 minutos Guilherme Matheus abriu o placar! Ramalhão 1×0!
Achei que essa partida era a oportunidade pro Santo André devolver os fatídicos 3×0 de 2007, mas infelizmente o time não conseguiu converter as chances criadas.
A festa na bancada se animou!
O ritmo não diminuiu e Alexiel ampliou no final do primeiro tempo, aos 44 minutos: Santo André 2×0. Canta aê!!
Ah, sem dúvidas que o fato não esperado do jogo foi a presença do Cartolouco ! Não nego que eu achava o trabalho dele esquisito, principalmente na época do Cartola / Globo, mas hoje o cara tem feito um conteúdo bem interessante principalmente dando voz às torcidas e times fora dos grandes eixos, por isso, todo respeito a ele e ao mano que faz as fotos e vídeos junto.
O público final: 187 torcedores. Decepcionante. O horário atrapalha, as más fases dos times também, mas mesmo assim… É preciso repensar.
O São Caetano diminuiu com Douglas aos 46 do segundo tempo.
O Ramalhão foi a campo com: Marcelo; Córdoba, Henrique, Guilherme Matheus e Denilton; Ruan (Gabriel Paz), Nelsinho (Gabriel Gama), Matheus Neris (Davison) e Bruninho (Gabriel Ferreira); Alexiel (Will Viana) e Josiel. Técnico: Márcio Griggio. Fora de campo mais uma derbi pra nossa história!
Antes de ir embora, ainda pude ver o escritório da SAF do São Caetano. Acabei não a visitando porque em dia de derbi, eu considero respeitoso não estar em um espaço desses com a camisa do rival.
Sexta feira, 18 de agosto de 2023 Olha quem está dando as caras de novo no futebol… O São Vicente AC!
E pensar que 13 anos atrás estivemos no Estádio Mansueto Pierottiacompanhando uma partida do São Vicente contra a Inter de Bebedouro…
Aqui em Santo André, o time da baixada vive seu possível reinício, mas pegou um adversário duro…
O Ramalhinho, comandado pelo Marcio Griggio começou a partida com um time diferente, testando novas peças…
Mas no segundo tempo, com o time considerado titular, fez 4×0, selando sua vitória na estreia da competição da qual é vice campeão atualmente! Olha aí um dos gols:
Os dois times aproveitaram a estreia para testar vários jogadores, mas o Ramalhinho se mostrou mais maduro!
Ao término da partida, deu pra bater um papo com o Reinaldo, responsável pelo sub 20…
Bem vindo a mais um registro sobre estádios. O post de hoje aproveita o rolê feito em 2018, em um jogo do São Bento realizado em Sorocaba, pela série A1 do Campeonato Paulista e fala sobre os primeiros times e Estádios da cidade.
A cidade de Sorocaba tem papel fundamental na história do Brasil e isso também se refletiu no futebol.
Por um bom tempo, o local foi ocupado pelo povo Tupiniquim, grupo que ocupa terras capixabas atualmente. Foram vários séculos de tranquilidade, se levarmos em conta que a chegada dos indígenas no Brasil aconteceu há cerca de 15 mil anos atrás…Por isso são mesmo os povos originários desta terra.
Mas, a paz ficou para trás com a chegada dos europeus, no século XVI. O peabiru, caminho utilizado pelos indígenas que ia do litoral brasileiro até o Perú, cruzando as terras da atual Sorocaba, passou a ser utilizado nas viagens realizadas pelos europeus sedentos por ouro.
Na região de Sorocaba não se encontrou ouro, mas o “morro Araçoiba” estava repleto de minério de ferro, que acabou colaborando para o povoamento da cidade, recebendo a primeira fundição do Brasil.
O caminho passou a ser percorrido por bandeirantes caçadores de indígenas, entre eles o capitão Baltazar Fernades, filho de indígenas e portugueses que ganhou terras na região onde viria nascer a “Fazenda Sorocaba“, que em Tupi-guarani significa “terra rasgada”. As terras iam de Santana de Parnaíba até o Paraná!!!
Os tropeiros começaram a trazer mulas do Rio Grande do Sul para vender aos mineradores, nas feiras que se organizavam em Sorocaba.
Quando o Brasil inteiro passou a vender mulas, começaram a plantar algodão para a produção de tecidos. Assim, nasceram grandes fábricas têxteis e as ferrovias para transportar o que elas produziam. A estação local foi inaugurada em 10 de julho de 1875 pela Estrada de Ferro Sorocabana, como sede da companhia.
Em 1929, a estação foi reformada e ficou linda assim:
Demos uma passada no mercado municipal!
Sorocaba é uma ótima representação do interior paulista: se desenvolveu econômica e socialmente, apresenta grandes desigualdades sociais e aos poucos tem perdido os traços culturais bastante específicos, que possuía. O surgimento do futebol foi fruto dessa cultura própria da cidade, desde muito cedo, principalmente relacionado às indústrias!
Não vamos falar dos times que representam o que hoje é a cidade de Votorantim (o Votorantim Athletic Club e o Sport Club Savoia), isso fica para um post futuro. Mas, pra começar, falemos do time mais antigo da cidade: o Sport Club Sorocabano!!!
O SC Sorocabano foi fundado em 7 de setembro de 1903 e teve até mesmo seu próprio campo próprio, o Estádio do Velódromo de Sorocaba, com capacidade para 6 mil torcedores! Em 1930, devido à dificuldade do S.C. Sorocabano em pagar o aluguel do campo, Manoel Ferreira Leão decide lotear o terreno.
Pelas informações que encontramos, essa é a provável localização do estádio naquela época, com entrada na atual Av Moreira César tendo a sua frente a Rua da Penha:
Em 1918, filiou-se à APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos) e passou a disputar os campeonatos do interior, na Zona Sorocabana.
Ainda em 1918 disputou um amistoso contra o Corinthians em Sorocaba, com vitória do time da capital por 8×1. O time seguiu disputando o Campeonato do Interior em 1919, 20, 21, 23 e 25. Aqui, o time de 1921:
Destaque para a campanha de 1923, quando classifica-se em 1º na fase inicial:
Na 2ª fase, embora invicto, o time sagrou-se vice-campeão, perdendo o título para o Rio Branco de Americana.
Em 1925, mais um vice campeonato, dessa vez perdendo para o Velo Clube.
Infelizmente, o Sorocabano entrou em decadência e abandonou o futebol, e acabando extinto no início dos anos 1950. O segundo time a surgir na cidade foi o Sport Club São Paulo Athlético, fundado em 10 de agosto de 1913:
O SC São Paulo Athlético disputou o Campeonato do Interior da APEA de 1921, 23 e 25. O time também ocupou o Estádio do Velódromo. Esse é o grupo de 1921:
Esse, de 1925:
O time também acabou extinto, entretanto, em 14 de setembro de 1913, surgiu o Sorocaba Athletic Club. O time foi fundado por integrantes do Club Athletico Chapeleiros, de 1905 da empresa de chapéus Souza Pereira.
Um desentendimento entre os sócios e diretores do time acabou determinando a mudança do nome do time para Sport Club São Bento no dia 13 de outubro de 1914. O nome é uma alusão à Associação Atlética São Bento, campeã paulista daquele ano.
O EC São Bento passa a disputar o Campeonato Regional Amador e logo o Campeonato do Interior. Aqui, o grupo de 1923:
Em 1943:
Em 1944:
Em 1953 passa a disputar o profissionalismo jogando o Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
Em 1962, sagrou-se campeão do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, subindo, para a Divisão Especial (o primeiro nível do estadual). A decisão contra o América de São José do Rio Preto se deu no terceiro jogo, no Pacaembu.
Em 1963, na sua primeira participação no Campeonato Paulista da Divisão Especial (A1), ficou com a honrosa 4ª colocação à frente de Corinthians e Portuguesa. Foto do site Arquivos do Futebol do Brasil:
Permaneceu por 29 anos na primeira divisão do Campeonato Paulista (A1), até sua queda, em 1991. Aqui, o time de 1982 (foto do site Anotando Futbol):
Disputou a divisão intermediária (A2), em 1992 e 93, mas devido a mudanças no regulamento da Federação Paulista em 1994, passou a disputar a Série A3. Em 1998, foi rebaixado à quarta divisão do Campeonato Paulista, entretanto, o Novorizontino desistiu de disputar a Série A3 de 1999 e o São Bento se manteve lá! Em 2001, conquistou a Série A3. Foto do site Anotando Futbol:
Em 2002, disputou a Série A2 e foi campeão da Copa Paulista. Em 2005, o São Bento volta para a principal divisão e disputa o Campeonato Paulista Série A1 de 2006. Em 2007, novo rebaixamento para a A2. 2011, o clube terminou a trágica campanha sendo derrotado, em casa, para o Red Bull, amargando a sua queda à Série A3 de 2012. Em 2013, sagrou-se Campeão da Série A3, no ano de seu centenário.
Em 2014, termina em 3º lugar voltando à série A1!
Em 2016, chega na quarta de final, sendo derrotado pelo Santos por 2×0. Mas em 2019, volta à série A2. Em 2020, é vice campeão (perde o título nos penaltys para o São Caetano) e volta para a série A1.
Em 2021, os dois times que haviam subido da A2, voltam pra ela. Em 2022, mais um vice campeonato conquistado, dessa vez, perdendo a final para a Portuguesa. Chega 2023 e … novo rebaixamento. E vejamos o que o Bentão fará na A2 de 2024!
Mas… Vejamos as imagens de 2014, quando fomos até Sorocaba pra ver o Ramalhão jogar a série A1 do Paulista contra a equipe local do EC São Bento, no Estádio Centro de Integração Comunitário Walter Ribeiro mais conhecido como CIC ou Estádio Municipal Walter Ribeiro.
O estádio foi inaugurado no dia 14 de outubro de 1978, em jogo contra o São Paulo pelo Paulistão. Vamos aproveitar nossa presença e dar uma olhada no visual do Estádio Municipal Walter Ribeiro:
Em campo, dois times aguerridos que terminariam empatando em 2×2 uma partida bastante movimentada!
O jogo foi numa 6a feira e veja que houve boa presença de público por parte da torcida do São Bento (lá do outro lado):
O Estádio tem capacidade para mais de 13 mil torcedores.
Sempre um grande prazer visitar um estádio do interior paulista, principalmente em dia de jogo.
Dá pra ver que atrás do gol dos fundos também existe uma arquibancada.
Já atrás do gol de entrada, um espaço onde ficam as ambulâncias e podem ser ocupados de acordo com a estrutura exigida.
A Sangue azul é quem comanda a festa!
Mas vale lembrar que o primeiro campo do São Bento foi o Estádio Humberto Reale.
Até Pelé esteve neste campo jogando pelo Santos Futebol Clube, em 1963, sendo derrotado pelo São Bento por 3×2. Esta e as demais fotos abaixos são do site do Jornal Cruzeiro
O jogo de despedida ocorreu em 1978, um 0x0 contra a Ponte Preta.
Porém em 1979, realizou-se um último jogo noturno no Estádio Humberto Reale: São Bento 1×2 América, válido pelo 2º turno do Campeonato Paulista da Divisão Especial.
Mais algumas fotos para que você possa conhecer como era esse lindo estádio:
O São Bento chegou a realizar alguns jogos amistosos no Humberto Reale e até meados dos anos 2000, foi usado pelo futebol Amador de Sorocaba, e depois transformado em CT, o “Complexo Humberto Reale”:
29, de julho de 2023. Sabadão a noite. O rolê pra hoje não tem taaaanto glamour, já que a Copa Paulista não é a competição mais apreciada pelos torcedores, mas em campo, temos um encontro que há tempos não se via.
Assim, repetindo o que torcedores do Ramalhão já faziam nos anos 70, pegamos a Dutra e fomos até o belíssimo Estádio Martins Pereira para acompanhar a partida frente o São José, que vem em uma retomada dentro do cenário futebolístico.
Antes do jogo, fomos dar um rolê pela cidade e foi bacana ver a loja do São José, lá no centro da cidade:
A loja faz a diferença na “materialização” do time em pleno centro da cidade.
Uma série de cartazes espalhados pela cidade ajudam a divulgar os jogos do São José na Copa Paulista:
Refletindo o bom momento do time, a torcida local compareceu e fez uma bela festa!
Uma pena que ali do local destinado aos Visitantes, não deu pra fazer uma foto frontal.
Massacrado por uma incrível sequência de maus resultados, o Ramalhão tenta se reerguer juntando ao time de “pratas da casa” alguns nomes que chegaram para a Série D, da qual foi eliminado há uma semana. E começou o jogo indo pra cima do São José EC:
Será que bem aqui em São José dos Campos o Ramalhão iniciaria uma incrível reviravolta chegando ao título da Copa Paulista, conquistando também a Copa do Brasil 2024 e voltando à Libertadores em 2025? Olha aí outro ataque do Santo André que nos deixava esperançosos:
O São José EC respondia nos contra ataques e em bolas paradas:
Falta para o Santo André e um desvio quase “mata” o bom goleiro Ariel. Aliás, o seu reserva é o nosso amigo Luis Augusto! Seguimos na torcida pra que ele tenha uma carreira vitoriosa!
O jogo era mesmo de rivalidade! Teve cordão de policiamento separando e tudo!
O primeiro tempo virou 0x0. Mas com a chegada da Fúria Andreense, as emoções se concentraram mais na arquibancada do que no próprio campo.
Fico contente de ver a nossa turma sempre presente mesmo em um momento tão difícil do time.
É óbvio que ninguém gosta de perder, e participar diretamente do pior momento do time nos últimos anos, mas estar na arquibancada com os amigos é sempre um prazer!
Nossos sonhos de vitórias foram interrompidos aos 28 minutos do 2º tempo, quando Matheus Serafim colocou os donos da casa na frente do placar! A torcida local foi à loucura!
O que fazer do nosso lado, se não responder cantando e apoiando ainda mais…
Loucura? Inocência? Não há porque seguir apoiando? Fala isso pra Fúria, então, que canta a plenos pulmões mesmo nos piores momentos….
Mas, somos realistas. Sabíamos dos limites deste time e principalmente deste ano, com um time montado sem grandes esforços comerciais, e aos 36’ do 2º tempo, Nicholas fez 2×0 e matou o jogo…
É um momento de extrema satisfação para a torcida do São José que tem acompanhado esse novo momento do time, de volta à série A2, após chegar à Segunda Divisão, o quarto nível do futebol paulista e agora luta para conquistar uma vaga na série D do Brasileiro de 2024…
A nós? Resta a resiliência em aguardar um 2024 melhor (já que nossa principal dívida termina de ser paga em outubro-2023) e a disposição de tentar levar a frente ideias de como a diretoria pode melhorar a gestão do time…
Após o jogo, ainda pudemos celebrar o aniversário do amigo e também torcedor do Ramalhão, Furlan! Feliz aniversário, meu amigo e que os próximos jogos sejam melhores presentes kkkk
Por fim, a síntese de curtir o futebol se resume a isso: diferentes times, rivais sempre, mas inimigos nunca. Abraços aos amigos Lucas, que acabei encontrando no estádio e também na pizzaria em que fomos comemorar, e ao Castanhare, que não deu pra trombar no rolê!
23 de julho de 2023. É dia de tudo ou nada para o EC Santo André. Estando na zona de classificação, um ponto à frente do 5º colocado (o Vitória FC do Espírito Santo) bastava vencer o jogo em casa para passar ao mata mata.
Assim, mesmo com muitas críticas ao time atual, parte da torcida, encabeçada pela Fúria Andreense decidiu fazer uma recepção para o time, o que levou algumas dezenas de torcedores ao estádio 3 horas antes da partida.
Isso significa que muitos nem almoçaram pra estar aí embaixo de um sol escaldante em pleno inverno para demonstrar seu apoio a um time que infelizmente não deslanchou.
Rojões, fumaças, bandeiras… É o amor por um time, por uma cidade materializado em cores e sons…
Não faltou carinho nem dedicação por aqueles que realmente amam o time e sabem da importância da classificação para uma fase decisiva! Aliás, a torcida acompanhou o time em TODAS as partidas, dentro ou fora de casa…
Até porque todo mundo ali vivia uma certa ilusão criada em cada mente, em cada coração, onde sairíamos dali para o mata-mata, provavelmente nos obrigando a viajar até o Distrito Federal para acompanhar a sequência do campeonato…
O time demorou pra chegar… Já era mais de 13h30 quando finalmente o ônibus apontou para a festa da torcida local:
Mesmo com o time já dentro do estádio, ainda demorou pra torcida desistir de gritar reforçando aquilo que nunca faltou: apoio incondicional.
Torcer não é lógico. Muitos reclamaram do time. Do treinador. Da diretoria. Muitos reclamaram dos péssimos resultados mesmo quando viajamos centenas de kms para acompanhar o time… Mas estávamos todos ali para apoiar, para nos permitir sonhar…
Times em campo, é hora da decisão para o EC Santo André!!!
O jogo começou com forte pressão do time local frente o Democrata, que soube sofrer e se segurar…
A faixa ainda mostrava o sentimento da torcida local: EU ACREDITO!
O primeiro contra ataque já causou susto na torcida local: gol dos visitantes anulado pela arbitragem….
A tensão domina a bancada ramalhina…
Vale ressaltar a fibra que manteve o pessoal da Fúria Andreense, desde as 12hs gritando sem parar….
A Esquadrão, embora não tenha comparecido à recepção do time, também apoiou durante o jogo.
Olha aí a dupla: Valter & Gó!
Aos 28 do segundo tempo: festa na bancada local. Guilherme Liberato faz 1×0 pro Ramalhão. Mas aos 37, em uma jogada azarada, Matheus Néris levou o segundo amarelo e acabou expulso. Pra piorar… Na sequência da falta, o Democrata empata e decreta a eliminação do Santo André…
Fim de jogo… As bancadas e corações estão vazios…
Fecham-se as portas e termina o campeonato brasileiro para o Ramalhão… Não há palavras pra explicar o sentimento dos cerca de mil torcedores que acompanharam atônitos o fim da partida. É muito difícil explicar a dor pra quem não vive o dia a dia de um time como o Santo André… Ficam os bons sentimentos ao lado dos amigos de bancada, misturados ao amargor da eliminação…
Quarta feira, 19 de julho de 2023. O tempo não para, até parece acelerado, e quando menos percebemos o futebol nos traz mais uma daquelas oportunidades de vivenciar momentos históricos: um dérbi, o mais tradicional do Grande ABC, válido pela Copa Paulista 2023!
Hora de levar as emoções a flor da pele, independente da fase, da competição ou mesmo do – esdrúxulo – horário. É um clássico e ambos os lados querem vencer de qualquer jeito!
A presença da torcida visitante faz a rivalidade aumentar ainda mais!
Uma pena que o futebol atual e todas as características e circunstâncias que o envolvem tenham diminuído o interesse e a presença do público em um embate tão sensacional como esse!
Mas a agitação está no ar!
Nossa turma de sempre, presente mais uma vez!
Sinta um pouco do jogo:
Em campo, um primeiro tempo corrido e muito disputado. Os jogadores, mesmo muito jovens, entenderam a importância deste jogo específico.
E as torcidas seguem tentando dominar as bancadas com seus cantos:
É sempre bom poder ver a presença de quem acompanha o clássico há tanto tempo… Desde os tempos de Santo André x SAAD…
Mas pra quem acha que a torcida não tem se renovado, ouve aí…
O EC Santo André abriu o placar para a alegria da torcida local! Aos 16 minutos do segundo tempo, gol de Alexiel, nosso atacante vindo da base.
Festa na nossa bancada!
Em campo, toda atenção era pouca…
Mas aos 23 minutos, o São Caetano chegou ao empate com um voleio de Matheus, após cobrança de escanteio… Festa para os visitantes!
O time do Santo André tentou, mas não teve forças para desempatar o jogo.