Mauá FC 1×1 VOCEM – Campeonato Paulista – Série B – 2023

Domingo, 2 de julho de 2023.
Manhã de sol convidativo a sair de casa e se dirigir ao Estádio Municipal Pedro Benedetti, a casa do futebol profissional em Mauá, onde o time local enfrenta os visitantes de Assis!

Hora de pegar o ingresso.
Na Bezinha esses são os preços em 2023:

E está quase tudo pronto… Ingressos na mão…

Bandeiras hasteadas…

Jogadores perfilados para o hino…

Ainda dá tempo para a foto dos times.
Em campo, como visitante, o VOCEM, time que tem uma forte ligação com o blog por ter nascido literalmente em frente à casa dos meus avós e ter por várias vezes contado com meu pai, e meus tios no time.

E se envolve o VOCEM, o seo Osvaldo, meu pai, está presente pra apoiar o time que já defendeu como jogador e torcedor!

Do outro lado, o time local: Mauá Futebol Clube fundado em 23 de outubro de 2017 e que estreou na Segunda Divisão do Campeonato Paulista em 2018.
Aliás estivemos presente em um jogo deles contra a AA Itararé, pra conhecer de perto o novo time do ABC (veja aqui como foi).

O Estádio Pedro Benedetti está em sua melhor fase dos últimos anos, e tem recebido os jogos dos dois times da cidade: o Mauá FC e o Grêmio Mauaense, lembrando que ambos se classificaram para esta segunda fase da Bezinha.

E começa o jogo!

O Mauá FC tentando se colocar como os donos da casa, propondo as jogadas e tentando dominar a bola no chão.

Como não tinha muita gente, dava pra ouvir os próprios jogadores gritando um com os outros para coordenar as melhores jogadas.

E se não teve muita quantidade, em qualidade o público estava nota 10! Aí está o Daniel, amigo que vive, pesquisa, registra e respira o futebol de Mauá (amador e profissional)! Já falamos dele aqui no blog quando contamos a história do futebol de Mauá (veja aqui como foi!).

Além do Daniel, estiveram ali ao nosso lado outras figuras do futebol, a começar pelo Tegi, presidente do Mauá FC, o seo Clóvis -nascido em Assis e que agora vive em Mauá-, além do Airton, um soteropolitano colecionador de camisas que estava ali conhecendo o Estádio, e o Fernando, do Grêmio Mauaense! Uma verdadeira seleção!

Pra quem não está acostumado, pode não fazer muito sentido acompanhar os jogos da 4ª divisão do Paulista, mas ao lado dessa galera saiu tanta história e tantas risadas que deixaram o jogo muito mais legal de assistir. E futebol é isso, pra mim, é mais que um jogo, é uma cultura mesmo que se constrói na arquibancada, principalmente.

Pra quem se acostumou um jogo de correria e chutão, Mauá FC e VOCEM fizeram um jogo diferente, bem jogado, com tentativas de ambos os lados de se chegar tocando até a meta adversária.

O Mauá FC abriu o placar em um escanteio que encontrou o atacante Gustavo sozinho na pequena área.

Festa na arquibancada local!!!

O jogo ficou ainda mais pegado com o time visitante arriscando chutes de fora da área e o Mauá FC buscando matar a partida no contra ataque…

Quando tudo parecia resolvido, o time de Assis empatou o jogo em uma batida de fora da área, para a alegria do Seo Osvaldo.
O gol pode ter iniciado em uma jogada irregular, já que ficamos com a impressão que o jogador havia usado a mão para dominar a bola, antes de bater de primeira e marcar um golaço!

E nem mesmo a última chance já nos derradeiros segundos de jogo trouxe o gol da vitória para o Mauá FC

Para o time de Mauá fica o apoio e carinho da sua torcida!
E a nossa torcida para que, quem sabe, os dois se classifiquem e possam ao menos se manter no 4º nível do futebol paulista a partir de 2024.

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O futebol em Ouro Branco: o Betis FC e o Estádio Municipal José Mapa Filho

No dia 7 de junho de 2023, fomos até São João del Rei acompanhar o Ramalhão pela série D.

O feriado começou meio esquisito, já que o Santo André perdeu por 4×2, mas logo se transformou num rolê incrível que nos permitiu visitar uma série de lugares lindos, e estádios como o do Guarany e do Marianense (ambos de Mariana-MG), o do Aymorés FC (de Tiradentes), o do AC Três Corações / CA Tricordiano (ambos de Três Corações), o do Bangu EC (em Congonhas), o do América RF, do Social FC, do Figuerense EC, do Minas FC e do próprio Athletic Club (todos estes 5 times de São João Del Rei).

Vale lembrar que todo esse rolê foi feito em uma enorme área que era território dos povos Puri, muito antes da chegada dos europeus.

Em nosso penúltimo post sobre este rolê vamos falar da nossa visita ao Estádio Municipal José Mapa Filho, a casa do futebol em Ouro Branco-MG.

A cidade de Ouro Branco era uma incógnita para nós já que nunca tínhamos lido nada sobre ela.
Sua origem relaciona-se à bandeira guiada por Borba Gato em busca do ouro, que diziam estar aos pés da Serra de Ouro Branco, nascendo assim o arraial de Santo Antônio de Ouro Branco e logo sua Igreja Matriz, que chegou a ter reformas por Aleijadinho.

A cidade está localizada entre as montanhas da Serra de Ouro Branco, marco inicial da Serra do Espinhaço, que se estende até a Bahia.

E olha que visual lindo… Quanta boa energia vinda da montanha…

Voltando à cidade de Ouro Branco, fomos conhecer o Estádio Municipal José Mapa Filho, o “Mapão“, a casa do Betis Futebol Clube fundado simbolicamente em 12 de outubro de 1999, dia das Crianças, uma vez que o time surge como ação social parra atender mais de 200 crianças por ano, afastando-as das drogas.

O time teve como inspiração o Betis da Espanha, tanto em seu nome, como em suas cores e uniformes.

Embora formado com foco no social, em 2017 o Betis FC fez sua estreia no profissionalismo disputando a segunda divisão do Campeonato Mineiro.

Mas desde o seu primeiro Campeonato, o Betis criou uma sina: a de ser o último colocado 🙁

Foi assim também em 2018:

E em 2019

Em 2020, idem…

Em 2021, novamente foi o lanterna do seu grupo na Segunda Divisão:

Até que finalmente, em 2022, disputou a Segunda Divisão, terminando em 7º no seu grupo a penúltima colocação!

Em 2023, aparentemente abandonou o profissionalismo e deve limitar-se às categorias de base, oficializando um incrível recorde: o de nunca ter vencido como mandante!
Então nos dirigimos até o Estádio Municipal José Mapa Filho para tirar a zica desse campo!

A entrada com as bilheterias já tiveram dias mais honrosos…

Olha como ela era:

Lá dentro, uma grata surpresa: um estádio muito acertadinho com grandes arquibancadas em ferro!

Olha aí o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Hora de um role pelo estádio conosco:

Os bancos de reserva:

O sistema de iluminação segue por lá!

Mais um olhar nas arquibancadas do Mapão, antes de ir embora!

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O futebol em 3 Corações: o AC Três Corações, o CA Tricordiano e o Estádio local

Em junho de 2023, fomos assistir um jogo do Santo André pela série D, contra o Athletic Club, em São João del Rei.

Fizemos 4 posts sobre o nosso rolê por São João del Rei, um para cada estádio que visitamos: Estádio Joaquim Portugal (do Athletic Club), Estádio João Lombardi (Minas FC),Estádio Paulo Campos, (Social FC e emprestado ao Figueirense EC) e Estádio Ely Araújo (do América RF)

Mas para chegar até lá, foi uma longa estrada, e para torná-la mais animada, entramos em Três Corações para conhecer a cidade onde nasceu o rei Pelé e que graças a isso, a cada dia tenta se aproximar mais do futebol.

Segundo o mapa de ocupação indígena “Native Land“, a região que viria se tornar Três Corações era ocupada por indígenas Puri que acabaram fugindo, expulsos ou mortos pelos europeus e bandeirantes que passaram a ver Minas Gerais como a possibilidade de fácil enriquecimento.

Em 1737, o ouvidor Cipriano José da Rocha informa que existem pontos de mineração na região do “Rio Verde”, levando pessoas, como o português Tomé Martins da Costa a buscar ouro ali.
Em 1832 é instalada a freguesia dos Três Corações do Rio Verde, elevada à Vila em 1860.
Em 1884, a Vila recebe a visita do Imperador D. Pedro II para a inauguração da polêmica estrada de ferro Minas & Rio, que ia até Cruzeiro-SP.

Três meses depois, em 23 de setembro de 1884, a Vila foi elevada à cidade, chamada apenas de “Três Corações” a partir de 7 de setembro de 1923.
Em 23 de outubro de 1940 nasce aquele que seria o filho mais conhecido da cidade: Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé!

E nos anos seguintes, a cidade cresceu bastante e hoje vivem lá quase 80 mil pessoas.

O futebol na cidade também nasceu cedo: em 13 de setembro de 1913, era fundado o Atlético Clube Três Corações.

A cor vermelha e suas iniciais (na época “Atlético Futebol Clube“) eram uma homenagem ao América do Rio de Janeiro. Tempos depois, o nome do time passou a ser “Atlético Clube Três Corações“.

O time passa a jogar com adversários da região, como o da cidade vizinha de Varginha. A primeira partida, em 1914, foi marcada por muita confusão e pancadaria (o Atlético venceu por 2×0).

Em 1941, a Liga Esportiva Tricordiana (LET), conquista a Taça Guaraína, a mais importante competição do sul de Minas Gerais. Naquele time jogava Dondinho, pai do Pelé.

De 1941 até 1966, manteve-se no amadorismo, conquistando em 1960, o Torneio sul-mineiro.

Em 1966, inaugura a sua sede social e, no ano seguinte, em 1967 estreia no profissionalismo, ficando em 5º lugar em seu grupo, o da Zona Sul.

Em 1968, termina em 4º no seu grupo:

Assim como em 1969:

Em 1970, disputa o Campeonato Mineiro da Primeira Divisão e consegue manter-se aí por alguns anos.

Destaque para a campanha de 1972, quando termina na 4ª colocação!

Em 1974, o time vai mal e se licencia do profissionalismo até 1977 quando joga o Módulo II, terminando em 5º lugar. Em 1980, disputa a 1ª divisão (11º lugar entre 21 participantes).
Sua próxima participação é em 1986, quando sagra-se Campeão Mineiro da Segunda Divisão,

O time virou até matéria na Revista Placar!

Em 1987, o time termina na penúltima colocação e volta à segunda divisão, onde fica até 1992 quando novamente é campeão desta divisão!

O time disputa mais duas edições da Primeira Divisão (1993 e 94).
Em 95 disputa a segunda divisão e paralisa suas atividades até 1998, quando volta na Terceira Divisão.
Mesmo indo mal, volta para a segunda divisão em 1999 onde fica até 2006, quando passa por uma fase tão ruim que decidem encerrar as atividades.

Mas, os diretores do time tiveram uma ideia: e se pudessem começar de novo? Sem dívidas nem problemas, nascia em 13 de agosto de 2007: o Clube Atlético Tricordiano, que seria a sequência do futebol na cidade!

Assim, o Clube Atlético Tricordiano herda as cores e a torcida do antigo Atlético e estreia no futebol profissional em outubro de 2008, na 2º Divisão, terminando a competição na 4ª colocação.

Em 2009, o CA Tricordiano conquista o acesso para o Módulo II do Campeonato Mineiro, ficando na 3º colocação, com a melhor média de público da competição, cerca de 1.800 torcedores por jogo sendo que na decisão mais de 6 mil pessoas foram ao Estádio Elias Arbex, na vitória por 2×0 contra a Unitri. Foto do incrível Jogos Perdidos:

Em 2010, o CA Tricordiano faz sua estreia no Módulo II, porém acabou punido com a perda de 4 pontos, terminando a competição na 5ª colocação (com os pontos perdidos, estaria em ).

Em 2011, o CA Tricordiano classificou-se para o quadrangular final, brigando pela vaga e perdendo o aceso à Primeira Divisão em casa contra o Ituiutaba.
Em 2012, disputa o Módulo II e por pouco não vai parar na 2º divisão.
Em 2013 tem um desempenho melhor, mas sem grande destaque.
Em 2014 mais uma vez teve chances de subir para o modulo I, mas acabou batendo na trave.

Enfim, chega 2015, o ano do acesso!

Vale a pena ler um texto fodástico que fala do sentimento de amor ao time local, chamado: Não é ódio pelo futebol moderno, é que o Rudimar é maior que o Pelé, que fala sobre a realidade social da cidade e sua relação com o futebol.

Em 2016, estreia no Módulo I do Campeonato Mineiro, terminando em um honroso 7º lugar.

Infelizmente, em 2017, acabou rebaixado para o Módulo II do Campeonato Mineiro com uma campanha sem nenhuma vitória 🙁

Em 2018, uma campanha mediana no Módulo II e em 2019, uma série de problemas, entre eles a interdição do Estádio Elias Arbex, fizeram o time abandonar a disputa do Campeonato, e assim acabou rebaixado à Segunda Divisão, além de ser suspenso de competições oficiais por 2 anos.
Assim termina a participação do Tricordiano no futebol mineiro, porém…

Os diretores novamente se perguntam… E se pudessem começar tudo de novo?

Assim, o Atlético Três Corações ressurge e volta a ocupar a posição de time da cidade, disputando a “Segunda Divisão” (nome dado ao terceiro nível do Campeonato), onde está até hoje.

E toda essa história teve como palco o Estádio Elias Arbex, que até pouco tempo atrás tinha essa cara:

A cara mudou pois, desde 2023, o Estádio homenageia em seu nome o rei Pelé:

Fomos até lá para registrar um pouco do Estádio, a começar pelo portão de entrada:

Fomos recebidos por dos responsáveis pelas categorias de base do Atlético.

E aí está a bilheteria do estádio:

Aqui, a lateral do Estádio:

Mas vamos dar uma olhada na parte interna para conhecer um pouco da realidade do futebol de Três Corações:

O Estádio é incrível! Tem uma linda estrutura. Olhando da arquibancada coberta, aqui pode se ver o meio campo:

O gol da esquerda:

E o gol da direita:

Olha a faixa da torcida:

Ah, outra alteração em homenagem ao rei Pelé foi a inserção das coroas nos corações de seu distintivo:

A arquibancada coberta é mesmo linda!

E lá vai o Atlético contar uma nova história na terra do rei…

No Estádio, encontrei essa linda homenagem feita em 1984:

Existe uma loja dentro do estádio, mas infelizmente estava fechada 🙁

Olha que charmoso é o estádio:

O gramado está muito bem cuidado e pelo que entendi, recebendo os jogos da base.

Enfim, mais uma história registrada e mais um estádio incrível visitado!

Que a torcida siga fazendo dele um dos espaços de convivência que misturam o povo da cidade, ricos ou pobres, pretos ou brancos….

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Colorado Caieiras FC 2×0 FC Ska Brasil

Domingo, 21 de maio de 2023.
Nosso destino nesse domingo matinal é a cidade de Caieiras para acompanhar mais uma partida da série B do Campeonato Paulista.

Mas antes de falar sobre o jogo, vamos relembrar um pouco da história da cidade e do futebol local!

Praticamente colada à cidade de São Paulo, o teritório de Caieiras foi ocupado principalmente por tupinikins mas também por outros grupos indígenas até que os portugueses começaram a formar a cidade de São Paulo.
A partir daí, as aldeias que não se deixaram incorporar pela nova ocupação foram se dirigindo cada vez mais para o interior, abandonando suas terras.
Somente no século XIX houve o início da ocupação de Caieiras, graças a uma fazenda ao longo do Rio Juquery-Guaçu que iniciou a produção de cal, em fornos como esse:

Os primeiros moradores do novo povoado foram em sua maioria imigrantes italianos.
Em 1883, é inaugurada a Estação Ferroviária Caieiras, que atualmente está tombada pelo CONDEPHAAT.
Aqui, a estação em 1926:

Em 1890, teve início a fabricação de papel, com a Companhia Melhoramentos de São Paulo e desde então, a natureza local é formada basicamente por floresta de pinheiros e eucaliptos para alimentar a indústria.
Em 1958, surge oficialmente Caieiras, emancipada por meio de um plebiscito.

O futebol em Caieiras começou no início do século XX.
Segundo a página Caieiras Antiga, esse seria o primeiro time, em 1923:

O Colorado Caieiras é a quinta equipe da história de Caieiras a disputar competições oficiais.
A primeira delas foi o Club Recreativo Athletico Ítalo-Brasileiro (CRAIB), fundado em 1º de junho de 1925, quando Caieiras ainda era um distrito de S˜ão Paulo (distintivo do site História do Futebol).

Em 1932, disputou a Primeira Divisão da APEA (importante reforçar que embora leve esse nome, este era o segundo nível do campeonato), terminando em 2º do seu grupo (apenas o primeiro – no caso, o Lusitano FC – se classificaria para a final). O CA Albion, do outro grupo, foi o campeão.

Em 1933, o CA Ítalo-Brasileiro foi o campeão do seu grupo, perdendo a final para o time da Fábricas Orion.

Em 1934, acabou em 7º lugar.
Com a segunda guerra, o time muda de nome para Brasil Futebol Clube, cuja sede ficava no Monjolinho.
E pouco se sabe do time, uma vez que abandonou as competições oficiais. Aqui um registro do time nos anos 50:

Este o time de 64:

A segunda equipe na verdade apenas usou a cidade como sede: o Sport Club Paulista. Distintivo direto do site Escudos do Mundo Inteiro:

O time foi fundado em 13 de abril de 2000 como Sport Clube Campo Limpo Paulista, na cidade de Campo Limpo Paulista.

Assim, em 2001, jogando em Caieiras, o SC Paulista fez uma ótima campanha pela série B3, terminando a primeira fase em 2º:

Também termina a segunda fase em 2º lugar.

Acaba eliminado na semifinal pelo Corinthians B, após um empate em Caieiras por 2×2 e uma derrota na capital por 2×0.
Ainda assim, conquista o acesso à série B2 de 2002, onde fez uma campanha muito ruim, terminando em 14º lugar.
Em 2003, retornou a Campo Limpo Paulista reassumindo seu nome antigo.
Mas neste mesmo ano, a cidade teve seu 3º time disputando as competições profissionais: o Força Esporte Clube.

O Força Esporte Clube foi fundado em 16 de maio de 2001, como um desdobramento do movimento sindical para o esporte.
Em 2003 estreou em competições profissionais, e começou bem. Classificou-se em 2º lugar na primeira fase…

E termina a segunda fase em 1º, conquistando o título da Série B3!!

Em 2007, jogou a Bezinha (essa mesma onde hoje está o Colorado Caieiras) e conquistou o acesso, terminando na 3ª colocação.

Em 2010 acaba rebaixado e se licencia do futebol.

A 4ª equipe de Caieiras a disputar competições profissionais foi o Caieiras Esporte Clube, fundado em 4 de março de 2016.

Ainda em 2016, o Caieiras EC disputou a 1ª edição da Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista, mas o time não chegou a disputar as competições organizadas pela Federação Paulista.

Assim, chegamos ao 5º clube de Caieiras a disputar competições oficiais e o foco da nossa visita de hoje ao Estádio Municipal Carlos Ferracini: o Colorado Caieiras FC!

O Colorado Caieiras Futebol Clube LTDA foi fundado em 2019 e filiado à Federação em 2021, disputando no mesmo ano o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, e assim como os demais times da cidade, citados acima, manda seus jogos no Estádio Municipal Carlos Ferracini, e por isso, fomos lá conhecê-lo!

O estádio fica numa baixada: do lado direito é a entrada para os visitantes, subindo um escadão lá pelo lado esquerdo, temos a entrada dos torcedores locais!

Olha aí a antiga bilheteria! Mas hoje compramos os ingressos ali na sede do clube mesmo.

E não é que a Mari levou o pé quebrado pra passear…

E outra presença importante são estas duas gerações responsáveis pelo incrível canal Interior Total!

Olha como ficou da hora o trabalho deles neste jogo:

Vamos dar uma geral no Estádio?

Algumas placas indicam obras realizadas nos anos 90, mas o Estádio Municipal Carlos Ferracini foi inaugurado em 10 de abril de 1980, tendo como primeira partida a vitória do time amador SAFUL (Sociedade Atlética Famílias Unidas de Laranjeiras), fundado em 7 de setembro de 1975, por 2×1 contra o time do EC Luso Brasileiro, do Bairro do Serpa.

Olha que lindo o distintivo do time ao lado dos brasões da Federação e da cidade!

Em campo, o então último colocado recebia nada mais do que o líder do campeonato, vindo de Santana de Parnaíba com um incrível retrospecto, invicto até então.

O estádio está muito bem aparelhado, tem até um espaço para garantir as transmissões esportivas.

Registramos o lado esquerdo do campo:

O meio campo:

O lado direito:

Confira comigo no replay esse olhar pelo campo:

E vale também curtir um pouco da batucada da torcida local!

Falando do jogo, o Colorado Caieiras fez 2×0 em menos de 20 minutos (Thomas e Matheus fizeram os gols) e botou o Ska Brasil pra correr atrás do resultado.

A partida se transformou em ataque contra defesa.
Com um a menos, os mandantes se defendiam e tentavam de tudo para manter o placar e conseguir a primeira vitória na competição.

E a gente esteve aí presente pra tentar eternizar (ao menos enquanto a Internet persistir…) esse dia!

Um ponto negativo é que a capacidade do Estádio Carlos Ferracini é de pouco mais de 6 mil torcedores, mas nesta manhã, menos de uma centena de pessoas decidiram pagar ingresso e assistir à partida.
Infelizmente, o que parece cada vez mais é que o brasileiro esqueceu sua paixão pelo futebol, e preferiu passar a manhã em casa, ou em outro lugar…

A torcida visitante também não se fez muito presente, mesmo tendo uma distância pequena entre Santana de Parnaíba e Caieiras.

Além de um dia ensolarado, as nuvens também deram um visual único ao estádio:

Um ponto interessante é que o estádio tem alguns pontos que dá pra galera assistir o jogo do lado de fora!

Lá do outro lado da arquibancada também é possível ter uma visão do campo, mesmo atrás do alambrado que cerca o estádio.

O 2º tempo foi praticamente ataque contra defesa, mas o bom goleiro do Colorado Caieiras garantiu os 3 pontos.

E como trabalhou o goleiro do Colorado Caieiras… Boa revelação!

O time do Ska Brasil fez de tudo, mas não conseguiu sequer diminuir o placar.

Matheus que foi expulso após o segundo amarelo acabou indo assistir a partida na arquibancada.

Fim de jogo, tempo pra aplaudir o time e quem sabe torcer por uma recuperação no decorrer do Campeonato…

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Série B do Campeonato Paulista 2023: Independente FC 0x2 Mogi Mirim EC

Domingo, 14 de maio, dia das mães, mas elas sabem que podem esperar, afinal é dia de dar um rolê até Limeira, e registrar a partida entre o Independente de Limeira e o Mogi Mirim, no Estádio Comendador Agostinho Prada, o “Pradão”.

Peguei meu ingresso ali na secretaria mesmo, mas está aí a antiga bilheteria:

O Estádio é a casa do Independente FC, fundado em 19 de janeiro de 1944.

Antes de entrar, vamos dar uma olhada em dois troféus que estão ali na secretaria do clube.

Esse mais recente é do vice campeonato da série A3 de 2014:

O time começou sua história disputando amistosos e torneios regionais, mas em 1972, passou a jogar o profissional, estreando no Campeonato da Segunda Divisão (que equivale à terceira divisão).
Em 1973, foi campeão deste campeonato, conquistando direito a disputar a Divisão Intermediária (o segundo nível do campeonato), porém não pôde jogar porque seu estádio tinha limite para 2 mil torcedores.
Em 1975, houve uma mobilização da cidade para construir as arquibancadas do Estádio Municipal Agostinho Prada, o Pradão, aumentando sua capacidade para 10 mil lugares.

Então pra quem tem curiosidade de saber como é o estádio, vem comigo no caminho pra arquibancada do Pradão!

Quanto custou o ingresso? R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia entrada.

Que bela manhã para uma partida!

Ideal para encontrar os amigos, familiares e até mesmo o companheiro de quatro patas!

Sinta um pouco o clima da arquibancada:

Quem deu o tom na bancada durante a partida foi o pessoal da Galo Beer!

Sempre que alguém critica as organizadas eu lembro que se não fosse por elas, os estádios atuais estariam muito desanimados.

A arquibancada estava bem bonita e com um ótimo clima!
Ainda que o público não tenha sido dos maiores ( uma realidade do futebol brasileiro, principalmente no quarto nível do Campeonato Paulista), acompanhar o Independente FC em campo é um passeio que agrada diferentes perfis: da turma mais velha aos mais novos, meninos e meninas…
As famílias de Limeira tem no Pradão a certeza de um rolê que permite momentos de interação cada dia menos comuns nesse mundo tão corrido…

Outro ponto curioso, é que o Estádio Comendador Agostinho Prada tem uma área bacana, e permite a presença na área lateral e também atrás do gol lá próximo ao bar. Foi de lá que eu fiz essa foto:

Na outra lateral, a área dedicada à imprensa, diretoria e demais convidados especiais.

Mais um estádio incrível com uma linda história e que merece mais apoio e maior presença do público.

O Independente é um time que mantém uma forte base de torcedores. Surpreende o número de pessoas com a camisa do time!

Aqui, o gol da direita:

O gol da esquerda:

O meio campo:

Muito bacana poder participar de um dia desses.

Olha os bancos de reservas:

O time do Independente começou o jogo nervoso e em uma falta da intermediária, o goleirão espalmou uma cabeçada para dentro da área e o atacante do Mogi Mirim não perdoou: Sapão 1×0.
Com o gol eu encontrei a torcida do Mogi, não láááá atrás do gol, mas na lateral.

Fim do primeiro tempo e é hora de conhecer o bar do Estádio Pradão.

E nem as lindas faixas da torcida local, ajudaram… Mesmo enquanto o Independente jogava melhor, o Mogi fez 2×0 e praticamente matou o jogo…

A diretoria do time local (parece que eram eles) ficou louca lá naquela área do “predinho”.

A torcida deu uma desanimada, mas manteve o apoio até o fim.

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O futebol profissional em Bataguassu-MS

No feriado de 15 de novembro de 2022, fizemos um incrível rolê de Santo André até Bataguassu-MS.
Veja os posts já feitos sobre as primeiras cidades dessa viagem:
1) Estádio Municipal Tonico Lobeiro, na cidade de Óleo
2) Estádio Gilberto Moraes Lopes, em Piraju
3) Estádio Municipal Clube Ferroviário em Bernardino de Campos
4) Estádio Municipal Arnaldo Borba de Moraes, em Ipaussu
5) Estádio do Clube Atlético Ourinhense e o Estádio Djalma Baia, em Ourinhos
6) Estádio Romeirão, em Ribeirão do Sul
7) Estádio Manoel Leão Rego e Estádio Miguel Assad Taraia, em Palmital
8) Estádio Francisco Guímaro, “O Pirangueiro“, em Presidente Epitácio

Vamos agora mostrar nossa visita à Bataguassu, a cidade do outro lado do rio Paraná, já no estado do Mato Grosso do Sul e o destino mais distante alcançado nesta viagem!

Estávamos a apenas 325 km da capital Campo Grande, que é um lugar que sonho conhecer!

Curta um pouco a sensação de passar por um verdadeiro gigante de água, quase 3 km entre as margens do Rio Paraná:

É uma experiência única ver esse rio gigante e vivo!

Passeando por este Brasil indígena, mais uma vez chegamos a um território densamente povoado pelos povos originários no passado e que acabou passando por uma grande e dolorosa mudança para se tornar o que é hoje.
Para conhecer mais sobre a presença indígena no Mato Grosso do Sul, vale ler o artigo “Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul” e assim sonhar com os Xaray, Ortues, como os Tiyue e os Yayna que viviam na região do rio Paraná. (Ilustração dos Xaray de Schmidel, 1903

As origens da cidade datam do início do século XX, quando Manuel Costa Lima decidiu explorar o sertão do Mato Grosso do Sul rumo à fronteira com o estado de São Paulo, atingindo as margens do rio Paraná, onde foi fundado o distrito de Porto XV de Novembro, conhecido atualmente por seus artesãos e artesãs.
Leia aqui um pouco sobre a história deles e descubra porque na verdade esse é o “novo” porto XV.

Naquela época, se atravessava o rio Paraná em canoas e havia uma balsa para transportar o gado, que surgiu do vapor “Carmelita”, até que em 1953 se inaugurou a estrada que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo.
E é aí que o tcheco Jan Antonín Bata (o “rei do calçado” que veio ao Brasil fugindo dos nazistas) funda Bataguassu.
Bata em tcheco é sinônimo de energia, trabalho, cooperação e honra.

Ali, se construiram as primeiras casas, um armazém e um pequeno templo católico, no centro de onde hoje se encontra a Praça Jan Antonin Bata.

Estivemos lá e é um lugar simples mas bem cuidado, com algumas obras para lembrar às pessoas sobre a relação do estado com o pantanal.

Em 1953, o governador do estado de Mato Grosso, Fernando Correia da Costa visitou Bataguassu e prometeu sua emancipação política, elevando a vila foi elevada à Município. Em 1977, o governo militar oficializa um novo estado: o Mato Grosso do Sul e Bataguassu passa a fazer parte dele.

Com o desenvolvimento de Batagassu, o futebol aparece, inicialmente improvisado em gramados espalhados pela cidade e depois passando a organizar partidas e campeonatos amadores.

Vale lembrar que já estivemos em dois estádios no Mato Grosso do sul, um em Três Lagoas, o Estádio Benedito Soares Mota, conhecido como “Madrugadão” veja aqui como foi.

E outra em Aparecida do Taboado, no Estádio Municipal Pereira de Queiroz, mais conhecido como Pereirão, veja aqui como foi.

Mas falando do futebol de Bataguassu, nosso objetivo era conhecer e registrar o Estádio Municipal “João Pereira de Souza”, que foi a casa dos times da cidade que disputaram o campeonato profissional do Mato Grosso do Sul.

Inaugurado no início dos anos 80, na gestão do prefeito Adonel Elias Barbosa, um entusiasta pelo futebol, o estádio serviu de casa para o futebol amador e para os 3 times da cidade que disputaram as competições profissionais do Mato Grosso do Sul:

A Associação Atlética Bataguassuense foi o primeiro time da cidade a disputar a série B do Campeonato Sul-Matogrossense profissional.

Fundada em 1987, a AA Bataguassuense jogou a Série B do Campeonato Sul-Matogrossense do ano de sua estreia, veja os participantes:

Participou também da edição da segunda divisão sul-matogrossense de 1988.

Mas estas foram suas únicas participações no profissionalismo. Depois retornou ao futebol amador, onde em 1992, voltou a sagrar-se campeão:

Nos anos 90 foi a vez de um novo time surgir na cidade: o Esporte Clube Corinthians de Bataguassu.

Fundado em 14 de junho de 1991, o EC Corinthians fez história ao chegar às quartas de final do Campeonato Sul-Mato-Grossense de 1999, sendo eliminado pelo Comercial de Campo Grande.
Veja as partidas dessa campanha (fonte: Futebol Nacional):

14 de março: EC Corinthians 2×1 Operário AC
21 de março: Ivinhema EC 1×2 EC Corinthians (O Ivinhema acabou desclassificado)
28 de março: EC Corinthians 2×2 Nova Andradina
4 de abril: Ubiratan 2×1 EC Corinthians
11 de abril: EC Corinthians 1×1 Independente
18 de abril: Maracaju 2×2 EC Corinthians
1 de maio: EC Corinthians 1×0 Maracaju
9 de maio: Nova Andradina 1×0 EC Corinthians
16 de maio: Operário AC 1×1 EC Corinthians
23 de maio: EC Corinthians 1×1 Ubiratan
30 de maio: Independente 1×7 EC Corinthians

Nas quartas de final enfrentou o forte Comercial e acabou desclassificado após 2 empates:

27 de junho: EC Corinthians 2×2 Comercial
4 de julho: Comercial 1×1 EC Corinthians

Olha aí o Betinho, goleiro do time de 1999:

Em 2000, mais uma incrível campanha (fonte: Futebol nacional):

19 de março: EC Corinthians1×0 Ladário
26 de março: Misto 0x1 EC Corinthians
2 de abril: EC Corinthians 0-0 Paranaibense
9 de abril: CENE 0x1 EC Corinthians
16 de abril: EC Corinthians 1×1 Riachuelo
29 de abril: Riachuelo 1×2 EC Corinthians
1º de maio: Ladário 2×1 EC Corinthians
7 de maio: EC Corinthians 3×1 Misto
14 de maio: EC Corinthians 5×1 CENE
21 de maio: Paranaibense 2×1 EC Corinthians

O time chegou às quartas de final contra o Moreninhas:
28 de maio: Moreninhas 2×1 EC Corinthians
4 de junho: EC Corinthians 2×0 Moreninhas

Assim, o EC Corinthians chegou à histórica semifinal contra o Ubiratan, quando perdeu a oportunidade de chegar à final:
11 de junho: Ubiratan 1×0 EC Corinthians
18 de junho: EC Corinthians 1×1 Ubiratan (esse jogo terminou em tumulto, mas não encontrei maiores detalhes).

Em 2001, não disputa o campeonato, voltando em 2002, novamente batendo de frente com os mais fortes do estado. (Fonte: bola na área).

Veja a campanha do Corinthians em 2002 (fonte: Bola Na Área):

03 de marçoEC Corinthians 3×1 Misto
10 de março – Paranaibense 2×1 EC Corinthians
17 de março – Chapadão 2×2 EC Corinthians
24 de março – EC Corinthians 1×1 Cassilandense
10 de abril: Misto 2×2 EC Corinthians
14 de abril: EC Corinthians1×1 Paranaibense
21 de abril: EC Corinthians 1×1 Chapadão
28 de abril: Cassilandense 7×0 EC Corinthians

E olha a camisa do time, que bonita! Fonte: Museu do futebol.

Essa foi a última participação do time no futebol profissional, e em 2006, surge um novo time para representar a cidade no futebol profissional: a Associação Atlética Bataguassu.

Participou do Campeotnao Sul-Matogrossense da segunda divisão de 2006 e 2007. Aqui a campanha daquele ano:

11/3 – Bataguassu 0x0 Misto
18/3 – União 2×1 Bataguassu
25/3 – Bataguassu 1×4 Camapuã
8/4 – Bataguassu 0x2 União
15/4 – Misto 6×0 Bataguassu
22/4 – Camapuã WOx0 Bataguassu

Atualmente, o time manda seus jogos no Estádio Municipal Sebastião Taboca, em Porto XV.

Mas os 3 times já tiveram como casa no futebol profissional o Estádio Municipal de Bataguassu. E olha que linda vista aérea, que encontrei no site da prefeitura:

Vamos dar uma olhada em seu entorno:

Beirando os seus 40 anos, o Estádio Municipal “João Pereira de Souza” recebeu algumas reformas, mas pelo que entendi ainda falta finalizar a fachada de entrada, veja como ela estava em 2022:

E aqui, a previsão de como ficará:

Em 2017, uma chuva levou sua cobertura:

Sua capacidade é de 5 mil torcedores.

No dia de nossa visita, a arquibancada coberta estava bem bonita, sem sinal dos problemas da chuva.

Mais uma imagem que reforça a reforma promovida pela prefeitura:

Aí o gol do lado direito:

O do lado esquerdo:

E o meio campo:

Olha os bancos de reservas:

E aqui, o segredo para fotos com portões fechados:

Ainda tem muita coisa que queremos conhecer no Mato Grosso do Sul, espero voltar um dia e com mais tempo…

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Uma manhã de reencontros em Araras – 2a Divisão do Campeonato Paulista 2022

Domingo, 8 de maio de 2022. Dia das mães. Dona Leny ganharia seu presente e uma visita a tarde, porque pela manhã, o domingo foi dedicado à Segunda Divisão do Campeonato Paulista (também chamado de “série B”), para acompanhar União São João versus Amparo Athlético CLub.

Era hora de reencontrar com um estádio que passou os últimos anos vazio, com o seu time licenciado… Mas também foi a oportunidade de rever o Joey, um grande amigo que, pasmem, não reencontrava há 20 anos (como é que ficamos tão velhos de repente???)

O Joey é mais um amigo que nasceu na cena punk mas que também enxerga outras conexões com a sociedade, seja o futebol, a culinária (ele é um chef vegano de primeira!), a educação, o futebol e também a literatura. Tanto, que nessa pandemia ele lançou um livro incrível de contos e poesias que se você quiser conhecer é fácil:

Eu aproveitei pra pegar o meu “em mãos”.

Vale dizer que acabamos nos encontrando praticamente na hora do jogo, sem grande planejamento. A caminho do estádio eu mandei mensagem o convidando pra aventura e como ele mora na região, topou na mesma hora!! E lá fomos nós pra mais uma aventura boleira!

O preço desse reencontro foi bem tranquilo… A meia entrada para estudantes (eu estou me formando em história!) e professores (o Joey além de tudo é professor!) era de R$ 5. E como eu estava de visita, o Joey pagou kkkk, valeu, mano!

Vale lembrar que o “Alviverde” de Araras estreou em casa contra o Independente de Limeira, então o reencontro da torcida com o time se deu naquela partida que terminou em empate por 1×1.

Infelizmente, eu acho que a cada ano que passa, a paixão do brasileiro por futebol diminui um pouco. Confesso que torcia para ter problemas para conseguir ingresso, já que chegamos atrasados… Mas… foi tudo bem tranquilo… A presença do público estava interessante, mas abaixo do que merece um time de tamanha tradição…

Pelo menos, havia uma “banquinha” vendendo as camisas e bonés do time (cada vez mais o futebol me lembra a cena punk e suas banquinhas!).

Vamos sentir o clima do estádio:

Claro, e velhas paixões parecem ter despertado novamente, seja pela presença de torcedores das antigas (esse aliás, eleito pelo nosso blog como o casal mais da hora do estádio!)…

Assim como a camisa do torcedor, uma verdadeira relíquia, que estava aguardando ansiosamente a hora de retornar ao Estádio Hermínio Ometto (essa camisa é mais antiga que o próprio estádio!):

Pra quem não conhece, o Estádio Doutor Hermínio Ometto, inaugurado em 1988, possui uma estrutura muito bacana. A começar pela área coberta, situada na lateral do campo.

O estádio possui capacidade para mais de 22 mil torcedores, mas depois das readequações que todos os estádios tiveram que passar, o número oficial baixou para pouco mais de 16 mil, isso porque possui um anel de arquibancadas que vai lá do outro lado, onde ficam os visitantes…

Passam ali, atrás do gol…

Até chegar no lado “de cá”, onde fica a torcida local.

Falando sobre a torcida local, fomos conversar com o Régis, da Torcida União Alviverde sobre suas expectativas quanto ao retorno do time ao futebol profissional:

Em campo, a vida do União São João não estava fácil… Espero que a torcida entenda que é natural um tempo de adaptação nesse retorno ao profissionalismo. Mas um chute rasteiro no canto do goleiro do União fez o pessoal de Amparo comemorar o 1×0. No vídeo abaixo eu me atrapalhei porque estava falando sobre o time do Atibaia com o Joey kkkk!

Se você está aqui só pelo placar… Já entrego que o União perdeu por 3×0… Aí estão os gols pelo link do pessoal do Nikão Sports:

Por mais que o resultado seja uma das coisas mais importantes para todo torcedor, eu ainda vejo o futebol de um modo mais “institucional”… O simples fato da torcida poder voltar ao estádio em Araras já devia ser a comemoração deste ano. Os resultados podem vir com o passar do tempo.

O segundo tempo veio e a torcida se mostrou satisfeita em ver algumas substituições do time que saiu jogando:

Olha aí a faixa do “Leões da Montanha“, a torcida organizada do Amparo Athlético, time do amigo João Pagan.

Ah, faltou falar do bar, que fica ali embaixo das cadeiras cobertas!

O dia de calor (no mesmo dia em que fazia um frio danado na capital e no ABC) fez com que a turma local gastasse umas boas moedas em bebidas!

Se o União São João perdeu em campo, eu acho que na arquibancada podemos considerar que houve uma vitória… Ok… não foi uma goleada, mas as pessoas estavam ali… Jovens, crianças, mulheres… Parece que existe sim uma chama verde no coração de parte da cidade…

Que as organizadas possam manter esse amor e esse apoio, cantado durante a partida… Que mais pessoas possam se dar a chance de se apaixonar pelo time da cidade…

Caso alguém tenha duvida da força e da glória do time, e do potencial que o futebol em Araras tem, basta uma olhada na sala de troféus que fica ali abaixo da arquibancada coberta…

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O futebol em Suzano

O Campeonato Paulista 2021 está pra começar e mais uma vez, questões administrativas (da Prefeitura), o EC Santo André vai ter de mandar seus jogos fora do Estádio Municipal Bruno José Daniel. Estádio Municipal Bruno José Daniel Em 2019, mandou o clássico contra o São Caetano pela Copa Paulista em Suzano, no Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, popularmente conhecido por Suzanão e aproveitei o rolê pra registrar mais uma vez o estádio! Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Mais uma vez, porque já estivemos lá, há alguns anos acompanhando um jogo do ECUS contra o Barretos pela série B do Campeonato Paulista, veja aqui como foi. Estádio Suzano Suzano fica na Região Metropolitana de São Paulo, no “Alto Tietê”: Mapa do alto Tiete Sua história começou quando o padre jesuíta Francisco Baruel, no século XVII chegou à região para apaziguar as guerras entre os índios Pés Largos e os Guaianases (representados na gravura abaixo), por meio da catequização (!). Gravura dos índios Guaianazes Logo se formou um povoado: Nossa Senhora da Piedade de Taiaçupeba. Séculos depois chega a Estrada de Ferro e a estação local originalmente chamada de Guaió ajudou a aumentar o fluxo de pessoas pela região. (foto do Portal do Tietê que registra a história da cidade). Aliás, o nome “Suzano” foi homenagem ao engenheiro Joaquim Augusto Suzano Brandão, que trabalhou nas obras da estação. Estação Suzano Na sequência do século XX, chegam à cidade os primeiros imigrantes japoneses e depois italianos. Com seu crescimento, em 8 de dezembro de 1948, Suzano atingiu a condição de município, emancipando-se de Mogi das Cruzes. O futebol sempre foi importante na cidade, prova disso são os times que disputaram os campeonatos profissionais da Federação Paulista. Começamos falando do Suzano FC, fundado em 1 de outubro de 1933. Suzano Fc O Suzano FC jogava nas terras de Carlos Rodrigues de Faria, Armênio Simões e Manoel Moreira de Azevedo, hoje a praça dos Expedicionários. Praça dos Expedicionários Praça dos expedicionários - Suzano O time passou boa parte da vida nas disputas amadoras e rivalizando com times da região como o União Mogi e o Vila Santista, de Mogi das Cruzes, o Corinthians e o Poaense (o distintivo abaixo), de Poá, entre outros. AA Poaense Com o tempo, o Suzano FC conseguiu um terreno, onde atualmente está o atual Ginásio Municipal de Esportes Paulo Portela, e lá construiu sua sede, tornando -se referência na cidade e na região fazendo Suzano ficar conhecida por conta do futebol. Logo, o time passou a disputar o Campeonato de Futebol Amador do Estado, e mais uma vez fez historia ao ser por 3 vezes campeão da segunda fase, onde jogava com os times de outras regiões. Em 1981, o Suzano FC tornou-se o primeiro de Suxzano a disputar uma competição profissional da Federação Paulista: a Terceira Divisão (equivalente à série A3) de 1981. Suzano FC 1981 Logo em seu primeiro ano, conquistou o direito de disputar a série A2 de 1982, jogando o Grupo Preto. Campeonato Paulista - Série A2 - 1982 Em 1983, mais uma vez disputou a segunda divisão (a série A2 da época) no Grupo Preto. Campeonato Paulista - Série A2 - 1983 Aqui uma imagem do jogador Elias Dourado, no time, em 1983: Suzano FC 1981 O Suzano FC voltou à série A3 de 1984 e 85. Esse foi o time de 1984: Suzano FC - 1984 Outro time que faz história em Suzano foi o Clube Atlético Paulista, fundado no bairro das Palmeiras, em 25 de janeiro de 1969 por trabalhadores rurais. Clube Atlético Paulista (Suzano)Um empresário que tinha uma fábrica de nome “Paulista” decidiu dar um apoio, e ainda resolveuo nome do time, que passou a disputar a Liga Municipal de Futebol de Suzano, levando seu primeiro título em 1974. O alvi verde de Suzano ainda ganharia respeito jogando contra grandes times do futebol amador dos anos 70 e 80, entre eles, ganhando o tradicional “Desafio ao Galo”. Com tamanho sucesso, a diretoria decidiu profissionalizar o CA Paulista em 1982, e pra isso construiu seu próprio estádio em uma área cedida pela prefeitura. Ali, enfrentou times importantes do futebol paulista, chegando a fase final da Terceira de 82, em sua primeira participação, onde ficou até 1987. Aqui, seus resultados na primeira fase da Terceira Divisão de 1985: Terceira Divisão 1985 Terceira Divisão 1985 A segunda fase, embora apresentasse os melhores colocados da primeira fase, tirou o CA PAulista da sequência do campeonato. Terceira Divisão de 1985 fase 2 Em 1988, o Suzano FC disputou a, então chamada Terceira Divisão (que na verdade equivalia ao quarto nível do futebol paulista). No ano seguinte, a prefeitura decidiu oficializar o apoio ao time e em 1989, o time se funde ao Suzano FC e muda de nome para União Suzano Atlético Clube, já disputando com esse nome a terceira divisão daquele ano. União Suzano Atlético Clube O União Suzano Atlético Clube se transforma num verdadeiro centro de esportes municipal atuando no vôlei e no basquete, além do futebol. O time adotou como mascote o javali! Mascote USAC Em 1992 conquistou a taça dos invictos pela terceira divisão (a Série A3 da época). Olha, que linda essa camisa que está na Fanpage do time: União Suzano Atlético Clube O namoro com a prefeitura durou apenas até meados dos anos 90, e a separação levou o time, em 1996 para a sexta divisão de profissionais (a série B2). No ano 2000, o mundo não acabou, mas foi quase, uma péssima campanha levou o USAC para a série B3, sendo rebaixado no grupo B do Campeonato Paulista de Futebol de 2000 – Série B2. Campeonato Paulista de Futebol de 2000 - Série B2 O USAC joga a série B3 de 2001, mas se licencia da Federação Paulista no ano seguinte ficando de fora das competições até 2006, quando regressa à Segunda Divisão (a série B do Campeonato Paulista, que equivale ao quarto nível estadual), até uma nova parada em 2016, quando licenciado da Federação Paulista, participou da 1ª Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista. USAC 2016 - Taça Paulista Em 2019, a equipe retornou à Segunda Divisão (Série B do Campeonato Paulista), onde se encontra até hoje (2021), sendo que em 2020, obteve a maior goleada da sua história (9×0 contra o Atlético Mogi). Veja aqui como foi. USAC 2020 Em paralelo à parte dessa história, precisamos falar do time da cidade, o Esporte Clube União Suzano, popularmente conhecido como ECUS. Esporte Clube União Suzano O time foi fundado em 25 de outubro de 1993, na época em que as relações da prefeitura não iam bem com o USAC (curioso que os fundadores dos dois times foram os mesmos). Logo o ECUS estava disputando competições de futebol e também vôlei, basquete, atletismo entre outros, adotando o leão como mascote, e como são do bairro do Jardim Colorado, surge o “Leão do Colorado“. Mascote ECUS Após 5 anos nas disputas amadoras, em 1998 o time profissionbaliza-se e disputa o Campeonato Paulista da Série B1B (quinto nível do futebol paulista daquele ano), fazendo um bom campeonato no seu primeiro ano, como mostram os números do RSSS Brasil. Campeonato Paulista - Série B1B 1998 O ECUS terminaria em sétimo lugar do grupo B: Série B1B - 1998 Com dois clubes da cidade no mesmo grupo, surge pela primeira vez o derbi, denominado de clássico dos gêmeos”. Em 1999, melhora sua colocação, terminando em sexto, mas não se classificando para as etapas finais. Capeonto Paulista Série B1B 1999 - Grupo B A partir do ano 2000 a divisão passa a se chamar “Série B2”, mas o ECUS não conseguiu melhorar seus resultados, terminando em décimo-primeiro lugar. CAMPEONATO PAULISTA - SÉRIE B2 - 2000 Em 2001, mesma colocação: Série B2 - 2001 Finalmente, em 2002, uma campanha digna de respeito: o título de campeão da Série B2, com a campanha abaixo (fonte: RSSS Brasil): Série B2 - 2002 1a fase - série B2 - 2002 No mata mata, o time foi guerreiro e soube ultrapassar todos os adversários para sagrar-se campeão! ECUS - Fase Final 2002 ECUS - Campeão Paulista Série B2 -2002 Assim, o ECUS passa a disputar a Série B1 do Campeonato Paulista, em 2003, onde logo em seu primeiro ano, quase conquista seu segundo acesso consecutivo! Série B1 - 2003 Série B1 - 2003 Na segunda fase, o Grêmio Mauaense sobressaiu, mas o ECUS não fez feio, terminando na 4a colocação. Infelizmente, somente os dois primeiros subiram para a A3. Campeonato Paulista Série B1 -2003 Campeonato Paulista Série B1 -2003 Em 2004, finalmente chega o acesso à série A3 (o terceiro nível do Campeonato Paulista), com uma bela campanha! Campeonato Paulista Série B1 - 2004 Campeonato Paulista Série B1 - 2004 Na fase final, a campanha não levou o título, mas pelo menos garantiu o acesso à série A3 de 2005 junto do Monte Azul (que foi o campeão, a Frroviária e o Grêmio Barueri). Campeonato Paulista - Série B1 -2004 Campeonato Paulista - Série B1 -2004 Infelizmente, fez péssima campanha na Série A3, sendo rebaixado de volta ao quarto (e agora último) nível do Campeonato Paulista: a Série B, onde permaneceu com campanhas medianas e fracas até 2015, quando se licenciou do profissionalismo e ficou até os dias atuais (2021) fora do profissionalismo. Em 2017, com os dois times licenciados, um jornal chegou a noticiar uma fusão entre os dois times que daria origem ao Sport Club Suzano, mas isso nunca chegou a sair do papel. Pra terminar de ilustrar este post, voltemos ao que nos levou até Suzano: o Estádio Municipal Francisco Marques Figueira! Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Como disse, estáamos ali para ver um jogo do EC Santo André e por isso, tive por companhia, meus amigos de sempre de arquibancada! Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Popularmente conhecido como Suzanão,o estádio pertence à prefeitura e tem capacidade para quase 5 mil torcedores, com arquibancadas nas duas laterais do campo. Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Aqui, uma olhada no gol da direita: Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Aqui, o gol da esquerda: Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano O estádio foi inaugurado em 2 de abril de 1982, numa partida entre o Suzano FC e a Portuguesa de Desportos, e os visitantes ganharam por 5×1, e agora, lá estávamos nós, quase 40 anos depois pra curtir o estádio local! Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Nesse dia, rolou um minuto de silêncio em homenagem ao atleta Agenor, que havia falecido naquela semana.

O Estádio estava muito bonito, todas as arquibancadas pintadas de azul e vermelho.

Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Aqui um vídeo que mostra mais do estádio:

Existe até uma pequena parte coberta da arquibancada:

  Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano As arquibancadas estavam bem vazias porque era um jogo no meio da tarde em plena quarta feira… Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano Ali ao fundo, o tradicional placar manual! Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano E é assim, entre amigos, e em meio a Copa Paulista, que vivenciamos um pouco desse lugar histórico para o futebol. Na esperança de que logo suas arquibancadas estejam cheias para a festa do povo de Suzano!   Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano

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Rolê 2018 pelo interior paulista: Adamantina (parte 11 de 27)

brasão de adamantina

Olá! Dando sequência à série de posts que estamos fazendo sobre as 27 cidades que visitamos para registrar seus estádios, chegamos agora à cidade de Adamantina, depois de Lençóis Paulista, Agudos, Gália, Garça, Vera Cruz, Oriente, Quintana, Osvaldo CruzRinópolis e Lucélia) e dois jogos da Bezinha (4a divisão paulista) em Andradina e em Tupã.

Adamantina

A cidade tem uma população de cerca de 35 mil pessoas.

Adamantina

Nosso objetivo era conhecer e registrar o Estádio Municipal Antonio Goulart Marmo.

Estádio Municipal Antonio Goulart Marmo

Uma bilheteria a mais em nossa conta! E essa já foi bem utilizada nas décadas de 50 e 60!!

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

O estádio foi a casa dos times de Adamantina nas disputas das categorias de acesso do Campeonato Paulista, e o primeiro a chegar a uma dessas disputas foi a Assciação Atlética Adamantina.

Distintivo Associação Atlética Adamantina

A A.A. Adamantina foi fundada em março de 1947 e depois de 5 anos disputando campeonatos amadores, em 1952 disputou a segunda divisão do Campeonato Paulista, sua única disputa profissional.

Aqui, algumas imagens do time:

A.A. Adamantina
AA Adamantina
AA Adamantina 1950

O segundo time da cidade a disputar um Campeonato Paulista foi o Adamantina FC, que nasceu da fusão da AA Adamantina (que havia voltado ao amadorismo) com o Guarani FC (que até então também se limitava ao futebol amador).

Adamantina FC

O Adamantina FC (que na época do amadorismo era denominado Adamantina EC)  disputou 3 edições da terceira divisão, entre 1957 e 1959.

Adamantina FC 1955
Adamantina FC
Adamantina FC

O ano de 1959 foi histórico pois além do Adamantina FC, outro time da cidade disputou a terceira divisão, a Sociedade Esportiva Palmeiras!!

Sociedade Esportiva Palmeiras de Adamantina

Aqui uma imagem do time do time que nasceu em 15 de novembro de 1952, mas passou 7 anos jogando campeonatos amadores até a disputa do profissional de 1959:

SE PAlmeiras Adamantina
SE Palmeiras de dDamantina

A cidade seguiu respirando futebol, e no ano seguinte (1960), os dois times se uniram para a disputa da quarta divisão do Campeonato Paulista com o novo nome: Clube Atlético Internacional.

Distintivo do Clube Atlético Internacional de Adamantina
CA Internacional de Adamantina

Adamantina ficaria 3 anos sem disputas profissionais no Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo, mas em 1963, foi a vez do Guarani FC, que, embora tenha sido fundado em Março de 1948, acabou se “reinventando” em agosto de 1961, após a fusão citada acima.

Distintivo do Guarani FC de Adamantina

Aqui, alguns elencos que marcaram época nas 15 disputas do Campeonato Paulista que o time participou, a começar pelo de 1966 que conquistou o título de campeão do setor do Campeonato Amador do Interior:

Guarani 1966
Guarani de Adamantina
Guarani de Adamantina
Guarani de Adamantina
Guarani de Adamantina
Guarani de Adamantina
Guarani de Adamantina
Guarani de Adamantina

Aqui, o time do Guarani, que foi campeão da terceira divisão em 1974:

Guarani de Adamantina campeão de 1974

E o time de 1981:

Guarani de Adamantina de 1980

Enfim, com a história do futebol da cidade (ou ao menos uma parte dela) compreendida, a nossa visita ao estádio ganha muito mais valor…

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

Segundo a placa informativa, o estádio ganhou uma reforma em 2007:

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

Vamos dar uma olhada pra ver o que melhorou por dentro do estádio!

O estádio acabou de passar por uma série de obras, e pra visita ficar 100% só faltaram as traves estarem de pé…

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

A arquibancada coberta está lá, firme e forte, enchendo de charme a cancha Adamantina!

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

As arquibancadas descobertas também são muito bacanas, e bem próximas do campo (que é separado apenas por um alambrado).

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

Ainda existe uma área atrás do gol que pode receber mais arquibancadas futuramente.

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

O estádio ainda possui um sistema de iluminação que permite jogos a noite!

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina
Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

Somando todas as arquibancadas, o estádio tem capacidade para cerca de 2.150 pessoas.

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

Para quem quiser maiores informações (e fotos) do futebol local, acesse esse link da Revista impacto que fez um especial sobre o futebol de Adamantina.

Estádio Municipal Antônio Goulart Marmo - Adamantina

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Tupã FC 0x1 Osvaldo Cruz FC – Série B do Campeonato Paulista 2018

Bom, ainda sobre o rolê de inverno de 2018, o outro jogo que conseguimos assistir foi no Estádio Alonso de Carvalho Braga, onde o Tupã FC enfrentou o Osvaldo Cruz FC, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista (a tradicional “bezinha”).

O estádio do Tupã ainda mantém sua estrutura original (ele foi construído em 1942, na época ainda com arquibancadas de madeira), o que dá um charme especial a ele! Ingressos em mãos…

Estádio Alonso de Carvalho Braga

Vale lembrar que em 2011 já havíamos assistido a um jogo do Tupã aqui no ABC, contra o EC São Bernardo, quando tivemos a chance até de conhecer o Tupanzinho! Veja aqui como foi.

É hora de conhecer o estádio por dentro, e um pouco da sua torcida!

Atualmente, o “Alonsão” tem uma capacidade para 5.515 torcedores, mas já chegou a ter capacidade para quase 15 mil pessoas.

Pra nós, que viemos de tão longe, é sempre um grande prazer poder conhecer um templo do futebol, principalmente em dia de jogo!

Vamos dar uma olhada para conhecer um pouco mais do estádio:

Ali, atrás de onde estávamos, encontramos o pessoal da Torcida Garra Tricolor, a organizada do Tupã.

Entre os torcedores da Garra, encontramos o amigo Edinho, que junto do Sérgio Gisoldi, que vive atualmente em Santo André, nos aguçou a curiosidade para conhecer pessoalmente o estádio, o time e a torcida do Tupã.
E lá fomos nós… Valeu, Edinho!

Em campo, um jogo duro e muito truncado.

O público até que compareceu em bom número, ocupando as diversas arquibancadas do estádio (teve até um pessoal que veio de Osvaldo Cruz, mas sem faixas ou bandeiras).

O jogo contou ainda com a cobertura da imprensa local!

Mas, o time do Osvaldo Cruz não se importou com a força da torcida local e acabou vencendo a partida por 1×0, mostrando ser um visitante indigesto…

Assim como é de praxe em alguns campos, o placar se negava a mostrar o resultado desfavorável à equipe local…

E por falar em digestão, a pipoca lá é nota 10! (e custa R$ 4 apenas).

E quem gosta de lance bonito, taí a bicicleta que eu vi lá (hehehe piadinha besta…).

Além da bicicleta, você pode se divertir batendo uma bola com a molecada…

Se você é daqueles que, como a gente, gosta de acompanhar o jogo de perto, o Alonsão é daqueles campos cercados por alambrados, que permitem botar pressão no adversário.

Agradecemos a receptividade do pessoal de Tupã e na hora de ir embora ainda deu pra registrar mais uma cena atípica, do pessoal que costuma levar suas próprias almofadas pra ver o jogo com mais conforto. O futebol no interior ainda vive!

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