Bom, ainda sobre o rolê de inverno de 2018, o outro jogo que conseguimos assistir foi no Estádio Alonso de Carvalho Braga, onde o Tupã FC enfrentou o Osvaldo Cruz FC, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista (a tradicional “bezinha”).
O estádio do Tupã ainda mantém sua estrutura original (ele foi construído em 1942, na época ainda com arquibancadas de madeira), o que dá um charme especial a ele! Ingressos em mãos…
Vale lembrar que em 2011 já havíamos assistido a um jogo do Tupã aqui no ABC, contra o EC São Bernardo, quando tivemos a chance até de conhecer o Tupanzinho! Veja aqui como foi.
É hora de conhecer o estádio por dentro, e um pouco da sua torcida!
Atualmente, o “Alonsão” tem uma capacidade para 5.515 torcedores, mas já chegou a ter capacidade para quase 15 mil pessoas.
Pra nós, que viemos de tão longe, é sempre um grande prazer poder conhecer um templo do futebol, principalmente em dia de jogo!
Vamos dar uma olhada para conhecer um pouco mais do estádio:
Ali, atrás de onde estávamos, encontramos o pessoal da Torcida Garra Tricolor, a organizada do Tupã.
Entre os torcedores da Garra, encontramos o amigo Edinho, que junto do Sérgio Gisoldi, que vive atualmente em Santo André, nos aguçou a curiosidade para conhecer pessoalmente o estádio, o time e a torcida do Tupã. E lá fomos nós… Valeu, Edinho!
Em campo, um jogo duro e muito truncado.
O público até que compareceu em bom número, ocupando as diversas arquibancadas do estádio (teve até um pessoal que veio de Osvaldo Cruz, mas sem faixas ou bandeiras).
O jogo contou ainda com a cobertura da imprensa local!
Mas, o time do Osvaldo Cruz não se importou com a força da torcida local e acabou vencendo a partida por 1×0, mostrando ser um visitante indigesto…
Assim como é de praxe em alguns campos, o placar se negava a mostrar o resultado desfavorável à equipe local…
E por falar em digestão, a pipoca lá é nota 10! (e custa R$ 4 apenas).
E quem gosta de lance bonito, taí a bicicleta que eu vi lá (hehehe piadinha besta…).
Além da bicicleta, você pode se divertir batendo uma bola com a molecada…
Se você é daqueles que, como a gente, gosta de acompanhar o jogo de perto, o Alonsão é daqueles campos cercados por alambrados, que permitem botar pressão no adversário.
Agradecemos a receptividade do pessoal de Tupã e na hora de ir embora ainda deu pra registrar mais uma cena atípica, do pessoal que costuma levar suas próprias almofadas pra ver o jogo com mais conforto. O futebol no interior ainda vive!
Pra entender a história dos estádios é preciso lembrar como surgiu o futebol profissional na cidade.
O primeiro time a representar Araraquara nas competições profissionais da Federação Paulista de Futebol foi o Paulista FC.
O Paulista Futebol Clube foi fundado por Carlos Bersanetti em 3 de dezembro de 1930, no bairro de São José e chegou a participar de 5 edições da Série A2 entre os anos de 1948 e 1954.
O Galo (como era carinhosamente chamado pela torcida local) fez sua primeira partida em 28 de dezembro de 1930, em um empate de 2×2 contra o Ruy Barbosa de São Carlos no Estádio Municipal de Araraquara.
Aqui, o time de 1950 que enfrentou o Palmeiras em um amistoso (vitória de 5×3 para o time da capital):
Porém, outro time surgiu na cidade: o São Paulo de Araraquara!
O time foi fundando em 4 de fevereiro de 1937 e sagrou-se campeão do amador do interior de 1948, vencendo na decisão o Radium de Mococa por 3×0.
Com a conquista, passou a disputar a segunda divisão do paulista em 1949, permanecendo até 1951.
Porém, em 9 de janeiro de 1952 os dois clubes se fundem dando origem à Associação Desportiva Araraquara, a lendária ADA!
O fundador da ADA foi Pereira Lima, também responsável pelo nascimento da Ferroviária, anos antes.
A ideia era ter um time mais aberto, já que a Ferroviária estaria ligada apenas à EFA (Estrad de Ferro Araraquara).
Esse era o time da ADA, em 1954:
Como era de se esperar, logo surgiu uma grande rivalidade entre as duas equipes locais, principalmente na série A2, nos anos 50.
Em 1955, a ADA foi a vice-campeã da sua regional e seguiu para disputar o torneio dos campeões, porém, quem acabou se classificando para a primeira divisão foi a Ferroviária.
O time se licenciou em 1966 e parecia ter se transformado apenas num mito, quando em 2016, a ideia da “Liga de Futebol Paulista” (uma organização profissional paralela à Federação Paulista) trouxe de volta a vida o time da ADA.
Inicialmente, todos esses times mandavam seus jogos no Estádio Municipal Tenente Siqueira Campos, inaugurado em 1912, e que, atualmente pertence ao Clube Araraquarense.
Veja como era o estádio na época:
Em 2006, com objetivo de saldar as dívidas da Ferroviária, o governo do prefeito Edinho Silva fez uma negociação com o Clube Araraquarense, que já tinha interesse no Estádio Municipal e vendeu o estádio.
Desde 1994, o Estádio levava o nome de “Estádio Municipal Cândido de Barros“.
Segundo a Prefeitura, o espaço foi vendido por R$ 3 milhões e anexado ao patrimônio do clube e, com esse dinheiro, o Executivo municipalizou o Estádio “Doutor Adhemar de Barros”, a Fonte Luminosa, que então era do time grená, que vivia uma crise financeira.
Parte da arquibancada segue lá!
O campo ganhou gramado artificial e receber muitas partidas do pessoal associado do clube.
No dia em que estivemos lá, estava sendo disputado um festival com várias equipes.
O lado de fora sofreu poucas alterações. Apenas ganharam alambrados pra evitar a tradicional bola na rua…
O maior charme, ainda que pouco explorado é mesmo o portão de entrada original…
A parte triste da visita foi constatar que parte de suas arquibancadas originais foram demolidas em 2013. Encontrei essa foto da época da demolição:
Mas pelo menos, o estádio ainda segue lá… Localizado no centro da cidade, na Rua Adélia Izique (rua 9), ao lado do Cemitério Municipal…
E se tá do lado do cemitério, que tal um gole no bar “Pé na cova”???
Antes de irmos embora, ainda demos uma passada em frente ao atual Estádio Municipal, no Jardim Botânico, mas confesso que não me animei de entrar…
Depois me arrependi, vendo algumas fotos de quando a Ferroviária mandou seus jogos por lá:
Mas ainda faltava rever o principal estádio da cidade da atualidade, onde a Ferroviária manda seus jogos.
O Estádio Doutor Adhemar de Barros ou também denominado Estádio da Fonte Luminosa ou Arena da Fonte foi inaugurado em 1951, num amistoso contra o Vasco da Gama.
Depois de uma série de reformas e melhorias, o estádio ganhou status de Arena e possui capacidade para 20 mil torcedores.
Além disso, existe um museu dedicado ao futebol da cidade, que fica lá no próprio estádio.
É um dos mais modernos e bem equipados estádios do interior paulista e receberá mais uma vez a série A1 do Paulista em 2018.
Atualização em 2019: Estivemos na Fonte Luminosa para acompanhar Ferroviária x Santo André pela Copa Paulista e pudemos fazer algumas fotos:
Tivemos a companhia do Gabriel, nesse role!
E agora sim, as imagens da parte interna do Estádio, ainda que com baixíssimo público…
Vamos dar uma olhada no campo!
Olha aí o banco de reservas ocupado pelo Ramalhão, o visitante do dia!
A tradicional torcida AFEGANISTÃO, se fez presente também.
Por fim, ainda tínhamos uma última missão: registrar o Estádio onde o EC DER, o time do Departamento de Estradas de Rolagem mandou suas partidas nas oportunidades em que disputou as competições oficiais da Federação Paulista.
Na verdade, não tínhamos ideia de onde o EC DER mandava seus jogos então decidimos arriscar uma visita à sede do DER, na cidade.
E qual não foi a surpresa ao perguntar para o segurança se existia um campo de futebol lá dentro e ele dizer que sim. Que bastava entrar e acessar uma trilha…
E lá fomos nós, crentes que tínhamos descoberto um estádio esquecido…
Mas… Aprendemos que provavelmente o EC DER mandou seus jogos também no Estádio Municipal…
Já era tarde, hora de curtir o visual da cidade, tomar um sorvete de creme suiço! E nos preparar para a sequência final da viagem, com duas últimas paradas em Américo Brasiliense e Ribeirão Bonito!
A parte 8 do nosso rolê de “Pré Inverno” nos levou até a cidade de José Bonifácio.
Na verdade, o primeiro post feito sobre essa viagem foi sobre a partida que assistimos lá, entre o time local e o VOCEM. Você pode ler um post só sobre essa visita com mais detalhes clicando aqui. Mas, para quem não leu, e para registro oficial, vamos a uma versão resumida. O time da cidade é o José Bonifácio EC.
O time teve seu grande momento, quando sagrou-se campeão da Terceira Divisão Paulista, em 1972, com o time abaixo:
Fizemos o tradicional rolê pela cidade, registrando os principais pontos que fazem de José Bonifácio um lugar tão bacana…
Fomos até lá para conhecer e registrar o Estádio Municipal Antonio Pereira Braga!
E nada melhor do que fazer isso em um dia de jogo…
Logo de cara, ficamos mais do que contentes de ver que a cidade tem no estádio, um importante registro da história do futebol local.
O Estádio Antonio Pereira Braga, ou “Pereirão” tem capacidade para quase 10 mil torcedores. Vamos dar uma olhada por dentro?
Atrás do gol, fica sua torcida organizada: A “Serpente do Vale”.
O placar não saiu do zero no embate frente ao VOCEM:
Mas para nós foi mais do que especial, já que nos permitiu conhecer mais um templo sagrado do futbeol do interior de São Paulo.
Além disso, pudemos conhecer um pouco da torcida do José Bonifácio, que tem se feito presente cada vez mais.
Saímos com a alma lavada e com a certeza de que mais do que um time, a cidade possui um ícone cultural que dificilmente será apagado da memória!
De José Bonifácio, começamos nosso caminho de volta, rumando até Araraquara!
SalvarSa
Atualização: em 2022, demos uma nova passada na cidade, e mesmo sem ter o time do José Bonifácio EC disputando as competições oficiais, demos um pulo para ver como estava o estádio:
Como sempre, fizemos um rolê pelo centro da cidade, vivendo um pouco do que é o dia a dia de mais uma tranquila cidade do interior paulista.
Já sabíamos que estávamos pisando no sagrado solo de onde vêm os refrigerantes Poty, mas não sabíamos que Potirendaba também tem uma cervejaria que produz uma cerveja muito boa, a Trieste!
As águas dessa cidade devem mesmo ser mágicas! Potirendaba pode ser considerada a terra do basquete, afinal, foi lá que nasceu a rainha Hortência!
E o futebol local também merece destaque importante, graças ao União FC, time que representou a cidade de Potirendaba nas disputas dos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, jogando a terceira e a quarta divisão, entre 1964 e 1968 e depois em 1986.
A terceira divisão de 1986, rendeu uma importante matéria na revista Placar:
O time do União FC manda seus jogos no Estádio Josephino de Carli.
Fica a curiosidade em relação à data na placa: 30/03/1989 refere-se à inauguração ou à alguma reforma?
O União FC foi fundado em 8 de agosto de 1939. Aqui, um amistoso onde o União venceu os amadores do São Paulo FC por 3×2 em 1946:
Aqui, um jogo onde goleou o Tanabi por 8×2, em 1947:
Mas no início, o time só disputou campeonatos amadores, até os anos 60, quando passou a disputar a 4ª divisão paulista.
Aqui, uma foto de quando o time sagrou-se campeão amador de 1963:
Essa é a bilheteria do estádio, junto do bar.
Mais uma bilheteria pra nossa conta!
E mais um estádio registrado.
O Estádio possui aquela tradicional arquibancada coberta na parte central.
Além do alambrado, existe uma pequena “cerca viva” em torno do campo.
Outra parte coberta é dedicada aos mesários e auxiliares.
Aqui, um breve vídeo mostrando um pouco do estádio:
A vista lá de baixo para a arquibancada:
E mais um pouco do campo…
Infelizmente esse é mais um estádio e time que possuem poucas informações disponíveis.
Provavelmente, devem existir fotos da época, principalmente nas mãos de quem viveu aqueles tempos. Espero que esse post incentive essas pessoas a digitalizar essas imagens e compartilhar com quem gosta do futebol, antes que essas memórias se percam em uma gaveta ou ainda acabem indo pro lixo.
A nossa parte a gente tenta fazer liberando as fotos que fazemos para uso em qualquer publicação on ou offline.
Dando sequência ao nosso rolê, depois de termos passado por Itajobi (veja aqui como foi) a parte 6 desse projeto nos levou à cidade de Urupês.
Se você gostou daquele falcão carcará que mostramos no post sobre os estádios de Novo Horizonte, vale você dar uma olhada na “turma” que nos recepcionou no caminho para Urupês. Não 1, nem 2, nem 10, mas cerca de 20 Gaviões Carcará que estavam ali… tomando um sol e buscando um rango na terra recém revolvida…
Urupês fica na parte norte do estado de São Paulo, e tem uma população de pouco mais de 14 mil pessoas. A cidade leva o nome da tradicional coletânea de contos e crônicas do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicada originalmente em 1918. E Urupês parece mesmo ter nascido de uma fábula brasileira, fiel aos detalhes do imaginário coletivo quando se fala em uma pequena e pacata cidade do interior…
Nossa memória nos traiu e não lembramos que o casal de amigos Guido e Maria Aparecida, torcedores do Ramalhão e figurinhas sempre presentes nos jogos do nosso time pelo interior, moram em Urupês…
A gente acabou almoçando por lá e tomando um Guaraná Poty!
Valeu até um rolê pra conhecer o cemitério!
Mas, nosso objetivo na cidade era registrar o Estádio Municipal Augusto Gonçalves, antigo Estádio São Lourenço, onde o Mundo Novo FC mandou seus jogos em 1967, em sua única participação em competições profissionais da Federação Paulista, pela quarta divisão.
O amigo Guido nos ajudou com duas fotos da entrada oficial do estádio (a gente entrou pela lateral e ia acabar perdendo esse registro!):
A placa indica que a inauguração do Estádio Augusto Gonçalves se deu em 23 de setembro de 1989.
O time foi fundado em 1958 e acabou sendo refundado em 1982, mas dedicando-se apenas às disputas amadoras. O nome “Mundo Novo FC” vem da antiga denominação da cidade de Urupês quando ainda era um distrito (passou a ser chamada de Urupês em 1944).
O amigo Raul Casagrande, morador de Urupês e colecionador de imagens da cidade, ainda nos enviou mais estes raros registros do time do Mundo Novo FC:
Esse é o endereço do estádio:
Aqui é a entrada lateral por onde chegamos:
A entrada lateral (por onde chegamos) tem até um espaço onde deve ter existido um banner com o nome do estádio.
Vamos entrar e conhecer um pouco do campo?
Além do gramado muito bem cuidado, o campo é inteiro cercado por um alambrado e por um banco de madeira.
No lado lateral, uma bela arquibancada onde cabem uns 800 torcedores.
O campo é todo cercado por árvores, características dos estádios do interior.
Possui sistema de iluminação que garante jogos noturnos.
O estádio fica num bairro que é praticamente o limite da cidade. As ruas laterais nem tem saída, e é uma região predominantemente residencial.
Os bancos de reserva parecem ter sido reformados, estão novinhos!
A inscrição que se seguida a risca deve diminuir bastante as chances de ataque….
Eu, todo contente de conhecer um estádio que possui tão poucas informações disponíveis, mesmo na era da Internet.
Alguns nunca entenderão a força de um estádio assim…
Uma última olhada antes de irmos embora e dar sequência à nossa viagem…
Nossa próxima parada: Potirendaba, terra mãe dos refrigerantes Poty!!
Lá, vivem cerca de 15 mil habitantes, em um lugar tão bonito e que tem tudo aquilo que a gente espera de uma cidade do interior… A começar por um belo caldo de cana!
Um rápido rolê pela parte próxima do Estádio para registrarmos algumas igrejas…
E lá fomos nós conhecer a casa da Associação Atlética Itajobi!
Falamos do Estádio Municipal Nossa Senhora Aparecida, que fica na praça que tem o mesmo nome.
O time teve poucas participações nos campeonatos da Federação Paulista (de 1978 a 1980), e após licenciar-se mudou de nome para Clube Atlético Itajobi.
O time sempre teve o apoio da prefeitura, mesmo quando ainda se chamava Itajobi FC e disputava apenas os campeonatos amadores da FPF.
Essa foto está na Fanpage “Itajobi” identificada como o time Itajobi FC:
Segundo um funcionário da prefeitura que passou por ali e nos autorizou a entrada no estádio, atualmente o campo é usado pelo time, novamente amador, mas que dificilmente perde jogando em seus domínios!
Vale lembrar que esse mesmo campo recebeu uma série de partidas importantes pela terceirona de 1978!
Hoje, o estádio sofreu algumas alterações, mas segue lá… No mesmo espaço em que no passado, as equipes do interior estiveram disputando a Terceira Divisão (que equivalia na época ao quinto nível do futebol paulista)!
Aliás, achei a classificação da primeira fase da 5a Divisão do Campeonato de 1978:
A inscrição na parede mostra a data de 1938, que refere-se ao ano em que o então prefeito, Dr. Raul Lima, foi a São Paulo, pedir ao Bispo permissão para construir um campo de futebol na área que pertencia à Igreja.
Com a permissão, o estádio foi construído e cercado com a tradicional cerca de madeira e somente em 1975, o prefeito Nevile Giova substituiu a cerca de madeira pelo alambrado, dentro do campo.
O prefeito Ademar Sambrano foi o responsável por construir as arquibancadas.
Vale a pena uma olhada no vídeo que fizemos de lá:
Com o tempo vieram outras melhorias como o bar, a cobertura e os vestiários.
Quem vê o gramado todo bonito, não imagina que na época, a população local, motivada pelo o sr. Zico Ricci, se uniu em mutirão, em um sábado, para plantarem e regarem a grama em todo o campo.
Em 1958, o estádio foi inaugurado com um jogo entre os times de Itajobi e o de Rio Claro, com vitória para o quadro local
O Estádio Nossa Senhora Aparecidajá recebeu Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo em seus gramados.
Também possui uma linda área arborizada, melhor que qualquer cadeira coberta!
O estádio está bem identificado do lado de fora, com o nome do atual time.
Mais uma vez ficamos contentes em poder registrar mais um estádio pelo interior paulista. Agora, de volta a estrada, nossa próxima parada é a cidade de Urupês!
Dando sequência ao nosso rolê de “Pré Inverno”, depois de passarmos por Ibitinga, seguimos pela até então desconhecida Rodovia Dep. Leonidas Pachêco Ferreira até a parte 4 da nossa viagem: a cidade de Novo Horizonte!
Porém… Antes de chegar na cidade, fomos presenteados com a aparição de um ser incrível!
Ele não só nos acompanhou por parte da Rodovia, como pousou e nos permitiu um verdadeiro ensaio fotográfico.
Trata-se de um Gavião carcará (você o reconhece por esta parte preta na cabeça) e pela face avermelhada. Ele é um parente distante dos falcões, alimentando-se de insetos, anfíbios, roedores e presas fáceis como mamíferos recém-nascidos, embora também sejam aves necrofagas (se alimentam de carniça). Passam muito tempo no chão, mas são excelentes voadores e planadores.
Após esse feliz encontro, chegamos ao nosso objetivo: a cidade de Novo Horizonte.
Novo Horizonte acolhe uma população de cerca de 40 mil pessoas e tem uma economia mista, com destaque para as duas usinas de açúcar e álcool lá presentes (Usina São José da Estiva e Usina Santa Isabel), grandes geradoras de emprego. E começamos nosso breve passeio com uma volta pelo centro da cidade, com destaque para a Igreja Matriz.
Muitas construções do início do século passado seguem em ótimas condições, espalhadas pela cidade.
O comércio da cidade também tem grande destaque, sendo referência para consumidores da região devido sua grande diversidade.
O produto que eu acho mais legal (e fiquei triste de não ter trazido para Santo André) são as tradicionais cadeiras feitas com esses “espaguetes de plástico”… Tem um nome específico??
Falando um pouco sobre o futebol local, a cidade tem uma história bem tradicional, que nasce na década de 20 com a fundação do Clube Atlético Novo Horizonte!
O time começou no amador, mas logo chegou às disputas profissionais organizadas pela Federação Paulista.
O CA Novo Horizonte mandava seus jogos no Estádio Josué Quirino de Moraes, o Quirinão, que fica na Av Josué Quirino de Moraes.
Recentemente, o estádio passou por uma série de reformas para poder voltar a ser utilizado, e olha… o resultado das reformas ficou excelente!
Fomos dar uma olhada no interior do estádio para comprovar!
Como eu disse no vídeo, existe um lindo painel com imagens do passado (tanto de times quanto de documentos):
As arquibancadas e o gramado apresentam-se pronto para uma bela partida!
E para não perder um espaço como esse, além dos times amadores da cidade, as categorias de base do atual Novorizontino tem mandado seus jogos no Quirinão.
Até iluminação o Quirinão tem!
O estádio foi inaugurado em 28 de outubro de 1.928 com uma partida entre o CA Novo Horizonte e o CA Paulistano.
Nessa partida, ao menos os gols foram bem utilizados… Os visitantes ganharam por 10×2, com direito à presença do craque e artilheiro Arthur Friedenreich.
Grande honra em poder registrar um estádio próximo de completar seu centenário..
Destaque para os vestiários em excelentes condições.
Sem dúvidas, o Quirinão ficará eternizado em nossa memória…
Dando sequência ao nosso rolê, fomos até o segundo estádio da cidade, já tão importante quanto o Quirinão, mesmo em valor histórico, o Estádio Dr Jorge Ismael de Biasi!
Foi aí que o antigo Grêmio Esportivo Novorizontino (extinto em 1999) mandou seus jogos quando entrou pra história ao chegar na final do Campeonato Paulista de 1990 (que foi vencido pelo Bragantino).
O Grêmio Esportivo Novorizontino foi fundado em 1973, na época com o nome de Pima Futebol Clube.
Esse foi o primeiro time:
PIMA era o nome de uma fábrica de calçados, e mesmo com todas as dificuldades possíveis, o time foi bicampeão de 1974 e 1975. Com isso, se inscreveram na 3ª divisão do Campeonato Paulista, e foi aí que surgiu o “Grêmio Esportivo Novorizontino” (como homenagem ao Grêmio Porto Alegrense). E cá estamos nós, no estádio que hoje serve de casa para o atual Grêmio Novorizontino!
Pudemos dar uma volta na parte interna do estádio!
Dá uma olhada no vídeo que fizemos lá!
As cores amarelo e preto são originárias da fábrica de sapatos e daí, veio o Tigre como mascote.
O nome do estádio é homenagem ao empresário Dr. Jorge Ismael de Biasi, que assumiu a presidência do time em 1977, conquistando títulos e revelando jogadores como Paulo Sérgio, Márcio Santos (ambos da Seleção tetracampeã), Maurício (goleiro do Corinthians), Helder, Alessandro Cambalhota (ambos do Santos), Luís Carlos Goiano (do Grêmio de Porto Alegre), e muitos outros.
Sob sua gestão, o time foi vice campeão da série A3, em 1981
Ele também estava no comando em 1990, e esse era o time:
É muito legal poder conhecer, mesmo sem acompanhar uma partida oficial!
O estádio tem capacidade para 16.000 pessoas.
Em 1994, a família Chedid assumiu o Novorizontino e a partir daí, o clube enfrentou uma série de quedas até 1999, quando enfim… acabou afastado do futebol profissional, para a tristeza da cidade.
Quase 11 anos depois… Em março de 2010, nasce o Grêmio Novorizontino.
Assim, a partir de 2012, o Estádio Jorge Ismael de Biasi começa a receber competições oficiais do Novorizontino começando pela infernal Série B do Campeonato Paulista de Futebol (a 4ª divisão ), graças a uma parceria com o Paulínia, que não pôde disputá-la.
Momento caras e poses:
Aos poucos, o Novorizontino foi vencendo os degraus…. Em 2014, foi campeão da A3:
Até voltar à primeira divisão do Paulista. Achei legal as cadeiras cativas com o nome das pessoas:
Essa é a entrada de visitantes:
Aqui dá pra ter ideia de como era a região na época inicial do estádio!
Antes de terminar… Em 2023 voltamos ao Estádio e fizemos algumas novas fotos e vídeos:
A nós, fica o agradecimento ao pessoal que estava no Estádio e nos permitiu entrar e fotografar. E seguimos viagem, sentido Itajobi!
Depois de passar por Bariri, a terceira parte do nosso rolê nos levou até Ibitinga, cidade onde vivem cerca de 50 mil habitantes, e que é bastante conhecida como a capital nacional dos bordados, tanto que em julho de 2017 acontecerá a 44a edição da feira do setor!
A cidade ainda está cercada de natureza e acabamos ficando numa pousada no meio de toda essa vida!
Acordamos com o cantar do galo, e curtimos a neblina da manhã!
Chegamos na cidade bem no dia da festa da igreja local, em comemoração ao Corpus Christie.
Aí não teve outro jeito, se não… curtir a festa.
Com destaque para as deliciosas goiabas vendidas na rua, no meio de uma feira que oferecia de tudo!
Sempre achei que já tinha ouvido falar de Ibitinga, e não achava que era por causa dos bordados. Só quando voltamos para Santo André é que lembrei da polêmica fonte restaurada! Por sorte, tinha tirado uma foto dela!
Essa é a foto que compara como é e como ela era.
Um outro registro importante que fizemos foi de algumas construções que mantém a arquitetura do início do século passado.
Essa era a antiga estação de trem da cidade:
A noite fomos jantar na “La Bella Pizzaria”.
Mas, nosso objetivo na cidade era conhecer a casa dos times locais, o Estádio Manoel Martins, onde o Americano e o Rio Branco mandaram seus jogos nas disputas oficiais da Federação Paulista de Futebol.
O Americano Esporte Clube participou de apenas um campeonato profissional estadual, a quarta divisão, em 1977, o ano de sua fundação.
Já o EC Rio Branco teve uma história mais completa, tendo iniciado no amadorismo e depois chegando a disputar as divisões de acesso até suspender as atividades por problemas financeiros.
Atualmente só o EC Rio Branco segue existindo, no futebol amador e ainda usando o Estádio Manoel Martins.
O time entrou pra história ao se tornar campeão paulista da terceira divisão, em 1970. Na disputa, o time só perdeu uma partida (para o Nevense). Na final venceu o Sertãozinho por 2 a 0. Este foi o time campeão:
Mas, a história do time é antiga. Foi fundado em 1926 como Rio Branco Futebol Clube, recebendo a atual denominação em 1946. É bacana ver o time ainda vivo, nos dias atuais. E claro, fica o sonho de ver o time de volta no profissionalismo…
Outro time da cidade fez história nesse estádio, mas na disputa do amador. O América Esporte Clube conquistou o título do Campeonato de Futebol Amador do Interior, em 1950.
O Rio Branco disputou 18 Campeonatos Paulista de Futebol, marca de respeito, que permanecerá imbatível por muito tempo na história de Ibitinga.
O estádio segue lá…. Com suas bancadas esperando a volta da torcida…
Fizemos um vídeo na parte interna do estádio, pra se ter uma melhor ideia de como ele é, dá uma olhada:
Com o título de 1970, o Rio Branco disputou a divisão de acesso para a elite do futebol paulista (equivalente a A-2 atual), mas no ano seguinte, afastou-se dos gramados.
Pausa para o momento “natureza” no estádio, com o pouso dos pássaros no alambrado.
Em 1976, o Rio Branco retornou aos gramados profissionais, na Terceira Divisão, e disputou mais 12 temporadas nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, quando finalmente licenciou-se até os dias atuais.
Restam a memória e as lembranças. E um estádio que já teve dias de glória, com a torcida fazendo parte integrante do dia a dia e da cultura da cidade.
Agora, o time sobrevive no amador, mas acredite, as dificuldades são maiores do que se pode pensar.
Em 2014, o vestiário do time foi incendiado, queimando boa parte de sua memória, incluindo troféus do passado…
Aparentemente, tudo já foi reformado e as coisas parecem seguir dentro do possível…
Fica nossa esperança de que o time continue a existir, enfrentando todas as dificuldades que surgirem.
Antes de seguir nossa viagem, também tivemos tempo para dar uma parada no Estádio Municipal de Ibitinga e registrar algumas imagens.
Não encontrei registro de partidas oficiais disputadas neste estádio, apenas amadoras. Mas fica um vídeo pra conhecermos também este estádio.
Dando sequência ao nosso rolê de “Pré inverno”, saímos de Barra Bonita (veja aqui como foi) e chegamos em Bariri, cidade logo após Jaú (já estivemos lá outra vez, por isso não a incluímos em nosso roteiro, mas veja aqui como foi acompanhar uma partida do XV e aqui como foi uma visita ao Estádio Zezinho Magalhães).
Atualmente cerca de 40 mil pessoas vivem em Bariri. A principal fonte de renda do município são as suas indústrias e a agricultura, com foco na cana-de-açúcar.
Almoçamos por lá, no restaurante “Sucata”.
Demos um rápido rolê pelo centro, pra pelo menos curtir um pouco da arquitetura ainda preservada em diversas casas e comércios.
É muito legal ver que as coisas podem continuar a existir mantendo uma série de construções lindas de quase cem anos de história!
Como não podia deixar de faltar… A igreja e a praça matriz!
Falando um pouco sobre o futebol na cidade, vale ressaltar que já existiram vários times defendendo a cidade, do Sport Clube Resegue, time da tradicional família Resegue:
Depois tivemos o EC Municipal:
O EC Bariri, que usava o próprio brasão da cidade como distintivo:
E, por fim, o polêmico CAL Bariri, que foi o time do Clube Atlético Lençoense que migrou para a cidade e passou a mandar ali os seus jogos.
Já vimos um jogo contra o CAL Bariri, em 2009, lá em Paulínia, contra o time local. Clique aqui e lembre como foi .
Nossa missão era conhecer e registrar o Estádio Municipal Farid Jorge Resegue, palco de todos esses times locais.
O Estádio fica em um quarteirão que tem em um de suas esquinas o cruzamento da São João com a General Osório, numa rua bem pacata.
Para tirar umas fotos de dentro, encontramos um “novo portão” de acesso.
E grata surpresa! Um estádio que parece ter parado no tempo, do ponto de vista do charme e da arquitetura típica do início do século XX!
A pergunta que fica é: quantas histórias, partidas e aventuras não devem ter acontecidas nesse campo? Da nossa parte segue o orgulho em registrar mais um templo do futebol, que torcemos volte a ser utilizado nas disputas oficiais da Federação Paulista!
Por hora, os muros estão passando por uma reforma, e aparentemente também alguns detalhes da parte interna. Mas olha que interessante o entorno do campo feito em paralelepípedos!
Que a energia siga viva!
Vamos dar um giro via vídeo?
Gosto muito quando os estádios conseguem manter as árvores ao seu redor, deixando uma cara mais “ecológica”.
Olha aí o banco de reservas.
Interessante como os gramados seguem bem cuidados. Parece que o futebol amador vem fazendo bom uso do estádio.
Em 2009, o Lençoense trouxe o futebol profissional de volta ao estádio, desde que o Sport Club Resegue disputou as divisões inferiores, na década de 1960.
Suas arquibancadas tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores, mas segue esvaziada depois que o CAL Bariri se licenciou da Federação.
Mesmo sabendo das dificuldades para se manter um time de futebol, seguimos na torcida para que a cidade de Bariri consiga o mais cedo possível um time para chamar de seu e voltar a ocupar o Estádio Farid Jorge Resegue!
E de Bariri, seguimos caminho para Ibitinga!
Mais uma história do ano passado (2016), quando fomos até Assis ver o VOCEM jogar.
No caminho de volta pra Santo André, viemos pela Raposo Tavares e pudemos registrar mais um estádio, dessa vez, em Piraju.
Como sempre gostamos de fazer, antes de apresentar o estádio, um rápido olhar sobre a cidade, considerada estância turística, graças ao seu potencial natural, em especial ao Rio Paranapanema e à represa.
Vivem cerca de 30 mil pessoas na cidade.
Olha aí o cemitério Municipal…
Deixando a morbidez de lado, vamos ao tema da nossa visita, o Estádio Municipal Gilberto Moraes Lopes, casa do time do Piraju FC.
O Piraju Futebol Clube foi fundado em junho de 1957 (ou seja, completaria 60 anos esse mês, se ainda estivesse em atividades).
Aqui, o time de 1958:
Em 1962, o time fez história ao vencer o São Paulo por 2×1, em uma partida amistosa.
Dizem que mais de 6 mil pessoas teriam comparecido a este embate no Estádio Municipal.
O time participou 13 vezes da terceira divisão do Campeonato Paulista de Futebol, entre 1962 e 1968, depois em 1980, 1981, 1982, 1984, 1986 e 1987.
Aqui, o time de 1981:
Aqui, em 1982:
E por fim, o time faria em 1991 na quarta divisão sua última participação até o momento em campeonatos oficiais.
Essa foto é do time em 1990, e ficou na história por contar com Alexandre Escobar Ferreira, goleiro que iria para o São Paulo (seria o substituto de Zetti) e que infelizmente viria a falecer no início de sua carreira.
O Estádio Municipal Gilberto Moraes Lopes tem capacidade para mil espectadores.
Vamos dar uma olhada?
O estádio fica em um quarteirão bem tranquilo da cidade.
E é um daqueles campos em que a natureza ainda está bem integrada com as arquibancadas…
No site do pessoal do Jogos Perdidos existe um posto específico sobre o estádio, clique aqui para acessá-lo e ver outras informações e imagens como essa, da arquibancada interna (que acabei não fotografando…):