A 213ª camisa de futebol a aparecer neste blog pertence ao Clube Atlético Diadema, um time com uma história pra lá de complicada e que atualmente se mantém licenciado.
O time surgiu em 2009, quando um grupo de empresários firmaram uma parceria com Diadema para revelar atletas e para que a cidade enfim disputasse as competições oficiais. Assim, em 2010, um ano após sua fundação, o CAD se profissionalizou e filiou-se à Federação Paulista, passando a disputar as categorias de base. Em 2012, o Sub-13 termina o campeonato na 3ª colocação, eliminado nas semifinais pelo Santos. No final de 2012 a Prefeitura conseguiu concluir o novo Estádio Distrital do Inamar, finalmente, o clube poderia estrear na Segunda Divisão (a série B) do Campeonato Paulista de 2013, com uma goleada de 5×1 frente um rival local: o Grêmio Mauaense. E nós estivemos lá pra conferir! Veja aqui como foi!
O primeiro título do time chega nesse mesmo ano de 2013, com o Sub-20 que vence o Campeonato Paulista Segunda Divisão Sub-20.
Em 2016, por pouco não chega o bicampeonato, mas o time perde a final para o XV de Jaú.
O CAD chegou a receber, entre 2012 e 2017 a concessão do então Campo Distrital do Taperinha, transformado o local em CT, chegando a mandar ali jogos das categorias de base.
Em 2017, houve uma tentativa de união com o rival citadino Água Santa tendo a prefeitura como elo, mas a ideia acabou vetada pelo time rival.
Em 2018, o Centro de Treinamento do CAD foi invadido e atacado em um ato criminoso e sem o devido esforço na apuração dos fatos especialmente pela Prefeitura, o clube se retirou da cidade. Em 2020 o Clube Atlético Desportivo Diadema comunica que vai mudar de cidade, indo para Ribeirão Pires, criando o CAD Ribeirão Pires.
A pandemia de COVID-19 acabou atrasando a oficialização da mudança e também a construção do seu Estádio.
E nesse momento, a cidade de Ribeirão vive a expectativa de enfim ser a 6º cidade da região a ter um time disputando o Campeonato Paulista. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…
Você já teve algum momento na vida em que pensou: “Ah, que bom seria se o tempo parasse…”? Pois é, descendo do ônibus da Flixbus , no dia 23 de dezembro de 2016, tive exatamente esta sensação…
O Santo André havia subido de divisão, eu estava de férias e como num sonho, acabava de descer em Liubliana, a capital da Eslovênia… Não tem aquele papo de “Eu era feliz e não sabia”, eu sabia que um rolê desses talvez não se repetisse tão cedo e eu tinha que aproveitar cada segundo!
A Eslovênia é um pequeno país do Leste Europeu, limitado a norte pela Áustria, a leste pela Hungria, a leste e a sul pela Croácia e a oeste pela Itália e pelo mar Adriático. Durante o inverno chega a nevar, mas ainda que o tempo estivesse no nível “frio congelante”, passamos dias incríveis caminhando pelas ruas da cidade.
A cidade foi (e ainda é) muito influenciada pelo punk. Dos adesivos espalhados pela rua até os diversos Squats espalhados pela cidade.
É mais uma dessas oportunidades de se conhecer um lugar em que passado e presente se misturam.
Comemos tanta coisa gostosa e diferente que só de lembrar me dá água na boca! A começar por esse restaurante “Meditarea”.
E tinha uma doceria que ficava às margens do rio, que só de lembrar me dá vontade de voltar e gastar tudo o que tenho em tortas de amora…
A língua é fácil. Parece muito com o português, só que não….
Uma coisa que chama a atenção na cidade é o seu “mascote”, o dragão verde que, segundo a lenda aterrorizava a cidade, em 1144, cuspindo fogo em todos que se aproximavam dele. Tal comportamento o levou a uma vida de solidão, até que se apaixonou por uma dragão fêmea e desse amor nasceu um dragão que não queria mais atacar as pessoas e sim divertir o pessoal. As outras as criaturas mágicas da cidade acharam aquilo tão lindo que o levaram para dormir no fundo do rio, onde ele descansa até os dias de hoje.
O rio que a lenda cita é o Liublianica que tem um visual lindo e divide a cidade!
De um lado da margem fica o Castelo de Liubliana, no estilo medieval e localizado no topo da colina, do outro lado está a parte comercial, as residências e a cidade em si. Aqui duas fotos feitas na gélida tarde em que subimos até o castelo:
Aliás, pra quem nunca viajou pra lugares frios assim, vale frisar que, embora seja bonito, acaba estragando um pouco o passeio, já que escurece cedo e é sempre mais difícil lidar com tanto frio.
Como disse, lá no início, Liubliana é uma cidade bem punk. Okupas, vários exemplos de coletivos e espaços autogeridos… Tudo isso faz parte da sua realidade, e pudemos comprovar visitando alguns locais como a antiga fábrica de bicicletas Rog, um Squat ocupado desde 2006. O prédio estava abandonado desde 1991.
A fábrica de Rog foi inaugurada em 1953 e ocupava uma área de 7 mil metros quadrados, e agora dá lugar a vários coletivos e espaços relacionados à arte, skate, além de um centro para apoio aos refugiados, vários locais para shows e uma oficina de bicicletas.
Vale a pena conferir o documentário sobre a ROG:
A cidade guarda ainda uma mostra permanente sobre o início do movimento punk na Eslovênia, no Museu de Arte Contemporânea.
Mesmo com seu valor, o pessoal punk local reclama que a arte (principalmente a punk) não deveria estar “trancada”…
Pra fechar o lado punk da cidade, um rolê pelo Centro Cultural Autônomo da Cidade de Metelkova, bem no centro de Ljubljana, onde antes ficava o quartel-general militar do Exército Nacional Iugoslavo.
Todos os quartéis militares foram convertidos em pubs, estúdios de música ou tatuagem, tão logo os militares desocuparam a cidade, em 1991, com o fim da República Federal Socialista da Jugoslávia.
Liubliana ainda não sabe bem como lidar com este espaço, e chegou a tentar demolí-lo para criação de uma área residencial, o que foi impedido pelos punks locais.
E em Ljubliana, a cerveja que dá as cartas é a Laško!
Hoje em dia, muitos artistas têm seus ateliês em Metelkova, assim como os escritórios de algumas ONGs e associações LGBT, e exposições de arte, performances, shows e atividades. Graças a estas e outras iniciativas, em 1997, Ljubljana foi designada como Capital Europeia da Cultura.
No centro, a praça do poeta nacional, France Prešeren (1800-1849) estava decorada por conta do natal.
Atualmente, em Liubliana vivem cerca de 270 mil pessoas. A história local não é tão simples e tranquila: o país fez parte de diversos impérios: Romano, Bizantino, República de Veneza, Ducado de Carantânia, Sacro Império Romano-Germânico, da Monarquia de Habsburgo, Império Austríaco, do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (depois Reino da Iugoslávia) e da República Socialista Federativa da Iugoslávia de 1945 a 1991, quando finalmente conquistaram sua independência, de maneira tranquila, sem guerras, diferente do que houve com outros países da Iugoslávia.
Tantas influências diferentes fazem a cultura local fervilhar, com livrarias oferecendo livros de diversos idiomas.
E um monte de lojas de disco vendendo os clássicos rocks da Yuguslávia e colares estranhos que a Mari adora!
Falando um pouco do futebol na cidade, a época de natal deixou tudo mais desanimado, mas o time mais importante da cidade é o Olimpija Ljubljana.
O nome oficial do time é Nogometni Klub Olimpija Ljubljana e ele foi fundado em 2005 com o nome de NK Bežigrad. O time acabou sendo “entendido” localmente como o sucessor do Olimpija Ljubljana, extinto em 2004, embora na realidade não o seja, apenas possuem o mesmo nome.
O NKOlimpija mandou seus jogos no ŽŠD Stadion até 2010, quando o estádio foi remodelado e entregue ao futebol local como Estádio Športni Park Stožice.
Demos um pulo pra ver como é a cara dele, pelo menos do lado de fora
O nome do estádio vem do local em que está localizado, mas eles estão em busca de um naming rights para o quanto antes.
Ele foi construído em 14 meses, inaugurado em 11 2010 no amistoso da Eslovênia com a Austrália (2×0), e tem capacidade para quase 17 mil torcedores.
Também fomos conhecer o incrível Bežigrad Stadium, o antigo estádio do NK Olimpija original.
Também era chamado de Bežigrad Central Stadium e é o mais antigo de Ljubljana.
A construção do Estádio Bežigrad começou em 1925, tendo sido projetado pelo arquiteto Jože Plečnik. Seu nome vem do distrito de Bežigrad, em Ljubljana, onde está localizado.
O Estádio Bežigrad era predominantemente usado para jogos locais e foi a casa do NK Olimpija Ljubljana até a dissolução do clube em 2005. O então recém-criado, NK Bežigrad jogou no estádio entre 2005 e 2007. Desde 2008 ele está fechado.
Não pudemos entrar…
Mas conseguimos fazer algumas fotos pelas “entranhas” do muro:
Olha aí a bilheteria agora estilizada por algum artista de rua::
Bonito ver os detalhes arquitetônicos!
Aqui, um olhar pela parte de traz do estádio e láááá no fundo pode se ver a entrada do estádio.
Aqui, uma foto dessa entrada, da wikipedia (crédito na legenda):
SLOVENIJA, LJUBLJANA, 15.04.2008. LJUBLJANSKI STADION . FOTO:MAVRIC PIVK/DELO
E assim, depois dessa singela visita, seguimos para um rolê pelas ruas e pontes encantadas desta fria cidade!
Este post é complementar ao primeiro que escrevemos sobre o futebol em Sorocaba (veja aqui como foi) quando falamos dos times e estádios do início do século XX:
Neste post vamos falar do Estádio Dr Rui Costa Rodrigues, casa do Estrada de Ferro Sorocabana FC e depois do Clube Atlético Sorocaba, do Estádio Severino Pereira da Silva, casa do Fortaleza Clube e do Estádio Euzébio Moreno, a casa do Clube Atlético Barcelona.
Mesmo visitando tantos estádios, confesso que alguns geram maior identificação e curiosidade, principalmente quando não consigo visitá-lo logo de cara e esse é o caso do Estádio Doutor Rui Costa Rodrigues.
O Estádio Doutor Rui Costa Rodrigues é a casa do Estrada de Ferro Sorocabana Futebol Clube.
Já estivemos em Sorocaba algumas vezes, e nunca havíamos conseguido entrar no Estádio…
Nunca até esse rolê… Até então, esse local era o máximo que eu já tinha conseguido ver do estádio, mesmo não conseguindo entrar, mas dali pra frente, seria tudo novidade…
E aí está nosso primeiro encontro…
Emocionante ver o distintivo do Estrada nas paredes do Estádio, mesmo que seja o que sobrou do time de Malha…
E a surpresa lá dentro foi total… Ainda que a arquibancada da lateral esteja praticamente destruída, o clima do estádio é incrível! Aqui, o gol da direita:
O meio campo, com a triste visão da arquibancada destruída:
Aqui, o gol da esquerda, com as arquibancadas aparentemente lavadas, como se tivesse sido recém construída.
Aqui, uma visão de como era a antiga marquise do estádio, creio que do lado da lateral…
Olhando de perto dá uma certa tristeza imaginar que esse Estádio não é mais utilizado pelos times profissionais.
Ouvi tantas histórias de jogos emblemáticos que aconteceram aqui que estar aqui, sozinho em meio a essa energia toda me deixou emocionado…
Claro… Dói ver esse lado abandonado e esquecido, mas também é compreensível ver os efeitos do tempo, afinal, o Estádio Dr Rui Costa Rodrigues foi fundado em 25 de novembro de 1930.
Olha como era a arquibancada há certo tempo atrás:
Pô, dá pra imaginar a emoção de estar nesse lugar?
Imagens que fizemos em nossa viagem para Sorocaba de 2024:
O Estrada de Ferro Sorocabana FC foi fundado por ferroviários em 25 de novembro de 1930, com o nome de São Paulo FC, só adotando o nome “Estrada” em 1939 e depois de jogar muitos campeonatos e torneios amadores, estreou na Segunda Divisão do Campeonato Paulista em 1959, terminando em 4º na Série Vicente Feola.
Em 1960, o time lidera a primeira fase, na série Juscelino Kubitschek, e na fase final, termina em 4º lugar.
Olha aí que linda a camisa do time de 1960, posado no Estádio Dr Rui Costa Rodrigues (fonte na legenda da foto):
Em 1961, lidera a primeira etapa – Série Açúcareira:
Também lidera a segunda fase – Série Deputado João Mendonça Falcão:
Por fim, sagra-se campeão da Terceira Divisão ao bater a Usina São João na melhor de 3 partidas (6×2, 1×2 e 3×2), com esse time:
Em 1962, joga a segunda divisão terminando a primeira fase em 7º lugar. Em 1963, classifica-se para a segunda fase terminando em 3º lugar na primeira fase.
Na fase final, acabou eliminado na 4ª posição:
Em 1964, termina a primeira fase em 3º lugar, classificando-se para a fase final.
Mas na fase final, acaba em 8º lugar…
Não se classifica para a fase final em 1965 (termina na 3ª colocação na primeira fase), nem em 1966 (quando termina em 9º) nem em 1967, quando faz sua última participação no Campeonato Paulista, terminando em 3º lugar no Grupo A.
Mas, as ferrovias começaram a perder o foco no Brasil e os times relacionados a elas sentiram o efeito, entre eles o Estrada FS que acabou abandonando as competições oficiais e dedicando-se apenas ao amadorismo.
O outro time importante a ser mencionado é o Fortaleza Clube, que surgiu em 24 de junho de 1903. O distintivo é do site Gino Escudos:
O Fortaleza Clube foi fundado por operários da Santa Rosália, uma indústria textil pela fusão de times da da fábrica (Sport Club Floresta, e o Fortaleza Foot-Ball Club) dando origem ao Sport Club Fortaleza. Time de 1921:
Em 1942 inaugurou o seu estádio próprio: Estádio Severino Pereira da Silva, primeiro estádio de Sorocaba a receber iluminação.
O Estádio existiu até 1971.
O time foi rival do Savóia de Votorantim, então bairro da cidade de Sorocaba. Um destaque interessante é que o Fortaleza venceu o Flamengo por 4 x 1 em 01 de março de 1947. Além disso, foi campeão do Interior em 1948. Em 1970, o clube extinguiu seu departamento de futebol e perdeu seu estádio para a especulação imobiliária.
Outro Estádio importante da cidade de Sorocaba é o Estádio Euzébio Moreno, a casa do Clube Atlético Barcelona.
O Clube Atlético Barcelona foi fundado em 15 de novembro de 1951 e mantém se na ativa até os dias de hoje em seu estádio.
Olha aí a camisa do time em 2024:
Muitas lindas fotos na sede do time:
O Estádio Euzébio Moreno foi inaugurado em 15 de novembro de 1983.
Em 1990, o Barcelona faturou o Varzeano pela primeira vez.
Em 1993, aventurou-se no futebol profissional, disputando a Segunda Divisão (o terceiro nível do Campeonato Paulista daquele ano) em parceria com o Atlético Sorocaba e conquistou o acesso à série A3 via repescagem.
Atualmente disputa apenas campeonatos amadores de futebol, veja o time nos dias atuais:
A partir de 1994, o Atlético Sorocaba, oficialmente fundado em 1991, deu sequência na disputa do Campeonato Paulista ocupando a vaga do Barcelona! Escudos do site Escudos Gino:
O Atlético Sorocaba nasce com a fusão do seu time amador com o Clube Atlético Barcelona com o Estrada de Ferro Sorocabana. A ideia era reformar o Estádio Euzébio Moreno, o campo do Barcelona, mas como não seria possível ampliar sua capacidade para atender às exigências da Federação Paulista, a decisão foi usar o Estádio Dr Rui Costa Rodriguesentão com capacidade para 6 mil torcedores, sendo reinaugurado em um Atlético Sorocaba 4×1 contra o Garça. Em 1994, foram construídas arquibancadas de concreto, ampliando a capacidade para 15 mil torcedores. Em campo, o time terminou na 4ª colocação, sem obter o acesso à A2.
Em 1995, fica em 11º, em 1996 em 7º, em 1997 em 6º no grupo 1, em 1998, em 5º, em 1999, fica em 6º do grupo 1, em 2000 em 3º do grupo 2 (eram 4 grupos neste ano), em 2001, a série A3 foi dominada pela cidade de Sorocaba, com os 2 times liderando a competição e subindo à série A2!
Em 2002 faz sua estreia na série A2 e termina na 12ª colocação. Em 2003, liderou a primeira fase, eliminou o CA Taquaritinga na semifinal e perdeu a final para o Oeste, mas ainda assim, chega à primeira divisão do Paulista!
Em 2004 faz sua estreia na principal divisão do futebol paulista, terminando na 8ª colocação no seu grupo.
Em 2005, é rebaixado para a série A2. Em 2006, termina em 6º do grupo 2. Em 2007, em 10º. Em 2008, classifica-se para a fase semi final, mas termina em 3º no seu grupo, permanecendo na série A2. Mas neste ano vêm seu principal título: a Copa Paulista.
Em 2009 e em 2010, termina apenas em 15º. Em 2011, classifica-se para a fase semifinal de grupos, mas termina em 3º. Em 2012, lidera a primeira fase…
Termina a fase semifinal em 2º do seu grupo, voltando assim para a série A1 do Paulista.
Em 2013, termina a série A1 na 15ª colocação. Em 2014, foi rebaixado à série A2 do Campeonato Paulista. Em 2015, patina na A2, terminando na 15ª colocação. Em 2016 foi rebaixado para a Série A3 do Campeonato Paulista e licenciou-se das competições profissionais.
Durante as competições mais importantes, mandou seus jogos no Estádio Centro de Integração Comunitário Walter Ribeiro mais conhecido como CIC ou Estádio Municipal Walter Ribeiro.
A 212ª camisa de futebol do nosso site foi presente do amigo Murilo de São Caetano, e graças ao Caio Tambara chegou pra mim, obrigado aos 2!!! O dono da camisa é o Americana FC, um clube que gerou polêmica ao trocar sua cidade e nome de origem.
Mas o time foi fundado em 1º de outubro de 1998 como Guaratinguetá Esporte Clube.
No ano de 2000 estreou em competições profissionais na Quinta Divisão do Campeonato Paulista. Na primeira fase, os times do grupo 1 enfrentaram os do grupo 2 e depois enfrentaram os do próprio grupo (em ida e volta), no qual o Guaratinguetá terminou em 4º lugar.
Nos mata matas, passou pelo Corinthians do Vale do Paraíba (1×1 e 3×0), depois pelo Linense (1×0 e 2×1) e foi eliminado pelo Palmeiras B (1×2 e 0x1). Em 2001, contava com Marcinho Guerreiro, que faria história no Palmeiras em 2004 e terminou na terceira posição, subindo para a 4ª Divisão do Campeonato Paulista (na época chamada de Série B1).
Em 2002, o Guaratinguetá terminou vice-campeão, perdendo a final para o Rio Claro (0x0 e 0x3), mas conseguindo o acesso para a Série A3.
Em 2003, em sua estreia na série A3 não passa da primeira fase. Em 2004, muda de nome para Guaratinguetá Futebol Ltda e termina na terceira colocação, conquistando o acesso para a série A2 do Campeonato Paulista.
Em 2005, teve uma má campanha por pouco não voltando à série A3. Em 2006, termina a primeira fase em 4º lugar, e na fase de grupos, em 2º do grupo 4, não indo à final, mas conquistando o acesso para a série A1 do futebol paulista
Assim, o time igualou o feito da Associação Esportiva Guaratinguetá! que jogou a primeira divisão entre 1961 e 64.
Em 2007, estreia na Série A-1 do Campeonato Paulista, agora como Guaratinguetá Futebol Ltda, terminando em décimo lugar e assim classificando-se para o troféu do interior.
Após bater o Paulista de Jundiaí e o Noroeste, sagrou-se Campeão do Interior.
Em 2008, termina a 1ª fase na liderança, classificando-se para as semifinais onde foi eliminado pela Ponte Preta.
No mesmo ano, disputa o Brasileiro da Série C, terminando na 9ª colocação e não conseguindo o acesso para a série B. Em 2009, acabou rebaixado para a série A2.
Na Copa do Brasil, elimina o Caxias, mas acaba eliminado na fase seguinte pelo Atlético Mineiro. Na Série C, conseguiu o acesso ao Campeonato Brasileiro da Série B, após terminar em 2º lugar no grupo, depois eliminando o Caxias e sendo eliminado pelo América Mineiro nas semifinais.
Em 2010, volta à série A1 do Campeonato Paulista com o 3º lugar na A2. Além disso estreia na série B com uma campanha mediana.
Em 2011, algo parece estar errado e o clube se muda para a cidade de Americana e passa a se chamar Americana FutebolClube.
No Paulistão faz uma campanha mediana e termina em 12º.
Na série B do brasileiro chegou a frequentar o G4, mas não conquista o acesso à série A. Porém a mudança de cidade acabou se mostrando não tão interessante, talvez porque Americana seja a casa do Rio Branco, um time estabelecido e com uma torcida apaixonada, que sempre se colocou contra um novo clube. Assim, o time acabou voltando para Guaratinguetá, mas… Aí era a torcida local que agora se sentia traída e acabou abandonando o time. Com tanta turbulência, em 2012 o clube voltou à Série A2 e escapou por pouco do rebaixamento para a Série C.
Em 2013, classifica-se para a fase final, mas acaba eliminado, mantendo-se na série A2, mas acabou rebaixado para a série C do Campeonato Brasileiro.
No fim do ano o empresário Sony Alberto Douer vendeu o clube para um de seus fundadores fazendo com que ele permanecesse em Guaratinguetá em 2014, terminando a série A-2 na 15º colocação. O ano terminaria com novas turbulências já que uma parceria com o Clube Atlético Lemense, trouxe uma nova diretoria, comissão técnica e jogadores. Como consequência de tantos problemas, em 2015, veio o descenso para a A3…
Em 2016, o GuaratinguetáFL foi rebaixado na Série A3 do Paulistão e na Série C.
Em 2017, pediu licenciamento das competições oficiais, alegando problemas financeiros e no calendário, sumindo do mapa do futebol…
Sábado, 23 de março de 2024. O rolê de hoje é uma rodada dupla pelas quartas de final da série A2, e ela começa às 15hs, no histórico Estádio Alfredo de Castilho, onde o EC Noroeste recebeu o EC São Bento e continuou às 19h15 em Rio Claro no jogo Velo Clube 2×1 São José!
Ou seja… Lá vamos nós de volta para o Estádio Alfredo de Castilho, onde estivemos em 2014 (veja aqui como foi!).
Aliás, quando estivemos lá fomos recebidos pelo Pavanello, um dos fundadores da Sangue Rubro e se dessa vez acabamos esquecendo de fazer uma foto junto segue a foto que fizemos 10 anos atrás.
Por se tratarem de duas torcidas organizadas que tem um bom histórico de amizade, o clima lá fora estava bem bacana.
A sede da Sangue Rubro fica bem em frente o Estádio e fica bem cheia em jogos como esse!
A entrada estava tranquila, ainda que a expectativa de público fosse grande!
Então… aí estamos nós!
A placa de 1960 relembra o antigo Estádio…
O Noroeste tem a sua lojinha em um container e o movimento estava alto, ainda que na minha opinião os preços estivessem um pouco salgados…
E olha que lindo estava o Estádio, com as arquibancadas tão cheias que pareciam pintadas de vermelho!
Times em campo e é hora da festa na arquibancada começar!
Se liga no bandeirão da Sangue Rubro que recepcionou o time do Noroeste nas arquibancadas…
E é assim que começa a partida!
O jogo começou em alta velocidade!
A torcida local sabendo da importância de criar um clima, começou a cantar
E quem deu o ritmo na parte central da arquibancada foi a bateria da Sangue Rubro!
E foi mesmo uma festa incrível feita pela Sangue Rubro!
É muito legal ver as arquibancadas do interior paulista desse jeito e é uma grande emoção poder estar presente pra curtir parte desse verdadeiro show!
Além da Sangue Rubro, o time contou com o apoio da Falange Vermelha!
Venha dar um rolê pelo estádio e sentir a vibração positiva que parecia estar vindo de um show de rock, ou reggae!
Mas, mesmo começando melhor, o Noroeste levou um duro golpe aos 17 minutos quando Everton Sena fez 1×0 para o São Bento…
Aliás, vale ressaltar a presença da torcida visitante:
Aliás, se a amizade se fez presente no pré jogo, as faixas colocadas lado a lado em frente `às duas torcidas deixa claro que rivalidade é algo que não precisa (nem nunca deveria) significar violência.
O apoio da torcida do Norusca seguiu pesado, principalmente por saber que a derrota por 1×0 seria um placar indigesto para levar para o 2º jogo em Sorocaba…
Assim, o que a torcida local queria, logo se tornou verdade: Carlão empatou o jogo em um verdadeiro gol de camisa 9!
E lá vem o bandeirão para comemorar!!!
O São Bento sentiu o gol e voltou a atacar e agora o apoio da torcida era pra ajudar na defesa…
Durante o intervalo pude conhecer um pouco da cultura boleira do Noroeste…
Confesso que achei esquisito em pleno 2024 ver parte dos homens trocarem os banheiros pelo muro ou pelo matagal atrás da arquibancada…
Da série Culinária de Estádio, nota 10 para a paçoquinha vendido no Estádio!
O jogo voltou e o estádio continuava lindo!
Abraços ao amigo Gian!
É um verdadeiro mar vermelho na bancada do Alfredo de Castilho!
Se liga no clima na fase final do jogo, com a SangueRubro gritando em busca do gol da virada!!
Ao menos o bom goleiro do Noroeste, Reynaldo, manteve sua meta intacta.
Confesso que pelo clima da torcida local, achei que a virada fosse mesmo vir…
Mas o placar final ficou mesmo em 1×1…
O placar acabou deixando alguns torcedores preocupados…
Espero que no jogo de volta, a torcida do Noroeste possa também se fazer presente e quem sabe acompanhar o time em mais um passo na direção da 1ª divisão!
Que a torcida do Noroeste, seja organizada ou povão, siga nesse apoio pelo time de Bauru!
Que siga acreditando e passando esse amor de pai pra filho…
E continue sabendo se divertir em um jogo de futebol onde seus amigos e vizinhos estão presentes lado a lado…
E siga entendendo que esse amor pelo time da cidade é algo muito mais real e verdadeiro do que se pode imaginar…
E que os 3.765 pagantes multipliquem com seus amigos e familiares a experiência incrível que viveram na tarde de sábado e que o público futuro no Estádio Alfredo de Castilho possa ser ainda maior!
Sempre que saímos ou voltamos pro ABC, passamos por cidades que já visitamos, e vários motivos, normalmente gastronômicos, acabam justificando novas paradas e esse foi o caso de São Roque!
A cidade está cada vez mais na mira de quem gosta de viagens curtas, próximas a capital e tem uma oferta cada dia melhor em vinhos e restaurantes!
Assim, quando estamos de volta a estas cidades nem sempre nos preocupamos em rever os Estádios já visitados, mas o fato de estar rolando o Campeonato Amador local, nos fez querer voltar ao Estádio Municipal Quintino de Lima, em 2023. Estivemos lá alguns anos atrás e foi um rolê bem legal. Veja aqui como foi.
Na ocasião também passamos na sede do CA Paulistano, que defendeu as cores da cidade nas disputas da Federação Paulista.
E assim, cá estávamos de novo!
No post original, de 10 anos atrás, não ressaltamos os povos originais que ocupavam a região antes da chegada dos europeus. E tenho considerado isso bastante importante pra ressaltar que toda essa sociedade atual que vivemos é bastante recente se considerarmos o que já existia aqui há milhares de anos. Segundo o site Native Land, quem vivia ali eram os M’byá, ou Guarani M’bya, uma derivação do povo guarani. Vale um pulo na fanpage da campanha “Terra para família Mbya Guarani“ que fala de uma campanha em prol da terra para os M’bya atuais.
Já a atual cidade de São Roque representa o fim dessa antiga sociedade… Em 1657, o bandeirante escravizador Pedro Vaz de Barros batiza com o nome do santo de devoção algumas terras que passa a ocupar e a negociar com fazendeiros que passaram a escravizar indígenas para usar como mão de obra. Ergue-se uma capela em nome de São Roque e o local passa a servir de pousada aos que por ali passavam. Vendo o que ocorria, os indígenas se afastaram o quanto puderam e muitos morreram, fazendo com que os fazendeiros recorressem à importação de escravizados africanos para trabalhar na terra. Em 1768, o povoado de São Roque foi elevado à freguesia do município de Santana de Parnaíba, passando à categoria de vila em 1832 e à cidade em 22 de abril de 1864. A inauguração da Estrada de Ferro Sorocabana se deu em 1875 e atualmente abriga o canil municipal. A segunda e principal estação foi inaugurada em 1928, junto da agência de telégrafos. Atualmente existem duas locomotivas e vagões para a futura implantação do “Projeto do Trem Turístico”.
No século XIX houve uma nova chegada de imigrantes, principalmente italianos e voltam-se aos vinhedos, instalando suas adegas o que transformou São Roque na “Terra do Vinho“.
Mas ainda resta a esperança de um novo jeito de viver mais plural, e uma aldeia Guarani persiste na cidade atualmente:
Assim, estamos de volta ao Estádio Municipal Quintino de Lima!
No dia, jogavam duas equipes locais, e a torcida do Vila Nova fazia a festa.
As arquibancadas não estavam cheias, mas pelo menos estavam vivas!
O campo está em ótimas condições, olha aí o meio campo:
Até os bancos de reservas estão em dia!
O gol da esquerda:
O gol da direita:
Que linda área verde atrás deste gol da direita, não?
A arquibancada do Estádio “Quintinão” são bem interessantes, até que bem altas!
E com faixas e bandeiras, fica ainda mais bonita!
Em campo, jogo pegado! O futebol amador é assim em todo lugar!
Quem sabe seja um começo para o retorno do futebol profissional à São Roque…
Vale lembrar que dois times disputaram competições oficiais pela cidade, o AméricA FC, fundado em 4 de outubro de 1914:
E o segundo time, o Clube Atlético Paulistano, fundado em 28 de novembro de 1950. Imagem do site Gino Escudos:
Após anos disputando os campeonato amadores, construindo um legado de glórias como o time de 1958:
Olha o time nos anos 70:
Aqui, em 79…
O CA Paulistano estreou no profissional em 1986 na 3ª divisão e começou apavorando! Líder da primeira fase:
E da segunda fase!
Só acabou caindo nos penaltys na semifinal frente o Descalvadense…
Eis o time que disputou a 3ª divisão em 1986:
Em 1987, não se classifica para a 2ª fase temrinando em 4º do seu grupo (somente o líder do grupo se classificava). Em 1988, acaba indo jogar a 4ª Divisão, e se classifica para a segunda fase na 2ª colocação, e terminando a segunda fase em 2º, quando só o líder iria pra fase final…
Em 1989, mais uma vez o time se classificou para a segunda fase e terminou ali sua jornada.
Em 1990, mantém a sina de não passar da segunda fase. Em 1991 volta à 3ª divisão e novamente faz uma boa campanha, por pouco não chegando à fase final…
Joga a 3ª divisão novamente em 1992 e 1993, fazendo campanhas ruins levando o time para a série B2 (a 6ª divisão) de 1994, na qual ficou em último lugar. Na edição de 1995 fez uma campanha melhor se classificando para a fase seguinte…
Na fase final, acabou em 5º.
Em 1996 e 97 se licencia e volta em 1998 na 5ª divisão, quando fica em 4º lugar e não se classificando para a fase final. Licencia-se novamente em 1999 e 2000 e retorna para jogar a Série B3 (6ª divisão) em 2001, ficando em 10º lugar na primeira fase. Em 2002, outra má campanha, terminando em 9º lugar na primeira fase. Licencia-se mais uma vez de 2003 a 2007 e volta em 2008 para sua última participação, até o momento, na 4ª divisão…
Domingo, 10 de março de 2024. Última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da série A1, em campo Santo André x Ponte Preta.
Cada time entrou em campo com um sonho: a Ponte Preta queria a classificação, enquanto o Ramalhão lutava pela manutenção na primeira divisão.
Mesmo sendo o último jogo, tivemos novidades: o novo formato da loja em dias de jogo:
A torcida da Ponte Preta compareceu em peso!
O lado do Santo André também estava cheio, com as organizadas cumprindo um papel importante na bancada, começando pela Fúria que levou seus lindos bandeirões!
Olha o Gó aí com as nossas tradicionais bandeiras.
Aí está o pessoal da Esquadrão!
A TUDA também esteve lá, como o faz há mais de 40 anos!
Também tivemos boa presença do torcedor comum
Só pra sentir o clima, aqui o meio campo:
Gol da esquerda:
E o gol da direita:
A nossa turma também sofreu junto mais uma vez…
O Esquerdinha realizou um protesto materializando em sua fantasia como se sentiu como torcedor com essa queda para a A2.
Mas o fato especial deste jogo, encabeçado pelo Doug, foi a presença da faixa homenageando duas torcidas dos anos 70 do Ramalhão: a Jovem e a Ramachões e Ramalhetes.
A ideia faz parte do movimento “Brunão Raiz” e visa resgatar a história das nossas bancadas e foi lindo ver que torcedores antigos puderam rever duas faixas de torcidas que fizeram história junto ao Ramalhão, como o Mauricio e o Joel!
A Vera, que é uma das Ramalhetes, também esteve presente nesse jogo e ficou feliz em rever a faixa que por tanto tempo fez parte da sua vida.
Claro que eu não ia deixar de sair numa foto histórica como essa!
Em campo, o time resumiu muito o que foi o nosso campeonato esse ano: teve boa posse de bola mas criava poucas chances de gol, o que acabou frustrando um pouco a torcida…
O que mudou a cara desse jogo em específico, foi a entrada do menino da base Alexiel, que marcou o gol da primeira vitória do Santo André aos 24 minutos do 2º tempo.
Mas mesmo com a vitória, o Guarani bateu o RedBull em um jogo maroto e o que não queríamos aconteceu: Santo André rebaixado para série A2. E sendo torcedor, isso dói demais…
Respeito as opiniões contrárias, mas não acho que o nosso time era franco favorito à queda. Perdemos pontos essenciais em casa (empates contra o Novorizontino, Água Santa e Inter de Limeira) e isso nos custou caro. Infelizmente, faz parte. Caímos ao lado (aliás, à frente) de outro grande time paulista: o Ituano. Assim, ano que vêm é tempo de voltar à série A2…
A 209ª camisa registrada aqui no site vem da Argentina e pertence ao Club Atlético Belgrano de Córdoba.
O Clube Atlético Belgrano está sediado em Córdoba e foi fundado em 19 de março de 1905, sendo o primeiro time de Córdoba em participar de uma competição oficial a nível nacional, em 1968. Foto do site do clube:
Quase 20 anos depois, o Clube Atlético Belgrano sagrou-se campeão do “Torneio Regional da AFA” em 1986, sendo assim o primeiro campeão da Província de Córdoba em competições organizados pela AFA e classificando-se para a então Segunda Divisão (na época “Nacional B”) Foto do site do time:
Os anos 90 começam com mais uma incrível conquista: o acesso à Primeira Divisão, na temporada 1990/91. Foto do site Futebol Portenho:
Em 1996, o time foi rebaixado, mas volta à elite dois anos depois, através do “Torneo Reducido”. Foto do site Canal Show Sport:
O Club Atlético Belgrano de Córdoba manteve-se por mais quatro anos na elite e foi rebaixado novamente em 2002, e retorne à elite na temporada 2005/2006. Foto do site Eu na baldosa:
A equipe voltou a ser rebaixada na temporada seguinte, e em 2011, retorna à Primeira Divisão derrubando o River Plate, no playoff de acesso-descenso do Campeonato Argentino, sendo vice campeão na temporada seguintes.
Mais recentemente, o CA Belgrano foi campeão da Primera B Nacional em 2022.
Pra terminar, curta um pouco da arquibancada dos caras com o vídeo do pessoal do Canto das Torcidas:
6 de março de 2024. Um acidente na chegada da serra das Araras interrompe o trânsito de quem ia de São Paulo para o Rio de Janeiro por mais de 3 horas…
O que seriam dois dias de trabalho com certa tranquilidade começa cheio de atrasos, mas nada que tenha impedido de chegar a tempo no incrível “Estádio Olímpico Nilton Santos“!
A pedida da noite é uma partida válida pela fase “pré grupos” da Libertadores de América e envolve o tradicionalíssimo Botafogo de Futebol e Regatas frente a um time que sintetiza os novos modelos de gestão profissional do futebol: o Red Bull Bragantino Futebol Ltda.
˜Estaremos do lado carioca, então vale a bombeta do Fogão na cabeça!
Como chegamos com meia hora de antecedência, demos um rolê no entorno do Engenhão para ver como é o clima antes da partida, e confira que bacana é:
E dessa vez a companhia do rolê foi o meu xará Mauricio Savóia!
Chegou a hora do jogo e ao entramos fomos surpreendidos pelo maravilhoso mosaico feito pela torcida do Botafogo!
Olha essa foto do blog Fim de Jogo que mostra de frente, a arte tão bonita!
Os times entraram em campo com esse visual incrível dessa caveira, feita pela torcida local!
Era minha primeira vez no Estádio Nilton Santos e confesso que me surpreendi pelo visual, pela atmosfera e pela facilidade que foi acessar a arquibancada mesmo em um jogo com mais de 30 mil torcedores.
Espero que dê pra compartilhar com você que quer saber mais sobre esse lindo estádio do Rio de Janeiro neste humilde vídeo que fizemos:
O outro ponto que não surpreende em teoria, mas que na prática é sempre chocante é a vibração da torcida do Botafogo! Além de comparecer em bom número o clima criado contribuiu demais para o jogo ser favorável ao time carioca.
Olha que monstruoso o paredão alvinegro e veja que legal as frases de incentivo ao time:
Este é o outro lado do estádio, um pouco mais comportado. É desse lado que fica a principal entrada do Estádio.
É desse lado que ficam as lindas estátuas de Garrincha, Zagalo, Jairzinho e Nilton Santos (foto da Wikipedia):
Mas voltando ao Engenhão, olha que momento incrível da torcida botafoguense!!!
E aí a nossa turma!
Se não deu pra filmar o primeiro gol do Botafogo, marcado aos 43″ por Junior Santos, pelo menos deu pra registrar a emoção da galera comemorando…
É impossível assistir o Botafogo e não lembrar dos times que marcaram a história do futebol carioca, brasileiro e até mundial e ao mesmo tempo ver que o time tem vivido um novo bom momento, ainda que a perda do Brasileiro de 2023 da forma como foi tenha machucado bastante seus torcedores.
Mas a alegria da torcida local durou pouco, pois o RedBull Bragantino empatou o jogo com Juninho Capixaba aos 46″ e fez o primeiro tempo virar em 1×1.
Sei que os demais esportes tem grande importância, e que o futebol normalmente tira espaço de outras boas iniciativas, mas confesso que a pista de atletismo atrapalha um pouco por distanciar a torcida do campo…
Eu fico verdadeiramente emocionado em poder participar de um jogo, estando ali no meio da torcida do Botafogo e em uma competição como a Libertadores de América!
Olha os bancos de reservas:
Quem segue o blog sabe que a ideia não é trazer captações mais artísticas e sim registrar o clima do jogo, mas a iluminação do Engenhão atrapalhou bastante na foto da cobertura do Estádio.
O segundo tempo começa com o Botafogo atacando o gol em que estava bem a nossa frente e a expectativa de ver o time da casa marcar foi ainda maior.
E ali atrás da galera tem um telão que faz sucesso durante o jogo. Muitos assistem o jogo dividindo a atenção entre campo e telão.
Vale a menção honrosa pro pessoal da Torcida Guerreiros, do Red Bull Bragantino, que provavelmente também pegou o mesmo acidente na estrada que a gente e que por isso acabou chegando com certo atraso, mas se fez presente!
Mas, o que a maioria queria aconteceu e a torcida foi à loucura com o segundo gol dos donos da casa , marcado novamente por Júnior Santos. Repare que o filme começa com a torcida nervosa porque o juiz não tinha dado uma falta pro Botafogo, mas a tensão se dissipa em energia no momento do golaço!!!
E aí a festa não parou mais nas bancadas alvinegras:
E vamos Botafogo!!!!
Antes de ir pra casa (ou pro trabalho, no caso), uma parada em frente à imagem sagrada de Nilton Santos e Garrincha…
E na hora de ir embora e voltar para Santo André, um último encontro inesperado com o Estádio Nilton Santos que apareceu para dizer um “até logo”… Obrigado!
Dessa vez, vamos falar de um rápido pitstop em Cotia, cidade vizinha da capital, para registramos o Estádio Euclides de Almeida, a casa do futebol local.
Cotia é uma das áreas que sintetiza a história do Brasil: repleta de povos indígenas, ocupando originalmente suas terras, a região viu os europeus chegarem e acabarem com toda a cultura e modo de vida até então, em busca de ouro e do aprisionamento e da escravização dos indígenas. Ainda assim, atualmente alguns povos indígenas seguem vivendo na cidade.
Logo, a região passou a servir de ponto de abastecimento para as caravanas que por ali passavam, aproveitando as trilhas indígenas, em direção ao interior do Brasil ou até Sorocaba, um importante ponto para negociação de gado. Um dos possíveis significados do nome da cidade seria devido a isso: Kutia significaria ponto de encontro. Os jesuítas possuíam ali duas importantes áreas: Aldeia de Carapicuíba (a foto abaixo é do site do Iphan) e Aldeia de São João.
Em meados do século XVII, Fernão Dias Paes apoia os então moradores a construirem uma capela em louvor à Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira beneditina. Em 1703, a capela de Nossa Senhora de Monte Serrat é transferida para o local onde encontra–se até hoje a Igreja Matriz (foto do site do Turismo de Cotia).
Assim, em 1723, surge Nossa Senhora do Monte Serrat de Cotia, elevado à categoria de vila em 1856 e à cidade em 1906. E com o desenvolvimento econômico e social, logo o futebol chegou à cidade. E o time que materializou essa paixão, levando a cidade até às disputas profissionais foi a Associação Atlética Cotia. A imagem abaixo é do Site Escudos Gino:
O time foi fundado em 15 de dezembro de 1980 e depois de muitas disputas amadoras, decidiu estrear no Campeonato Paulista, na Terceira Divisão de 1986, onde terminou em último lugar no Grupo Branco.
Ao final do campeonato, os diretores perceberam que precisariam de um parceiro para continuar no profissionalismo. Assim, a Central Brasileira, famoso entreposto da cidade, assumiu a equipe, fazendo com que passasse a se chamar Associação Atlética Central Brasileira, também conhecida por Central Brasileira de Cotia, agora rubro-negra. A imagem abaixo é do Site Escudos Gino:
Logo no primeiro ano de competição com o novo nome, em 1988 a AA Central Brasileira sagrou-se campeã da Quarta Divisão, classificando-se em primeiro no seu grupo da primeira fase:
Na segunda fase, mas uma vez o Central liderou seu grupo:
Na terceira fase, o time passou por um triangular e chegou a final!
Na final, enfrentou o Iracemapolense em duas partidas, vencendo a primeira em Iracemápolis por 2×0 e a segunda em Cotia por 1×0, sagrando-se assim campeão, com o time abaixo:
Em 1989, não se classifica para o triangular final, conquistando o acesso para a divisão de acesso (chamada de série A2, em 2024).
O time tinha na zaga ninguém menos que Luiz Pereira:
Em 1990, fez uma estreia bastante digna, terminando a primeira fase em 3º e caindo na segunda fase.
E o time também jogou a Copinha naquele ano, vencendo o Santos em sua estreia!
Em 1991, não passou da primeira fase, mas contou Wladimir (ex Corinthians e ex Santo André), aqui, já aposentado com a camisa da Central Brasileira de Cotia!
Po, e parece que o Rafael Cammarota tava ali no meio com um uniforme de linha…
Em 1992, fez uma primeira fase razoável, terminando em 4º lugar, mas apenas os 3 primeiros se classificaram para a fase seguinte. Em 1993, liderou o seu grupo, classificando-se para a próxima fase, onde terminou em 2º, perdendo a chance de disputar o título:
Em 1994, já no formato pontos corridos, termina na 5ª colocação mas a parceira já não era suficiente para manter o time em Cotia e para não fechar o time, preferiram buscar um novo parceiro em uma nova cidade: Espírito Santo do Pinhal. Assim, em 1995, disputa a Terceira Divisão (chamada de série A3, em 2024) como Central Brasileira de Pinhal terminando na última colocação e licenciando-se do futebol profissional.
E para registrar um pouco dessa história fomos conhecer o Estádio Euclides de Almeida, onde o clube mandou seus jogos:
Uma pena que fomos super mal recebidos por um caseiro que trabalha ou vive no Estádio e que tentou impedir até mesmo que fizéssemos fotos estando do lado de fora (pelos vãos do portão):
Olha o gol da esquerda e a arquibancada lá do outro lado:
Pelo que vi, o gol da direita está caído…
Até um vídeo por ali deu pra fazer:
Mas na hora de ir embora, parei na estrada e percebi que dali do alto dava pra ter uma bela vista do Estádio Euclides de Almeida…
Depois até achei uma foto na fanpage do time que mostra uma versão antiga do estádio com as arquibancadas todas montadas:
Em 2011, o futebol profissional voltou a bater nas portas da cidade, com a criação do Cotia FC!
Naquele ano, o Cotia Futebol Clube, fundado em 13 de abril de 2000, na cidade de Campo Limpo, com o nome de Sport Club Campo Limpo Paulista, estreava na 4ª divisão de 2011.
Em 2012, avançou apenas até a Segunda Fase.
O time tinha até uma torcida: “Ultras”.
Em 2013, o Cotia FC, conquista o acesso para a série A3 do Campeonato Paulista, mesmo tendo problemas com o estádio Euclides de Almeida que acaba interditado obrigando o time a mandar seus jogos em outras cidades.
Em 2014, termina sua primeira A3 em 14º lugar. Em 2015, acaba excluído da competição, se licenciando e novamente deixando a cidade órfã de futebol profissional, por isso…